segunda-feira, 2 de novembro de 2026

"Como explicar a morte?" (Poema)

Certa vez me perguntaram,
Se eu tinha alguma explicação para a morte.

Eu olhei para céu,
Como quem procura no infinito,
Uma palavra que todos desconhece,
E eu não encontrei a resposta.

Mas eu penso que talvez,
Morrer seja apenas pousar,
O corpo à beira do caminho,
E seguir mais leve,
Atravessando uma porta que,
Nossos olhos ainda não aprenderam a ver.

Porque para mim que já viu a morte bem perto,
E ver alguns partirem dos meus braços,
Talvez eu possa dizer que quem parte com a morte,
Não desapareçe, apenas muda de lugar,
A pessoa sai do abraço e entra na saudade,
Ela deixa a voz e fica no silêncio,
Ela fecha os olhos do nosso lado,
E acende-se, quem sabe, nas nossas lembranças.

Porque mesmo tendo visto a morte bem perto,
Eu não sei explicar como é a morte,
Mas eu sei o que é o amor,
Já que ele tem uma estranha maneira de sobreviver a tudo.

Para mim, talvez seja esse o segredo da morte,
Porque há pessoas que a morte leva dos nossos braços,
Mas ela nunca consegue levar do nosso coração.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
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"A noite em que nos conhecemos" (Poema)

Eu não sou um viajante,
Que não pagou sua dívida,
Eu tenho procurado por uma trilha,
Para seguir novamente,
Ao momento que me leve de volta,
A noite em que nos conhecemos,
E que eu pudesse dizer a mim mesmo,
O que é que eu devia fazer.

Eu poderia ter dito a mim mesmo
Para não passear junto com você,
Eu tinha vivido toda vida fugindo e,
Em seguida, depois que nos conhecemos,
A maior parte dela seria para estar com você.

Leve-me de volta para a noite em que nos conhecemos,
Eu era assombrado por um fantasma do passado,
Porque quando eu vivia aquela noite,
Eu estava cheio de terrores,
Meus olhos estavam cheios de lágrimas,
Quando você ainda não tinha me tocado.

Me leve de volta para a noite em que nos conhecemos,
Pois eu te daria toda minha vida e,
Em seguida, a maior parte dela,
Será para estar com você,
Desde aquela noite em que nos conhecemos.

®Jorge Bessa Simões

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"Me abraça, mas não me ame" (Poema)

Me abraça,
Mas eu não recomendo que você me ame,
E se você me amar,
Não diga que eu não avisei.

Acredite em mim,
Eu sei como acender um fogo,
Apenas com uma pequena chama,
Ah, eu sei fazer isso sempre.

Por isso se você quiser,
Vá embora antes que o lençol toque o chão,
Porque quando te ouço falando como se me conhecesse,
Ah, eu te digo, você não me conhece.

E como você não me conhece,
Eu não queria te enlouquecer,
Queria poder fazer você me odiar,
E talvez depois eu deva mudar meu nome e fugir.

Fugir para que eu não precise me agarrar,
E talvez você e eu conseguíssemos,
Você não sabe o risco que está correndo,
Por isso talvez eu deva mudar meu nome e fugir.

Para que eu não me agarre a você,
E nem você a mim, porque eu sou apenas humano,
E mesmo me sentindo um pouco sozinho,
Eu não quero te atingir enquanto estiver caindo.

Porque enquanto estiver caindo,
Eu não quero enlouquecer,
Sabendo que machuquei você,
Depois que me abraçar e querer me amar.

Eu queria fazer você me odiar,
Talvez eu deva mudar o meu nome,
Para que você não venha me amar,
Talvez você e eu conseguíssemos.

Você não sabe o tipo de risco que está correndo,
Pois você não me conhece e me conhecendo,
Talvez eu deva mudar meu nome,
Fugir e correr, correr e correr, para você não me amar.

Queria não te enlouquecer,
Queria fazer você me odiar,
Você não me conhece para me amar,
E me amando você não vai me aguentar.

Talvez nós até conseguíssemos,
Pois eu sei o risco que estamos correndo,
Se eu te amar você terá que me aguentar.
Porque talvez um de nós dois terá que mudar de nome.

Se você me abraçar e depois me amar,
Quem sabe você me conheça,
E me conhecendo eu sei que você,
Vai querer me segurar e me segurando eu vou te amar.

®Jorge Bessa Simões

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“Oh Guarulhos” (Poema)

Porque você sempre foi tão amarga?
Porque você sempre foi tão fria?
Ou será que eu só fiquei muito tempo fora?
Alguém roubou seu brilho?
Porque você sempre foi tão cinzenta?
Não sei se sou eu ou é você, mas um de nós mudou.

Oh Guarulhos,
Foi bom te conhecer.
Acho que é hora de eu seguir meu caminho.
Então quando você se esquecer de mim,
Eu sei que você vai apagar a minha memória.
Mesmo tendo um dia sangrado por você.

Oh Guarulhos.
Eu me lembro de você,
Do jeito que você costumava ser.
Antes de estacionarem os trens nos trilhos,
E os estacionamentos ficarem tomados pelo mato.
Eu poderia ficar mais um pouco,
E tentar encontrar a faísca.
Mas eu seria como aqueles vaga-lumes, apagados naqueles potes.
Acho que somos quem somos.

Oh Guarulhos
Foi bom te conhecer,
Mas acho que é hora de eu seguir meu caminho.
E quando você se esquecer de mim,
Eu sei que você vai apagar a minha memória.
Mesmo sabendo que sangrarei por você.

®Jorge Bessa Simões

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"Meu poema longo 3" (Poema)

Nesse meu poema o que quero mostrar é o quanto vale a minha liberdade, já que daquele tempo algumas coisas boas me deixaram muitas saudades, embora me lembre das tantas agruras que passei.
Ao criar os meus poemas ou minhas poesias, procuro buscar meus sonhos de viver num universo onde na busca dos meus anseios queria o misto de viver numa beleza como jamais até então tinha vivido, nesse meu poema longo proponho não apenas para as pessoas que me cercam algumas mudanças.
Já que é a mim somente pertence minhas consequências e não aos outros, que em meu coração não se apague essa esperança e que um dia possam me entender como sou, com meus defeitos e minhas eloquências desde os meus tempos de criança, e que ninguém jamais venha viver meus tempos tão tristes e medonhos.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 1 de novembro de 2026

"Meu poema longo 2" (Poema)

Aos que acham meu poema uma forma de protesto, nada respondo e nem converso, na verdade até desconverso.
Gosto de escrever meus poemas usando versos da maneira que nada fique ao reverso e jamais ao inverso.
Alguns podem achar minhas palavras sem nexo, mas no tempo em que vivi tudo era muito complexo, já que sequer se podia falar em sexo pois logo vinham os falsos modestos e seus complexos, e poucos ousavam como eu fazer algum protesto.
Assim nesse meu poema onde abro meu malote, falo dos atos feitos de forma desvairada e fatos sobre mim já consumados, onde tudo aconteceu depois de um golpe, fique bem claro que foi numa época de ditaduras não que seja algo que denuncio, já que na história é bem conhecido o seu enredo.
Naquele tempo a vida tinha no dia a dia de ser vivida por mais que tudo fosse uma luta inglória, não importava se eu caminhava sobre a ponte em busca de alguma fonte para aliviar minhas dores, tudo o que alguns faziam para mim era para que eu fosse sempre desacreditado tentando me impedir de seguir em frente.
E o que mais esperava era que acontecesse um milagre, mesmo que viesse de fora, de dentro, do centro, de um homem santo que com seu canto quebrasse aquele mal encanto.
Acredito que não vivi uma ilusão perdida, muito embora tenha sentido uma frustração danada numa época em que muitos me davam as costas me deixando e me empurrando para baixo.
E o custo de tudo que me aconteceu na vida teve um preço onde paguei muito alto, já que com essa carência humana minha vida quase sempre foi um desastre enorme, mesmo sendo um menino que buscava sobreviver como um homem forte.
Quase conseguiram destruir minha crença, quase me fizeram perder a fé, não acreditava que poderia ter melhor futuro, e quantos tenho certeza tinham esse desejo, porém mal algum a eles quero e nem espero.

®Jorge Bessa Simões

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"Meu poema longo 1" (Poema)

Queria escrever um poema não falando dos meus problemas, nem fazendo um falso esquema falando sobre os erros dos sistemas, ou da vida suas celeumas.
Houve um tempo em que ocorreu sobre mim uma censura sobre coisas que me aconteceram de forma tão impura onde muita gente finge que nunca aconteceu.
Sobre um tempo em que agi de modo inconsequente, onde fiz tudo a minha maneira para me sentir consistente, e porque não dizer ser comigo mesmo coerente, já que na minha infância fui alguém quase inexistente.
Onde alguns me causaram cortes profundos na alma e me abandonaram à própria sorte, muitos mostraram ser pessoas de espíritos pobres, pois em seus corações desejavam a minha morte.
Muitos diziam que eu não tinha direito a sonhos, e que jamais poderia ter em meu rosto traços risonhos, assim meus dias muitas vezes foram tristonhos, foi uma época em que muitos censuravam meus planos.
Se mostravam guardiães dos sérios, mas eram os que faziam algo ainda mais estranho, e por mim foram classificados como impróprios, pois se achavam tão (quase) puros e sensíveis, mas atrás das paredes me fizeram coisas terríveis.
Assim nesse meu poema no seu contexto não fiz nenhum teste, afinal não escrevo as palavras com este pretexto, nem como forma de protesto, embora tenha vivido o tempo todo o meu consenso, e mesmo diante de certa perseguição, mantive meu conceito pois em muitas situações me tinham com preconceito.

®Jorge Bessa Simões

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"Meu filho, minha andorinha" (Poema)

Minha mãe me cantava assim...,

De cara quando vi você nascer,
Fiquei meio sem entender
Pois desde de cedo seu jeito rebelde
Pude perceber
Me pareceu meio assustado,
Como estouro da boiada,
Mas com uma doçura que não deu pra esconder.

Tive certeza naquela hora
Que ao nascer não te deixarias ir embora
Tinha um cantinho pra você ficar no meu coração
Mas alguma coisa gritou no meu peito
Pra que me virasse e desse um jeito
E no momento certo sempre te abraçar.

Meu filho, minha andorinha
Sempre busquei te buscar
Mesmo quando fugias de mim,
Passei a vida inteira para te amar.

E quando você voltava
E meio aflito chegava
Tentava abafar no meu peito o grito
Mas você de novo fugia
Se escondia pra não te encontrar
Nem dava a chance d'eu chegar
E olhar nos teus olhos e mostrar
O tanto de amor que tinha pra te dar
Nas tuas voltas queria no amor do meu coração,
Te guardar em meu peito
Na minha solidão de ser sua mãe.

Pedi muitas vezes
A luz de Deus pra te guiar,
E te dar meu amor de mãe
Para te acompanhar
Mesmo sabendo que em tuas mãos
Seu caminho tinha de encontrar.

E você sabia que essa sabiá mãe,
Sempre tinha um peito pra te abrigar.

Quando você está aqui meu filho
Pousado no meu peito
Teus olhos brilham
Do mesmo jeito de quando o vi nascer
Parece que a lua mora em teu olhar
Sua luz tem ternura e bondade
Que me dá saudades só de lembrar.

Lembro do teu lindo olhar
Pelo teus olhos verdes valia a pena
Correr o mundo todo
Pra te encontrar quando fugias de mim
Você tem um raio de luz divino
E por isso cometi o desatino,
De permitir o seu raio me cegar quando nasceu.

Meu filho, minha andorinha
O meu coração é teu porto seguro a te esperar.

Traga teu sorriso a essa cansada alma
A paz e a calma pra me acarinhar
Sem você meu filho, sem seu carinho
Sou como um passarinho fugido do ninho
Com medo de amar.

Lembre-se do seu cantinho
Não esqueça esse caminho
Pois quero que sempre volte.

Sou sua mãe
Venha pousar no meu coração
É saudades o que sinto
E é o que brota em meu peito
Me lembrando de você
Pois sou a única fonte que te deu o que beber.

®Jorge Bessa Simões
Texto baseado na música "Andorinha" de Victor e Renan

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"Minha andorinha mãe" (Poema)

Você se foi como que voando, saiu da minha vida para buscar no horizonte o vislumbre breve de um paraíso terrestre que se aproxima, e lá com certeza nos reencontraremos.
Você com certeza, "minha andorinha mãe", foi forte, guerreira, amorosa, persistente e inesquecível, sem se aperceber, foi capaz de mudar vidas, sou a prova disso, prova de que o amor constrói lindas perspectivas dentro do nosso coração, você sempre será o grande amor conectado a minha vida, e ainda continua sendo uma inspiração sem igual.
Você não foi perfeita, mas foi quem me ensinou que mesmo na dor podemos ser felizes, me esforço muito para não esquecer das lições que você sabia usar na hora certa.
Quando podia estar ao seu lado, me sentava no sofá da sala só para ficar te olhando "minha andorinha mãe", nesses raros momentos de contemplação, achava motivos para admirar seu rosto, que embora já trouxesse os sinais do tempo, mostrava um sorriso largo, seus cabelos brancos me mostrava um semblante de paz, suas mãos meio enrugadas pela idade ainda faziam bijuterias, achava suas mãos lindas, aliás, como um todo você era linda em muito sentidos, igualzinha aquelas passarinhas que cuidam de suas crias, e que você tanto admirava, por isto minha comparação de você com uma andorinha.
Fazem alguns anos que só nos encontramos nos meus sonhos, onde a vejo voando num vai e vem como se zelasse por mim, sei que logo nos encontraremos de novo, espero nesse reencontro te mostrar o que acho que a senhora já sabia: "Nem a mais longa distância é capaz de diminuir um amor igual ao nosso."
A eternidade que tanto sonhávamos juntos não será suficiente para agradecer tudo que me fez, desde que fui colocado como uma sementinha em seu ventre e por você ter sido tão carinhosa comigo, mesmo quando eu falhava com você.
Continuo tentando permanecer voando como me ensinaste, peço ao Verdadeiro Deus que me permita estar ao seu lado para sempre, minha saudosa "andorinha mãe".

®Jorge Bessa Simões

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"Me lembro de você minha mãe" (Poema)

Suas lembranças estarão sempre em minhas memórias, o som da sua voz ecoarão em mim, é como se não houvesse outras palavras, mas não queria me lembrar assim de você minha mãe.
Estou cansado dessa sofrência, não queria me recordar de nós ainda mais distantes do que já estivemos um dia, não queria ter de olhar suas fotografias para ver o seu sorriso num pedaço de papel, ou ficar esperando um telefonema seu que sei não irá mais acontecer, não queria ficar esperando uma palavra de carinho, que sei, ao menos por enquanto não mais virá.
Sinto ter que esperar o tempo passar na vã esperança de que numa noite dessas você estará em meus sonhos, nem que for pra me falar um simples "Oi, meu filho!", mas quão triste fico quando acordo e apenas vejo sua fotografia em minhas mãos.
Por mais que não queira acabo tendo sempre essas lembranças, aliás, nem sei se é bom continuar olhando suas fotografias, já que isso me faz sentir saudades suas, mas, não posso ficar sem vê-las.
Como gostaria que você se fizesse presente na minha vida, em cada pensamento que tenho, cada sonho que consigo realizar.
Sinto a luz dos teus olhos iluminando meus caminhos, mas sem você me sinto um menino perdido, e assim fico cada dia mais triste já que a sua imagem tem se tornado ilusória para mim.
Sei que fomos separados, não pela distância presente, mas, pela morte fria que a tirou de mim, e são suas lembranças que me faz sentir o seu real que aproveito ao máximo quando olho suas fotografias, e é o que não me deixa te esquecer, assim vou sempre me lembrando de você minha mãe, como me lembrei ainda agora!

®Jorge Bessa Simões

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