
Nascida entre espinhos, no meio da dor,
Uma pequena flor viu a luz despontar.
E nos meus próprios braços, num gesto de amor,
Te acolhi desde o dia em que ouvi teu chorar.
Tão pequenina, e já com batalhas pra enfrentar,
Cercada de afeto por onde passava.
O amor dos teus pais a te abençoar,
E este Tio que, maravilhado, te olhava.
Vi teus primeiros passos, o teu gargalhar,
As primeiras palavras que o tempo guardou.
Mesmo crescendo, ao me avistar,
Corria pra os braços de quem te amou.
Lembras daquela canção que parecia tua?
Que falava de incertezas, de medo e solidão...
De buscar uma estrela no meio da rua,
E encontrar abrigo no meu coração?
Quando a tempestade queria te assustar,
Eu era o teu porto, o teu cais e teu chão.
Até que o sol voltasse a brilhar,
Levando as lágrimas com a sua manhã.
O tempo voou, a menina cresceu,
Hoje é mulher, é mãe e tem sua história.
Mas a essência pura que nunca se perdeu
Continua viva na minha memória.
Ainda há medos, angústias no seu caminhar,
Mas tua força é maior que qualquer tempestade.
E para sempre a minha primeira sobrinha serás,
Uma mulher de luz, fibra e verdade.
Minha menina “Feia” — a mais linda do mundo,
Que o Verdadeiro Deus te abençoe e te guie.
Pois o amor deste Tio é imenso e profundo,
E enquanto eu viver, nada nos divide.
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026







.jpg)
