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Dessa forma muitas vezes eu sumo por um tempo, me recolho no meu próprio mundo, tentando reorganizar os pedaços do que sinto, do que perdi, ou do que ainda não consigo compreender.
Desde quando nasci, aprendi que ao longo da vida teria que lutar minhas batalhas em silêncio, não porque seja uma pessoa fria ou distante, não!
É porque infelizmente sempre senti que ninguém realmente ouviria a profundidade do que carrego. Então acabei criando o hábito de me curar sozinho, no escuro da minha própria alma, esperando voltar quando meu coração estivesse um pouco mais leve.
Mas na verdade muitas vezes não preciso de alguém que resolva minhas dores, o que preciso é de alguém que perceba, que fique, que saiba segurar minhas mãos, que me ouça, sem me fazer perguntas demais.
Porque, no fundo, o que mais me machuca não é sofrer… é sofrer achando que ninguém irá perceber a minha ausência.
Por isso, seria tão bom se as pessoas fossem mais gentis ou que tivessem mais empatia, não só comigo, mas também com todas as pessoas a sua volta.
Nem sempre quando estou sorrindo, significa que estou em paz. Nem sempre quando me afasto, quer dizer que deixo de me importar com as pessoas. Às vezes, só estou tentando sobreviver a algo que já não consigo explicar.
E quando conseguir ter coragem de voltar, depois de ter sumido por um tempo, compreendam que foi para me reconstruir por dentro… por isso não me cobrem explicações.
Se puder, apenas me abrace. Porque, muitas vezes, voltar para mim, já será a maior vitória que meu coração conseguirá alcançar.
®Jorge Bessa Simões
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