quinta-feira, 16 de abril de 2026

*"Pressentimentos" (Poema)

Só eu mesmo sei as mágoas que o meu coração torturam, são tantas as tristezas que, mais e mais se acumulam, e é assim que fico pressentindo que outras tristezas, e maiores, ao meu coração vem vindo.
Versos tristes escreve minha mão movida pela amargura contida no meu coração, dos sorrisos, felicidades, amor, minha mão devia escrever versos alegres, mas tudo isso, ante o meu amargor se esfria.
Nada sei do futuro, e quem sou eu, enfim, para isso saber? Já que o meu tolo coração é que vive se preocupando com coisas tristes, que nem sabe se, ainda vão acontecer.
Esse meu coração só encontra a amargura onde quer que se esconda, ou se põe em algum lugar da mente, e com ela fico pensando nas tristezas e mágoas que ainda há de vir, sei lá de onde, será de você?...

®Jorge Bessa Simões

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*"Ao acordar..." (Crônica da Vida)

Percebi que a realidade da minha vida pode ser; "Estar sempre apaixonado, por mim! Ter como melhor companhia, minha sombra!
No que falo ou faço, poder confiar em mim!
Que devo preferir ficar com meu próprio eu, mas do que com eu de qualquer outra pessoa que não aceita o meu eu.
Que minhas palavras escritas os olhos possam ler, e são as minhas atitudes que o coração acolhe, que sonhar é tão bom que a realidade pode tornar os meus sonhos perfeitos.
Que fazer algo por alguém, faz parte da minha atitude como humano, mas fazer por mim mesmo é um ato de inteligência.
Que querer mudar as pessoas a minha volta, é burrice, porém mudar a mim mesmo, isso é conhecimento e sabedoria.
Que o amor existe, mas que não devo procurá-lo, afinal, ele sabe onde me encontrar.
Que lutar por um amor é muito bom, mas é ótimo quando esse amor realmente vale a pena.
Que se todas as minhas tentativas para ter algo ou alguém foram esgotadas e não teve resultado algum, então o melhor é deletar meus arquivos, principalmente, os da minha memória e fazer novos programas na vida.
Que ter amizades, puxa é tão bom, mas ter amigos verdadeiros seria algo bem confiável, até porque, não busco amigos para TER, mas sim para SER quando eu precisar.
Que a minha vida não é um jogo, ainda que possa ser um quebra cabeça, e se acaso eu encaixar uma peça errada na tentativa de acertar, não terá valido a pena todo o resto dos meus desenhos.
Não importa quantos diplomas posso ter, quantos bens posso conseguir se não tiver em cada um, belo conteúdo para dar valor a cada conquista que tenha feito até hoje.
Devo pensar que não adianta postar fotos bonitas todo dias, se por trás delas o meu personagem real não tiver uma bela história para mostrar num simples click.
Afinal, minha vida não é uma peça de teatro que ao fechar as cortinas se acaba, mas as vezes é como um grande circo, e eu sou feliz e gosto de sorrir e fazer alguém sorrir, que tudo que eu fizer, se não tiver um objetivo concreto de nada terá valido a pena, nem mesmo a minha vida.
Assim, não posso simplesmente ficar sentado na arquibancada da vida, pois a vida é SER e não TER, e o amor é uma vida de mão dupla, e eu sou um cérebro sendo formado todos os dias.

®Jorge Bessa Simões

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*"Tudo isso" (Poema)

Música, poesia, amor, trabalho, tudo isso e muito mais faz parte da minha vida, é com isso que vivo e a todos ofereço, pois em tudo isso, ponho minha ilusão sentida, e tenho tudo isso por ser algo que acredito tenha recebido do meu Verdadeiro Deus, muito embora eu acho que não mereço.
Afinal tudo isso é pouco ou nada para muita gente, entretanto é o bastante para encher minha vida, ainda que contudo isso siga uma tangente que me leva a caminho da morte, que a minha lateral caminha...
Porém é tudo isso, que meu Verdadeiro Deus me dá, com isso me alegro, agradeço, pois nada disso merecer eu posso, pois na compreensão da vida e da morte, me integro.
Até que um dia, afinal, tudo isso acabe, pois com tudo isso, sinto que amar sempre me esforço, até que enfim, a terra fria sobre mim desabe, pondo fim a tudo isso!

®Jorge Bessa Simões

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*"Grande interrogação" (Poema)

Às vezes me pego pensando, o que será que é triste, a vida ou eu?.
Será que eu é que faço a vida ser triste, ou será então que, essa velha alma, de tanto se amargar já se convenceu de que tudo é triste mesmo, a vida, eu e esse meu velho coração?!.

A vida deve ser alegre, senão porque vejo sempre as pessoas rindo?.
Ou será que, como eu, todos fingem num sofrer profundo, que as maiores alegrias da vida estão no coração sentindo, quando, na verdade, seus corações sofrem, enganando todo mundo?.

Será que, como eu, alegria, todos os mais vivem mostrando, quando o sofrer amarguras, seus corações, tristes e cansados, das tristezas todas, fortemente, nos vem castigando?.

Se for assim, então, ninguém neste mundo de aparências, existe verdadeiramente feliz, quantos sonhos não tenham frustrados, e que não tenha no peito, o punhal de alguma dor que persiste?!.

®Jorge Bessa Simões

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*"Sonhos pisados" (Poesia)

Os sonhos que tenho sonhado,
Não dormindo, mas acordado,
Tão longe deles tenho ficado,
Que nem valeu tê-los sonhado.

Porque acabei na esperança ficando,
De um dia vê-los realizados,
E desiludido acabei estando,
Vendo-os pela vida sendo pisados.

®Jorge Bessa Simões

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*"Sonhando com sua volta" (Poema)

Quantas vezes tenho sonhado com sua volta, sonho tanto que peço ao Verdadeiro Deus, que não seja tarde demais quando você voltar, e que não seja quando na morte eu estiver dormindo.
Não desejo que sintas a dor que faz sangrar o coração desse velho que se magoou num sofrer infindo.
Tomará que um dia você volte, antes que o sol poente se ponha, e que esta minha vida venha se findar, que não venha apenas quando eu já estiver de corpo presente, inerte e frio em um caixão, onde nunca mais poderemos nos falar ou nos abraçar.
Que volte antes da minha vida se findar, e que saiba compreender que esse velho, talvez, não tenha sabido meu amor expressar a ti, e que tenha deixado de lhe mostrar o quando você é e foi muito querida, por mim!.
E se acaso voltar, que venha depressa, pois a vida tem me castigado muito, e pode ser que nada mais tenha ou reste desse amor para encontrar, pois com certeza, esse velho coração logo, logo irá paralisar e nada mais de mim, irá restar!.

®Jorge Bessa Simões

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*"Alegria triste" (Poema)

Que alegria triste minha alma afaga,
numa agonia louca de ser alegre.
É uma agonia de fingir que não se acaba,
pois sempre triste é o que meu coração consegue,
em fingir uma alegria que não existe.
Senão na aparência de fingir que me imponho,
E está alegria, só de tristeza consiste,
porque é falsa essa alegria, é só ilusão, é sonho.
Um sonho ilusório que se desfaz, afinal vejo,
o que sou nessa vida:- Pó miúdo!.
E disso tento me esquecer, mas como posso esquecer de tudo que é triste, é forte, não consigo esquecer nem da ilusão que há em tudo, até porque, o fim de tudo é a morte!

®Jorge Bessa Simões

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terça-feira, 14 de abril de 2026

*"Quem lhes deu o direito de me julgar?" (Crônica da Vida)

É interessante, tem pessoas que me conhecem a pouco tempo, entretanto, por causa de algumas coisas pontuais, onde não me permitem sequer me defender, do nada se acham no direito de julgar minha vida inteira.
Muitas vezes nem sequer conhecem os caminhos que percorri nos meus 70 anos, sequer sabem de onde precisei fugir, ou as vezes em que precisei de ajuda e não a pedi, e quando cheguei pedir, não tive a ajuda que precisava delas, e agora do nada, se acham no direito de me por em julgamento, por isso me pergunto: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."
Será que essas pessoas sabem quantas vezes tive que trocar de travesseiro de tanto chorar?.
Será que sequer sabem quantas vezes estive à beira de desistir de tudo sem poder gritar aos quatro ventos, sobre o que estava sentindo diante do que me acontecia?.
Então me responda: "Quem lhes deu o direito de me julgar?.
Será por que eu seja diferente dos outros?.
Ou será por que muitas vezes prefiro me distanciar de certas pessoas que querem me ver para baixo em vez de me deixar voar?.
Até porque tem pessoas que se esquecem de quantas vezes minhas asas foram cortadas por elas, e quanto tempo levou para que crescessem novamente. E mesmo assim, quantas vezes me levantei da cama mesmo quando não conseguia.
E agora me julgam por coisas pontuais que poderiam ser resolvidas numa conversa, mas escolheram me acusar e sequer me permitiram a minha defesa, e é ai que fico me perguntando: "Quem lhes deu o direito de julgar a minha vida inteira?"
Talvez essas pessoas não sabem o preço que já tive de pagar para chegar onde estou.
Elas sequer imaginam as correntes que tive que quebrar para continuar seguindo em frente.
Essas mesmas pessoas não fazem a menor ideia dos ciclos que tive que superar, mesmo com muita dor.
Pode ser que elas não compreendam que meus processos não são os mesmos que os delas.
Então mais uma vez, digam-me: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."
Se essas pessoas menos me julgassem, talvez elas pudessem me compreender, porque se estou feliz, livre e finalmente em paz hoje, é porque devo isso primeiramente ao meu Verdadeiro Deus, e depois a mim mesmo, e as poucas pessoas que tem me ajudado nessa minha caminhada.
Muito embora ainda não entenda: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."

®Jorge Bessa Simões

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*"O perdão que cura" (Crônica da Vida)

Muitos de nós sofremos por causa das muitas doenças que aflige a humanidade, porém tem doenças que não se curam com acompanhamento médico, tão pouco vem através da ciência e muito menos por mãos humanas.
Até porque a cura de certas doenças está em um lugar mais profundo, silencioso e muitas vezes ignorado: Está no perdão.
Sabemos que existem dores que nenhum exame médico detecta, existem feridas que nenhum remédio jamais irá alcançar, certas cicatrizes ainda que aparentemente se fecham, jamais serão corrigidas por uma cirurgia plástica.
Até porque elas nascem das mágoas guardadas, de um ressentimento cultivado ao longo dos anos, das palavras que nunca foram ditas e das muitas lágrimas retidas.
E nosso corpo fala aquilo que estando no nosso íntimo, não se consegue decifrar ou curar. E, nesse momento que o coração se fecha no ódio ou na revolta, e o sofrimento acaba fazendo morada dentro de nós.
Sabemos que os médicos são instrumentos valiosos, que a medicina faz parte de um dom necessário, mas existem enfermidades que não se rendem aos tratamentos porque suas raízes não são só físicas.
São dores que se alojam no íntimo, e só encontram alívio quando aprendemos a soltar o peso que carregamos.
Por isso, ainda que as vezes, enfrentemos uma luta titânica em nosso coração, temos que aprender a perdoar, muito embora perdoar não seja justificar o mal que nos é feito ou fazemos, tampouco perdoar quer dizer que tenhamos de apagar o passado, isso é impossível para nós humanos, mas perdoar é nos libertar de uma doença que nos corrói o íntimo.
O perdão muitas vezes é um remédio amargo no início para todos nós, mas ele pode nos trazer curas com o tempo. É claro que o perdão não muda o que aconteceu, mas pode transformar aquilo que causa um grande mal dentro de nós.
Porque quando perdoamos, não curamos apenas àqueles que nos causam um mal, mas curamos também a nós mesmos. Nosso coração vai se tornar mais leve, nossa mente irá encontrar descanso, e o nosso corpo, finalmente, começa a respirar paz.
Sendo assim, ainda que seja algo difícil para cada um de nós, temos que buscar entender que muitas doenças persistem porque o perdão vai sendo adiado para depois, ou na espera que a outra pessoa mude.
É por isso que muitas dores se prolongam por tanto tempo, porque no nosso íntimo continuamos presos àquilo que já deveríamos ter sido deixado para trás e não deixamos.
Seria muito bom se pudéssemos compreender que a verdadeira cura começa quando entendemos que segurar as mágoas nos adoecem, e quando a soltamos é um ato de amor próprio.
Assim, a cura de muitas doenças do ser humano, não está só nos hospitais, ou na capacidade humana de tratar sintomas. Não!
E a cura só acontece quando escolhemos perdoar, ou quando deixamos que o Verdadeiro Deus toque onde ninguém mais alcança, e somente quando permitimos tudo isso, descobrimos que o amor é algo maior do que a dor.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 12 de abril de 2026

*"Vou mudar" (Poesia)

Do circo da vida sou um palhaço,
Eu canto, danço, pulo, rio contente,
Faço minhas loucuras, e são tantas que faço,
Que me confundo numa alegria aparente.

Mas porque tanta alegria fingir?.
Porque não ser como pareço, alegre?.
Porque amarguras e tristezas curtir,
Se fingindo alegria, só tristeza se consegue?.

Por isso agora, da tristeza pretendo largar,
Quero ser alegre, mas alegre mesmo de verdade!.
Chega de ao mundo e a todos enganar!.

Mas como, se na verdade, o que sinto está potente?.
Como ser alegre, se não houver sinceridade,
Se só quero enganar que estou contente?!.

Assim, vou mudar...

®Jorge Bessa Simões

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