segunda-feira, 24 de agosto de 2026

"Nunca mais serei o mesmo…" (Crônica da Vida)

"Nunca mais serei o mesmo", isso não é apenas uma frase dita no calor de uma emoção forte, é uma verdade que eu sinto na alma.
Porque algumas perdas que já tive na vida, não levaram apenas alguém que eu amava, elas me transformaram.
Na verdade, quebraram uma parte de mim que nunca mais se encaixou da mesma forma, e como parte desse quebra cabeças, tive que aprender a viver, além de mais sozinho, também de uma forma diferente.
E eu tive que compreender isso no dia em que percebi que essas pessoas não voltariam mais para minha vida, ao menos não por enquanto, e que tudo o que restavam delas, eram as recordações guardadas em minhas memórias.
Recordações essas que aparecem sem aviso, que surgem através de uma música, ou de quando estou passando num lugar em que estivemos juntos, e até mesmo num silêncio.
Muitas vezes sem saber, aquelas pessoas que estão a minha volta, e que às vezes me abraçam, me fazem lembrar das muitas que partiram, e outras vezes esses abraços doem mais do que a própria ausência de muitos.
A partida de todos que já se foram um dia da minha vida foram muito ruim, mas algumas em especial, foi como uma bala que transpassou meu peito, ela não me destruiu completamente, mas me deixou uma ferida profunda e invisível, daquelas que não se vê olhando na minha aparência, mas que eu sinto sempre.
Como dizem, com o tempo tudo se cura… sim, a ferida cicatriza, e eu tive, e sei ainda terei, que aprender a seguir em frente, a me levantar, a respirar sem aquele peso constante das minhas perdas.
Mas a cicatriz…, ela fica, e é uma cicatriz que me marca como se fosse uma tatuagem no coração, marcada a ferro quente.
E não é fraqueza minha reviver essas perdas que tive na vida, elas agora são memórias que ficaram guardadas na minha mente e no meu coração, e eu vejo isso como uma prova de que, assim como elas podem ter me amado, no meu íntimo mais profundo, sei que também as amei.
Porque de algum modo, a maneira de cada uma delas, algo foi muito importante no tempo em que estivemos juntos, e que me deixou uma marca que não pode se apagar.
Assim a cada dia tive de aprender a crescer…, porque tem certas coisas na vida, que não tem outra escolha, a vida continua a seguir em frente, mesmo que eu quisesse parar.
Dessa maneira fui superando tudo isso…, mas não esquecendo, porém aprendendo a viver com esse vazio sem deixar que ele me consuma, apesar de tamanha dor, mesmo depois de tanto tempo.
E assim continuo… passo a passo, dia após dia, com alguns momentos em que dói menos, e outros em que parece que tudo parece voltar.
Mas esquecer…, bem, esquecer nunca acontece verdadeiramente, porque tem pessoas que nunca se vão verdadeiramente de nossas vidas, elas permanecem comigo.
Permanecem naquilo que elas me ensinaram, naquilo que elas despertaram dentro de mim, e mesmo que já não estejam mais aqui, elas continuam a viver na minha perspectiva de vida, da mesma maneira que ensinaram as amar.
E em cada recordação das minhas memórias, é como que se elas se recusem a desaparecer.
Sei que nunca mais serei o mesmo…, e também não serei a mesma pessoa que eu era antes de amar tanto assim, a maioria dos que se foram da minha vida.
E pode ser que esta cicatriz que dói no meu peito de vez em quando, seja também a forma mais honesta de dizer que houve algo na minha vida que valeu completamente a pena viver, do tudo o que eu já vivi.

®Jorge Bessa Simões

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"Compreendendo o meu passado" (Crônica da Vida)

O passado deve ser sempre aceito, ainda que às vezes possa doer ao se olhar para ele, mesmo sabendo que há momentos que gostaríamos de mudar, senão tudo, algumas coisas com certeza.
Por algum tempo, ouço muitas vezes me dizerem que não deveria me prender tanto ao passado, afinal o que já foi, foi, não volta mais, e é verdade.
Assim desde então, tento encontrar alguma explicação do porque o meu passado sempre vem nas minhas lembranças, mesmo não querendo me prender a ele, e é muitas vezes revivendo meus momentos memoriais que, creio ter encontrado ao menos parte dessa resposta.
Porque passei a compreender que o passado não está nas minhas memórias para me punir, tampouco para me assombrar, pelo contrário, o passado está lá para me ensinar. Mas ensinar o que?
Bem, olhando para o passado muitas vezes me lembro que cada erro meu, cada queda eu tive, cada escolha que fiz, certa ou errada, fez parte da minha vida, da minha história, e do caminho que me trouxe até aqui.
E me arrepender repetidamente de tantas coisas, não me transformou, só serviu para me impedir de seguir em frente, e as vezes até me tirou a coragem de dizer tantas coisas, de ter deixado de ir atrás de algo ou alguém que poderia ter mudado o rumo da minha história, ou não! Enfim, essa é uma das respostas do passado que sei, nunca saberei como teria sido.
E é assim que agora percebo que o presente é o que deve ser vivido, ainda que não seja perfeito, mesmo que eu não tenha todas as respostas que procurava.
E o presente, é o único lugar onde realmente existo, é onde posso sentir, decidir, mudar, dizer, ou seja, discutir sobre ele, resistir a ele,
e ao mesmo tempo querer que seja tudo diferente de tudo o que já foi, e a distancia entre o passado e o presente, é o que me faz ter a coragem de escolher e decidir sobre tudo que está me acontecendo agora.
Porque tenho compreendido que a vida não espera que eu a entenda completamente antes de seguir em frente, como disse, agora que me conheço um pouco melhor, sei que tenho coragem para fazer da minha vida e da minha história, algo muito melhor do que poderia ter sido no passado, e não foi.
Aprendi também com à ajuda do meu Verdadeiro Deus, que o futuro deve ser aguardado, não com mágoas, rancor, dor ou com ingratidão, mas posso aguardar com esperança, com amor e carinho, ainda que as vezes tenha um pouco de incerteza, tenho muita confiança nas bênçãos que virão.
Assim tenho aprendido a cada dia que, nem tudo pode ser controlado, nem tudo que eu gostaria que seja, pode ser planejado nos mínimos detalhes, infelizmente às vezes a vida me surpreende, muda meus rumos, cria mais barreiras que as quebra, mas mesmo sendo desse jeito, a vida tem me mostrado outras belezas na minha história, e também tenho compreendido que não sou eu que vou mudar o mundo, isso não me cabe.
Porque viver não é ter tudo resolvido, seja no passado ou no presente, com isso estou aprendendo a fluir entre o que foi,
o que é, e é claro, com o que será.
Sendo assim, aceitar o meu passado tem me libertado, e viver o presente tem me conectado a muitas coisas e pessoas à minha volta, ainda que eu saiba que tenho muitas coisas para melhorar.
É por isso que sei que posso confiar no futuro, já que ele me dá esperança, não só de poder viver eternamente, mas também de poder reencontrar tantas pessoas que se foram do meu passado.
É e mesmo em meio a tudo isso, ai está de novo o passado sendo lembrado, e aqui estou eu vivendo o presente, tentando fazer o melhor que posso, aprendendo, crescendo, servindo, perdoando, e me perdoando também, afinal, eu sou imperfeito, mas mesmo dentro da minha imperfeição, sempre vivi e vivo amando.
E isso, além de ser parte da minha resposta sobre o passado, também é o suficiente para que eu continue querendo viver tudo tão intensamente como sempre vivi, e isso é tudo o que eu realmente gostei de viver a minha história até aqui!.

®Jorge Bessa Simões

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"Um sorriso para a vida" (Crônica da Vida)

Não posso permitir que a dor roube o meu sorriso e tampouco que as minhas feridas fiquem expostas ao tempo.
Não é preciso que eu guarde o meu sorriso numa gaveta escura, só porque a vida não é tudo o que eu gostaria que fosse.
Desde que nasci já saltei tantos obstáculos, tropecei e cai tantas vezes quanto me levantei, por isso não posso permitir que uma ferida aberta ontem ataque o meu coração.
Por isso creio que o melhor que posso fazer é sorrir, não importam as minhas cicatrizes ou as feridas que são abertas no sentido de me derrubar, afinal, o meu sorriso ainda é a minha melhor arma.
Com ele posso ser tudo aquilo que eu quero e não o que o mundo me impõe. Tristezas não irão apagar as consequências dos meus erros, muitos deles já foram pagos, e as experiências dos meus anos me trouxeram o conhecimento de mim mesmo, e creio que a sabedoria adquirida com isso é bem grande.
Não posso permitir a deixar de sorrir pelo simples fato de que algo correu de uma forma diferente do que eu queria, tem coisas na vida que não depende das minhas escolhas.
É preciso que eu me mantenha mais forte que as dificuldades que ainda virão à minha frente, por isso mostrar o meu sorriso vai me ajudar a ver como elas poderão ser vencidas.
Até porque não posso espalhar minhas lágrimas pelo caminho que eu escolhi, para que eu mesmo não pise nos meus sonhos, como quem pisa as pedras frias da calçada da rua da minha vida.
Não posso continuar à procura de razões para as quais não tenho, já que o caminho certo a seguir, é sorrir para que eu possa conquistar meus anseios, sonhos e objetivos, e eles estão tão perto.
Erro porque as vezes deixo de pensar com a razão, não posso me levar só pelo coração, é bom as vezes usá-lo, mas corro o risco de não vencer, o momento não é hora para chorar, porque eu sei que na verdade a vida só será vencida depois de uma árdua batalha, e a luta tem sido feroz para mim desde muito cedo, tanto que já ganhei umas vezes e perdi outras tantas.
Mas no fundo, eu sempre tentei ser um vencedor, e serei, porque a cada queda que já tive, aprendi a me levantar ainda mais forte.
Doí no meu coração muitas coisas, mas não posso mais alimentar essa alma ferida, não posso baixar meus braços, tenho fé no meu Verdadeiro Deus, e logo irei abraçar um novo dia, e vou sorrir com alegria para tudo o que a vida me oferece no futuro.
É preciso então que eu recolha o que restou de mim, juntar todos cacos velhos e enfrentar com coragem à vida para continuar firme na minha luta, uma nova vida me espera na esquina do futuro.
Um futuro que eu sei que me espera com um sorriso de fazer inveja a quem tentou me derrubar ontem.
Mas eu vou continuar sendo único, até porque não preciso provar a ninguém de que ainda estou vivo, essas são as minhas palavras escritas com um largo sorriso para a vida, prova de que ainda não morri.

®Jorge Bessa Simões

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"Sonhos que vivi" (Crônica da Vida)

"Na vida eu aprendi que ninguém conquista um sonho sem persegui-lo, e nem anda um milímetro que seja, sem dar o primeiro passo."
Sei que posso chegar ao fim da minha estrada a qualquer momento, por isso não posso permitir que quaisquer arrependimento do que já vivi, venha me atacar, preciso levantar a cabeça e me orgulhar por ao menos ter tido a coragem de buscar viver muito dos meus sonhos.
Estou feliz por poder dedicar minhas forças até o último instante que viver, que eu esteja pronto a perdoar e ser perdoado, recomeçar de novo se houver tempo, que eu seja indiferente àqueles que querem ver sempre o meu tropeço.
Já fiz e quero fazer as mudanças que ainda possam ser necessárias para continuar tocando minha vida em frente, talvez até eu possa me arrepender, mas daquilo que não fiz porque me preocupei demais com o que iriam pensar de mim, e com isso posso ter perdido muitos momentos que jamais terei as respostas se me fariam feliz ou não, por outro lado porque me apegar nisso já que nada poderá voltar atrás.
É por isso que tenho de me manter focado a frente, ou melhor, saber viver o pouco tempo que me resta, essas foram as lições que aprendi na vida e levo como experiências ainda que daqui há pouco não esteja mais aqui para recomeçar de novo.

®Jorge Bessa Simões

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"Minhas aparências" (Crônica da Vida)

Cada dia aprendo que não posso exigir o sentimentos de ninguém, quando muito posso sim, dar boas razões para que gostem de mim e que tenham paciência, a vida faz o resto.
Foi assim que aprendi amar as pessoas, já deixei algumas adentrar meus caminhos e perceber em meu coração como sou.
Aprendi a me abrigar com carinho em muitos corações que souberam me compreender, embora alguns só saibam me julgar sem a menor cerimônia, sem ao menos tentar me compreender ou me conhecer por inteiro, não só por minha aparência, mas pelo que digo e escrevo.
Aliás, talvez esse não seja um bom caminho para perceberem como meus olhos veem o que o meu coração sente, mas creio que poderiam saber conviver com as diferenças, conhecer as virtudes e a respeitar o caráter, os sentimentos e os defeitos de cada um.
Afinal pode existir tesouros guardados no meu coração, qualidades que superam minhas falhas, transformando o restante de mim em quimeras, se soubessem se aprofundar nessa descoberta, talvez perceberiam que não existem motivos para não me aceitarem como sou, e quem sabe aprenderiam me amar.
Não é porque algo em mim possa ser diferente que não mereça compreensão, quem sabe depois disto escrito, não encontrem em si mesmos a compaixão, vendo com seus olhos o que meu coração sente, pois se descobrissem os tesouros escondidos nele, quem sabe não poderíamos estar lado a lado.
Dessa forma, por favor, não se deixem levar só por minhas aparências.

®Jorge Bessa Simões

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"Os olhos da alma" (Poema)

Não quero perder mais tempo olhando para trás, é claro que o passado sempre irá me acompanhar, pois de certa forma o instante é agora, e amanhã será ontem.
Mas se ficar revivendo apenas as memórias passadas, isso não me dará chance de me permitir o presente, e se não deu certo não tem porque refazer o caminho, e depois por que ficar me martirizando pelo que poderia ter sido diferente e não foi, não é, e nunca será?
Jamais gostei de correntes, nunca quis e não quero ser prisioneiro de mim mesmo, pois meu horizonte se fará maior quando me permito abrir os olhos da alma.
Com eles vejo que em breve poderei ser ricamente abençoado e viver eternamente num paraíso terrestre, pois o Verdadeiro Deus me garante isso ao adorá-lo sempre!

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 23 de agosto de 2026

"Cheguei na minha velhice" (Poema)

Quando jovem ouvi dizer que envelhecer é o único meio de viver muito tempo, que a idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O tempo passou e eu estou envelhecendo, mas sabe o que me atormenta em relação às tolices da minha juventude?
É não haver cometido o que agora não posso cometer, e com os anos que passaram, aprendi que envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Aprendi que muitas pessoas não chegam na velhice porque perdem muito tempo tentando se manter jovem, mesmo com a idade avançando.
E lembrar que aos quinze anos eu só tinha sonhos, quando cheguei aos vinte anos reinava em mim o desejo, aos trinta anos a razão, e só aos quarenta anos veio o juízo.
Aprendi que o que não era sonho aos quinze anos, não se tornaria belo aos vinte anos, não seria forte aos trinta anos, e que não ficaria rico depois dos quarenta anos, e tampouco sábio aos cinquenta anos, porque a vida nunca é feita de nada disso.
E agora que estou mais velho, percebo que são poucas as coisas que me parecem absurdas, porque até as decepções na vida, não me surpreendem mais.
Quando era jovem pensava que os velhos eram bobos; agora, aprendi que os velhos sabem que os jovens é que são.
Aprendi que a maturidade é voltar a encontrar a serenidade como aquela que eu usufruía quando era menino, até porque nada passa mais depressa que os anos da vida.
Quando era jovem dizia: “Verás quando tiver cinquenta anos!”. Tive cinquenta anos e não vi nada daquilo que imaginava.
Quando era jovem, nos meus olhos ardia a chama de querer viver e amar tudo com muita intensidade, agora que estou mais velho, vejo nos meus olhos a luz do que pode vir a frente ou não.
Na minha juventude a iniciativa valia tanto quanto a experiência dos velhos, talvez seja por isso que sempre há um menino em mim, e cada idade me caiu bem, mesmo em escolhas diferentes.
Quando jovem andava em grupo, como adulto passei a andar em pares, e agora como velho muitas vezes me vejo andando sozinho.
Agora, mesmo com todo esse tempo passando eu busquei ser feliz, quando fui jovem e não fui, mas quem sabe agora, eu possa ser feliz se agir de maneira sábia na minha velhice, afinal, desejei chegar à velhice, ainda que as vezes nego que tenha chegado, aliás, não! Ainda não entendo bem isso dos anos.
Todavia, foi bom vivê-los, não está sendo assim tão fácil tê-los, mas agora cheguei na minha velhice.

®Jorge Bessa Simões

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"Vida a dois, uma história somada e compartilhada" (Crônica da Vida)

Quem disse que viver a vida inteira ao lado de uma pessoa é um caminho reto? Quem disse isso, talvez não conheça a pessoa ao seu lado e nem os caminhos de uma vida inteira.
Porque muitas vezes os caminhos não são todos bem pavimentados, às vezes pode ser iluminados ou não, outras vezes serão cheios de pedras ou buracos que os farão tropeçar.
Haverá dias em que caminharão no mesmo passo, e outros em que um seguirá o outro só para não se perder, até porque o amor não é feito apenas de borboletas no estômago.
Pelo contrário, com o tempo, essas sensações se dissipam como nuvens em dias límpidos, e no lugar delas pode nascer algo mais muito mais forte: que é o desejo de ficar, de continuar seguindo e construindo juntos, algo muito difícil nos tempos de hoje.
Mas isso não quer dizer que se deva se assustar, se acaso não sinta a mesma emoção do começo da caminhada, até porque o coração, na maioria das vezes aprende a falar de outras maneiras, em especial, quando já conhece bem o ritmo um do outro.
E isso pode ser visto em momentos que marcam a vida a dois, por exemplo, pode ser naquele café preparado sem dizer nada, na mão que procura a outra na noite ou numa manta ajeitada sobre o corpo, são gestos que dizem mais do que mil palavras.
Quer dizer, saber somar a vida, é saber se conter, o que isso significa? É que muitas vezes, nem tudo precisa ser dito, em especial quando se está com raiva, e embora possam haver algumas diferenças entre um e o outro, isso não quer dizer que precise se tornar uma guerra, e mesmo que não deva, mas se vier acontecer, é possível discutir sem ferir, discordar sem se afastar.
Porque os verdadeiros inimigos do amor não são as diferenças, mas é o silêncio que esfria, é o orgulho que não cede, é a indiferença que apaga, e é aí que o amor começa a se extinguir.
Assim quando vivemos uma vida inteira ao lado um do outro pode ser que, envelhecer juntos pode dar medo, e isso acontece porque tememos mudar, de deixar de agradar, e com isso de se perder.
É ai que precisamos estar preparados para tirar proveito de tudo que somamos a vida inteira, e assim continuarem a conversar, a se olharem, e a se procurarem mais, porque numa vida a dois, o vínculo não morre, ele se transforma, torna-se ainda mais profundo, muito mais íntimo, é muito mais real.
Embora possam haver dias mais pesados, em que poderão estar mais exaustos, e que não vão querer se falar, não tem problema, porque o amor não se mede pela perfeição, mas sim pela decisão de não desistir um do outro, mesmo quando nada brilha.
Então se um dia vierem a sentir que está começando a surgir uma certa distância, não esperem, deem o primeiro passo, faça um gesto, busque um olhar, recorde de uma lembrança, às vezes, isso pode ser o bastante para se reencontrarem.
Quer dizer, para se manter uma vida inteira ao lado de uma pessoa, não é sorte ou um jogo de loteria, como dizem, não!
Não é nada disso, o que é preciso na verdade, é escolha, é ternura, é saber escrever uma história somada e compartilhada, e sendo assim, com os anos passados juntos no mesmo caminhar, isso valerá muito mais do que ouro.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

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"Mesmo velho, versos vou escrevendo" (Poesia)

Com meu tempo final se aproximando, será que isso quer dizer que velho é o que estou ficando?
Mas mesmo com minha vida passando, e mesmo que esteja velho, continuo lutando, mesmo que meu tempo esteja quase no fim.
Mesmo assim, meus versos ainda vou compondo, mesmo sendo ruins, é pelas rimas que respondo.
Porém certo dia, já estive quase deixando de versejar para aos outros agradar, e com isso deixar de dizer em versos o quanto estou os amando.
Mas é muito triste viver a vida morrendo por querer a outros agradar, e com isso das minhas palavras ir me esquecendo.
Então creio que, mesmo que velho eu esteja ficando, o melhor é continuar versejando, e esperando que alguém de mim, em algum momento vá se lembrando.
Já que logo chegará o dia em que estarei morrendo, e quem sabe, alguém, poderá ler as palavras que em versos estou escrevendo.

®Jorge Bessa Simões

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sábado, 22 de agosto de 2026

"Uma história única" (Poema)

Cada dia que me levanto, percebo que meu tempo avança, poderia dizer que de certa forma isso seria um marco significativo diante de tudo que já vivi até aqui.
De certa maneira poderia dizer que isso é uma forma de celebração da vida, afinal, venci etapas ou fases das inúmeras experiências acumuladas ao longo das minhas décadas de vida.
Nesse momento, olhando um pouco para trás, vejo o quanto já foi vivido, o quanto tenho aprendido, e, principalmente, o quanto posso ter sido amado ou não.
Afinal, foram anos de muitas histórias, de momentos únicos, de desafios superados e de conquistas que marcaram a minha jornada repleta de significados na minha vida.
Cada ruga no meu rosto é o testemunho de alguns poucos sorrisos, além das minhas preocupações ou de alguma das muitas experiências que me ajudaram a moldar a pessoa que sou agora.
Ao chegar no tempo que estou vivendo, o meu olhar para o futuro ganha uma nova perspectiva, se por um lado, o tempo me trouxe a sabedoria de quem já viu e viveu tantas coisas, por outro lado, é um convite para que eu continue sonhando e aproveitando o presente da vida com a mesma intensidade de quem já percorreu uma longa estrada e soube aprecia-la.
Compreendo que agora é tempo de valorizar as pequenas coisas, de cultivar relacionamentos que realmente importam, e de dedicar tempo as poucas paixões que talvez tenha deixado de lado ao longo desses anos, e essa é uma oportunidade para transmitir a outros o meu conhecimento adquirido, se vão aceita-los ou não, fica a cada um a decisão.
Assim, que cada conversa, cada conselho ou um simples gesto de carinho, haja sempre uma sabedoria para que eu possa inspirar as gerações mais novas que estão a minha volta, até por que, como dizem; "Não estou envelhecendo, estou me tornando um clássico."
Por isso creio que estou vivendo um momento de retribuição, e de compartilhar o que a vida me ensinou, e de tentar servir como exemplo de resiliência, amor e dedicação, apesar das cicatrizes que carrego no corpo e no coração.
Afinal, todos os meus anos vividos, não serão apenas uma marca no calendário; na verdade, creio que serão capítulos de uma história única, muitas vezes sofrida, poucas vezes alegre, e ao mesmo tempo quem sabe, possa ser uma história inspiradora.

®Jorge Bessa Simões

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