terça-feira, 14 de julho de 2026

"Meus filhos, os amo sem moderação" (Crônica da Vida)

Se disserem a vocês que não fui um bom pai, porque eu era mau, pode confirmar que "Sim!"
Mas expliquem: "Sim, meu pai não foi um bom pai, além de ser "o pai mais mau do mundo", porque enquanto muitas crianças comiam doces no café da manha, eu tinha que comer pão com manteiga e café com leite, enquanto outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, eu tinha que comer feijão com arroz, ovo frito ou chuchu empanado.
Meu pai me ensinou a seguir passos certos, e eu tinha que ouvir seus conselhos enquanto caminhávamos pelas estradas poeirentas da cidade onde morávamos.
Meu pai me obrigava a jantar na mesa, não podia comer vendo televisão, ele insistia em saber onde eu estava, e ainda tinha que ligar em casa quando chegava na casa de um amigo ou fosse para outro lugar, meu pai, fuçava minhas coisas, era como se eu estivesse numa prisão.
Meu pai queria saber quem eram meus amigos e o que iriamos fazer, tinha vergonha de dizer pros outros, mas meu pai violava as leis infantis, me fazia tirar a mesa, lavar a louça, tirar o lixo, arrumar a bagunça do meu quarto, e ainda tinha que estudar se não tomava umas cintadas ou ficava de castigo.
Meu pai insistia para que eu falasse a verdade, e quando eu era adolescente parecia que ele conseguia ler meus pensamentos, minha vida era muito chata, meus amigos podiam voltar tarde da noite tendo apenas 12 anos, eu tive que esperar até os 16 anos para chegar um pouco mais tarde, e meu pai, se levantava para ver como eu tinha chegado em casa e ver se não tinha bebido.
Por causa da "maldade" do meu pai, eu perdi experiências na minha adolescência, porque eu não me envolvi com as drogas, em roubos, vandalismo, e não fui preso por nenhum crime, tudo isso por causa do meu pai.
Agora eu sou adulto, sou uma pessoa honesta e educada, espero poder fazer e ser o melhor quando for pai, é essa a história que eu posso te contar."
É meus filhos, talvez eu não tenha sido um bom pai ou o pai que vocês queriam, mas fiz o que fiz e não me arrependo, porque tudo que esse pai "mau" fez, foi fazer de vocês as pessoas que são hoje, por isso oro sempre ao Verdadeiro Deus que os abençoe.
E acreditem, esse seu pai "mau" apesar de avançado na idade sempre os amou e os amará sem moderação.
Por outro lado, quem sabe vocês possam compreender que, um dos males do mundo de hoje, é que não tem mais pais tão "maus" por causa da omissão e da falta de amor.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
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segunda-feira, 13 de julho de 2026

"Meus filhos, meus amados" (Poema)

Meus filhos, os amei o suficiente para lhes perguntar muitas vezes; "A onde vocês iriam? Que horas vocês voltariam?"
Meus filhos, os amei o suficiente para não ficar em silêncio, e sim fazer com que compreendessem que aqueles novos "amigos" não eram boas companhias.
Meus filhos, os amei o suficiente ao ficar em pé os observando por horas enquanto vocês arrumavam o quarto numa tarefa que eu faria em 15 minutos.
Meus filhos, os amei o suficiente para deixa-los assumirem suas responsabilidades quando deixei que fossem trabalhar, mesmo sabendo que aquela jornada de estudar e trabalhar partiria meu coração.
Meus filhos. os amei o suficiente para dizer "Não!", quando eu sabia que vocês me odiariam por isso (e sei que em muitos momentos vocês me odiaram) aliás, como pai, essa era a mais difícil das minhas batalhas, mas eu estou contente, sabem porque?
Porque creio que venci, já que no final vocês também estarão vencendo, e um dia vocês também terão seus filhos, ai então, quem sabe vocês irão compreender a lógica que motivou esse velho pai ter feito tudo o que fiz para dar o melhor a cada um de vocês, e assim os fazer melhores ainda, como meu filhos amados.

®Jorge Bessa Simões

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"Sim, eu amo meus filhos" (Crônica da Vida)

Mesmo que na visão de algumas pessoas, eu possa não ter sido um bom pai para os meus filhos, por ter perdido a paciência, ter perdido a cabeça, perdido a coerência, o rebolado, o juízo, ou ter feito algumas escolhas e tomado algumas decisões ruins, e ter tido algumas atitudes das quais me culpo.
Uma coisa é fato, mesmo com tudo isso, não dou o direito de ninguém me contestar, porque se tem uma verdade na nossa história, é a de que eu nunca perdi a vontade de protege-los, de lutar por eles, e de amar meus filhos com tudo o que eu tenho.
E depois só quem é pai de fato, ou for ser pai no futuro, e que vai compreender tudo o que, se amamos nossos filhos, buscamos fazer.
Porém saibam que, quando for a vez dos filhos tomarem suas decisões, fazerem suas escolhas ou terem algumas atitudes em relação a seus filhos, eles também irão sofrer as mesmas consequências que como pai hoje enfrento.
Mas ao menos para mim, tenho uma certeza absoluta, ainda que possa me culpar por algo, sim, eu amo meus filhos e ponto.

®Jorge Bessa Simões

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"Se me arrependo do que fiz aos meus filhos?" (Crônica da Vida)

Nunca mantive meus filhos longe de alguém por qualquer motivo que fosse, muito pelo contrário, o que fiz foi procurar os manter sim, longe de qualquer pessoa que pudesse ser uma má companhia ou que fosse alguém tóxico(a).
Procurei sim, os manter longe daquelas pessoas que não faziam o menor esforço para os conhecer de verdade, mas que os faziam competir por atenção, e assim, que viessem a me desrespeitar na frente deles.
Nunca me importei sobre o que as pessoas iriam pensar sobre isso, tampouco como elas iriam me ver sendo pai dos meus filhos.
No meu coração, tudo o que fiz, foi sim, buscar sempre fazer as coisas certas para eles, ainda que em alguns momentos eu possa ter tomado algumas decisões ou feito escolhas erradas, já que eu queria o melhor por sempre pensar neles, fossem quais fossem as consequências para mim como pai.
Então, quando alguém me perguntar por que eu não deixava meus filhos perto de quase ninguém, pensem nisso; "Nunca foi por causa de ninguém, foi sim para proteção dos meus filhos, dos seus corações e da minha saúde mental, emocional e espiritual!"
Se eu errei com isso? Não sei!
Se me arrependo do que fiz a eles quando foi necessário? Não!
Porém me arrependo sim, quando vejo, por acaso, meus filhos fazerem escolhas ruins para suas vidas, porque ai pode ser que talvez eu não tenha sido um bom pai, já que não fui mais enérgico quando era preciso, ou sem querer, não fui mais explícito em algumas coisas, e é ai que infelizmente sofremos todos juntos.

®Jorge Bessa Simões

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"Como pai, perdi a coerência" (Poema)

Apaguei todo o meu passado, porque como homem posso ter falhado várias vezes, mas como pai, sempre tentei e tentarei ser o melhor.
E foi assim que, como pai perdi a coerência, o rebolado, o jogo, o juízo, o inicio do filme, o término do jogo.
Perdi a conta de quantas vezes precisei me achar, me renovar, me reinventar, e recomeçar como homem e pai, quantas vezes.
Quem sabe não me perco mais como homem, e nem como pai?

®Jorge Bessa Simões

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"Sou o mesmo pai de ontem e hoje" (Crônica da Vida)

Sou o mesmo pai de ontem e hoje, ainda que as vezes me recordo que no passado os pais quase não falavam com seus filhos, sei disso porque me lembro que meus pais sempre saíam para o trabalho muito cedo e voltavam após o anoitecer, com isso eles não sabiam muitas coisas do que acontecia comigo.
Me lembro que meus pais eram muito rigorosos, para se ter uma ideia, meus pais me educavam com os olhos, quando davam algumas orientação, tinha que obedecer e pronto, ai se ousasse contrariá-los, o castigo era certo.
Meu pai em especial, nem pensava em sentar para conversar sobre qualquer assunto comigo, aliás, sendo sincero, quem as vezes fazia isso era minha mãe.
Meus pais não costumavam ir as festinhas na escola, quando muito iam na escola para me defender quando o diretor os chamava, desde que é claro, eu dissesse a verdade sobre ocorrido, mesmo assim quando chegávamos em casa, sabia como as coisas iriam terminar..., ui!
Ou seja, os pais no passado, não eram tão modernos quanto são os de agora, mas eles me fizeram ser um bom homem, por isso as vezes penso que, ainda bem que eles não foram as festinhas da escola, porque eu sabia que eles não podiam faltar ao trabalho.
Depois foi bom que eles tenham falado certas coisas comigo, mas quando foi necessário disseram sobre tudo que eu precisava saber, com isso me ensinaram a ouvir, e saber compreender, e não só entender as coisas a minha volta.
Acredito que foi bom que eles tenham sido rigorosos na minha educação, com isso me incutiram a disciplina e o respeito, e assim aprendi a ser um pai ontem, mesmo que possa errar nas minhas escolhas ou decisões, até porque meus pais não me ensinaram a ser um pai perfeito, mas sim ser um pai mais humano.
Por isso agradeço aos meus pais do passado, porque sem eles, em particular, eu não seria o pai que sou hoje, ainda que as vezes possa parecer que eu não seja um pai.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 12 de julho de 2026

"Falando sobre o pai..." (Poema)

Bem para começar, o pai não gesta, mas ele protege seus filhos desde o útero.
O pai não sofre dos males da gravidez como uma mulher, mas acompanha, cuida e provê a mãe esposa quando ela precisa.
O pai não pode dar à luz, creio que ele não suportaria as dores das contrações, mas ele segura a mão da mãe esposa para lhe dar coragem e fica ali, cuidando, zelando e esperando ansiosamente sem dormir.
O pai se preocupa silenciosamente, e ao mesmo tempo ele ora pela vida da sua esposa mãe e do seu filho.
O pai dá banho, carrega, alimenta, enrola se necessário e, sim, também tem que aprender a trocar as fraldas.
O pai não amamenta, mas ajuda a mãe esposa ao amamentar seu filho, e se ela não puder, ele é especialista em conseguir alguns "ares" restauradores.
O pai sabe abraçar, brincar, dançar e confortar quando necessário.
O pai tem um trabalho tão importante e valioso quanto o da mãe, porque no dia em que o seu filho nasce, também nasce um pai que tem medo de não se dar bem, mas que está disposto a dar sempre o seu melhor.
Assim, pai é pai, e pai é aquele que também sabe amar.

®Jorge Bessa Simões

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"Como pai" (Crônica da Vida)

Como pai perdi a coerência, o rebolado, o jogo, o juízo, o inicio do filme, o término do jogo, a conta de quantas vezes precisei me achar, me renovar, me reinventar, recomeçar como homem, pai e logo logo como avô, quantas vezes.
Até porque o tempo tem sido implacável comigo, envelheci na minha procura e regressei compassivo, troquei minhas certezas pelos acasos, meu sorriso estão a meio mastro, esperando uma luz para iluminar meus caminhos incertos quanto a certeza do meu caminhar.
Logo não ouvirei mais nenhuma gargalhada, só me restará as lágrimas que chorarão como minha única recompensa, sinto a cada dia que está chegando meus tempos de espera em escassez das alegrias, e meu tempo final, mas não me rendo à rotina, já blefei na vida algumas vezes, assim como sei que já perdi o jogo afetivo, em especial como pai e até como avô.
Mesmo assim, ainda consigo juntar minhas pretensões, olhar meu horizonte com uma pontinha de desejo para sangrar menos se acontecer novas perdas.
Nesse momento estou medindo a distância e invento um voo rápido, o que afaga minha sanidade, é por isso que digo baixinho: "Compraria um corretivo para minhas ilusões na busca de enxergar melhor o futuro, mas para que isso se realizasse creio que o melhor seria amputar o passado, até o de ontem."
Quem sabe só assim não me perco mais como homem, como pai e nem como avô.

®Jorge Bessa Simões

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"Sou pai dos meus filhos e ponto final" (Crônica da Vida)

Como pai, um dia vi nascer meus filhos, cada um do seu jeito, para mim nunca houve diferenças entre eles, afinal, são todos meus filhos, por isso tentei os criar, ensinar e os educar da melhor maneira que podia, ainda que fossem diferentes entre si.
Na educação dos meus filhos posso ter exagerado, mas isso não foi negativo, o que queria era que aprendessem a viver e a conviver, por isso os instruía, dava-lhes proteção, mas não encobria seus erros, dentro do possível os ajudava, não os substituía, os abrigava quando precisavam, mas nunca os escondia, os amei desde seus nascimentos, mas não os reverenciei.
Quantas vezes os acompanhei dentro do possível, já que como pai tinha outras obrigações, nunca os levei por caminhos difíceis, e quando preciso lhes mostrei o perigo, nunca a ponto de os atemorizar, em especial procurei a se encontrarem nos caminhos que leva ao Verdadeiro Deus.
Sempre procurei mantê-los inclusos na minha vida, jamais tive a intenção de isolar qualquer um deles, mas quando tivemos que nos separar, acreditem, isso fazia parte dos ensinamentos, até porque sempre soube que não os criava para mim.
É por isso que alimento minhas esperanças de que possam me compreender e aprender com as lições que ensinei, que nunca as descartem, não exijo que meus filhos sejam os melhores, mas que possam dar sempre o melhor para serem o exemplo de como serem filhos de verdade.
Por isso que não os mimei, dentro do possível os rodeava com meu amor, quando pedia que eles estudassem era para que pudessem preparar seus caminhos, nunca tive a intenção de lhes fabricar um castelo, mas que aprendessem a viver com naturalidade.
Nunca lhes ensinei a serem o que não queriam, mas que fossem como queriam ser dentro do caminho da verdade e da paz espiritual.
Como pai, não lhes dediquei a vida para que fossem como eu, porém espero que vivam dentro daquilo que os ensinei, e mesmo que não tenham me compreendido, que ao menos possam olhar o caminho que lhes mostrei.
E se um dia finalmente a gaiola se quebrar, que não comprem outra, pois os ensinei para que aprendessem a viver sem portas, respeitando os limites da vida, e que compreendessem o significado do que é o amor entre pai e filhos e ponto final.

®Jorge Bessa Simões

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"Como é ser pai?" (Poesia)

Creio que ser pai é sorrir,
Chorar, sofrer, gargalhar,
Cantar, gritar, conversar,
Orientar, ensinar e escutar,
E mais do que tudo isso,
É agradecer todos os dias,
Mesmo que algumas vezes errando,
Em como ser pai,
A oportunidade de ter tido meus filhos.

®Jorge Bessa Simões

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