
Já enrugadas pelo tempo e marcadas pelos anos,
Fico relembrando as coisas da vida acontecidas,
Mas quase sempre suplantadas pelos desenganos.
Velhas mãos enrugadas que tanto escreveram versos,
Risonhos versos de uma vida que jaz emurchecida,
De ilusões passadas, róseos sonhos pelo chão dispersos,
Tal qual as folhas amareladas pelos outonos da vida.
Tudo que resta agora, são velhas mãos enrijecidas e ressequidas,
Que logo estarão sepultando os sonhos,
E as ilusões da minha despedida,
De uma vida que logo se acaba nas esperanças esquecidas.
Velhas mãos e dedos endurecidos,
Que por mais que se esforcem,
Não vencerão essa lida de grafar os versos,
Que do meu coração são emitidos.
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025


































