
Para muitos essa é uma daquelas metáforas que parece ser algo sem sentido, porém, de alguma forma, ilustra um pouco da condição humana em relação às suas vaidades, convicções, e tantos outros aspectos que envolvem nossa trajetória humana.
Porque às vezes uma palavra ou uma simples atitude podem ser decisivas para a construção de um futuro que traga em si expectativas para uma vida, e que deveria ser pautada na compaixão, para tanto tudo que deveria se saber era aceitar, a compreender e conviver com a verdade, já que a sua importância é imprescindível.
Até porque os efeitos e desdobramentos do que se esconde, podem perdurar por muito tempo causando estragos constantes e, alguns momentos até de uma forma irreversíveis.
Já que é a arrogância que prevalece sobre o bom senso justificando um egoísmo e até a ingratidão, causada pela satisfação de um, que provoca injustiças a tantos.
Assim quando a verdade é escondida, ela se apropria de algumas de nossas vontades e também nos escraviza, nos tornando cúmplices de nossas aflições e desesperos, e muitas vezes sem possibilidades de reação diante do que temos de fazer.
Pois quando negamos ao outro o direito de explicar à sua verdade, lhe retiramos um pouco do direito ao que é certo e justo, e assim nos transformamos em pessoas duras e impiedosas.
Por isso não se pode escolher o silêncio que ensurdece quando querem que escondamos a verdade, já que em algum momento ela aparece não porque tem perna curta, mas porque a verdade ganha vida própria e se liberta do nosso controle.
®Jorge Bessa Simões
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