sábado, 2 de maio de 2026

*"70 anos e meus cabelos brancos" (Poesia)

70 anos e meus cabelos, me dizem que sonhar não posso mais,
Ter ilusões, no tempo ou espaço, tudo me é proibido,
Assim com mágoas sofro com meus ais, e sofrerei muito mais,
Já que ainda não terminou o meu tempo estabelecido.

Mas o tempo, em toda minha vida muita coisa tem determinado,
Meus sofreres, minhas desilusões, amarguras e tristezas,
Quem sabe quando vai terminar e por quanto tempo sou marcado,
Para viver assim, neste mundo de incertezas?.

Me dizem agora, aos 70 anos e meus cabelos brancos da idade avançada,
Que é proibido sonhar e a manter ilusões também,
Pois os sonhos de agora, serão ás tristezas do amanhã e mais nada.

Por isso será mesmo que esse meu coração envelhecido,
Deve esquecer meus sonhos de felicidade?.
Porque a mim ainda vem tantas amarguras e mágoas que nem tinha conhecido?.

Será mesmo que aos 70 anos e meus cabelos brancos, me é proibido mesmo sonhar?!.
Então pelo jeito, minha vida, em qualquer momento irá se acabar.

Assim dos meus 70 anos e meus cabelos brancos, com o coração envelhecido, sem sonhos e ilusões, nada mais irá me restar,
E logo serei esquecido, e de mim, ninguém irá se lembrar.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
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*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

*"Retalhos" (Poesia)

Como poeta a minha vida é como um tecido remendado,
Pois a cada momento sou marcado,
Pelas tristezas, alegrias, amor, felicidade e pesar,
Assim vou compondo meus momentos como se fossem retalhos.

Como poeta busco assunto para fazer um poema ou uma poesia,
Se triste estiver, são de tristezas que meus versos se faz,
Se porém alegre eu estiver, meus versos se farão de alegria,
Como poeta faço versos até de alguém levado na morte e que na fria tumba jaz.

Até mesmo do motivo de não ter assunto,
Como poeta faço versos até algum assunto aparecer,
E sendo poeta em meu íntimo me pergunto;
"Será que devo fazer versos do meu corpo quando eu morrer?"

®Jorge Bessa Simões

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*"70 abril" (Crônica de Vida)

Olho o calendário e vejo a data em que vou completar mais um aniversário, percebo então que o tempo passou, agora serei um septuagenário, mas eu ainda me lembro bem desse dia.
Foi nesse dia, em anos passados, que perdi minha alegria, escoam-se os anos, a vida passa, e tão longe vai tudo o que eu queria.
Esse dia que o calendário de abril marca, foi o dia em que, no meu oitavo ano, tudo mudaria, e as marcas daquele dia até hoje trago comigo, por mais que dele eu tenha querido me esquecer.
Depois tempos mais tarde, nesse dia de abril, eu teria outras perdas que são marcantes e doloridas, e que continuam em minha mente, e ao invés de alegrias, restaram tristezas infindas que não saem do meu coração.
Agora aqui estou eu novamente no dia em que nasci a 70 anos atrás, nesse dia, muitas vezes tento fazer uma reflexão de tudo o que já me aconteceu, mesmo ante tantas perdas, tive muitas conquistas nesse dia.
Porém o que me marca, é que perdi uma pessoa que eu amava tanto, nesse dia, pois nunca mais eu encontrei aquele garoto que eu era, depois daquele dia em um abril distante, tenho tantas saudades dele, mas ele nunca mais voltou, restou-me as lágrimas, enquanto minha existência durar.
Perdi um amor, perdi amizades, perdi familiar que partiram nesse dia, e que me deixaram tantas saudades, restando apenas minhas preces, já que orar nesse dia também faz parte do meu ritual, pois não os esqueço.
Enfim, o tempo passa, e eu ainda, quando chega esse dia no meu calendário de abril, me faço essa triste pergunta; "No passar do tempo, antes que eu me vá, qual será o laço de amizade ou amor, que a morte irá romper e nesse meu calendário marcas irá deixar?. Ou será que nesse dia, no tempo do meu calendário, minha vida vai se findar? Não sei!.
Tudo que sei nesse momento é que, aos 70 anos eu cheguei, e tudo que mais quero é que nesse dia, nada venha me marcar com mágoas o meu coração.

®Jorge Bessa Simões

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*"Sonhei com a morte" (Poesia)

Sonhei com a morte e senti que ela me chamava,
Por estranhos caminhos andei, e no sonho caminhava,
Por sendas de alucinações, das quais me livrar queria,
Sonhei com a morte, senti que me enlaçava e me atraia.

Não queria ir, mas ela me chamava e me arrastava,
E como um polvo, ela, fria e pegajosa me enlaçava,
E quanto mais eu queria fugir, mais me abraçava a morte,
Até que enfim, livre dos seus abraços me vi, por sorte.

Que sonho foi esse?. Será que, próxima ela está de mim?.
Será que ela virá como num sonho breve, me levar consigo?.
Ou será que esse sonho, significado algum terá por fim?.

Sonhei com a morte, e nela me vi integrado,
Somente achei muito cedo para ir-me do caminho que sigo,
E mudar-me repentinamente para junto da morte lado a lado.

®Jorge Bessa Simões

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

*"Velho e triste" (Poesia)

Estou cada vez ficando mais velho, velho e triste,
Já não me alegro com nada nessa vida,
Não tenho mais interesse, para mim, nada mais existe,
Nessa vida para ser por mim querida.

Melhor, só uma esperança existe, a de morrer depressa,
Bem logo mesmo para desta amargura infinda,
Me livrar, mas eu sei, não há livrar que eu peça,
Que do céu me venha, por mais que eu queira ainda.

Assim vou mais velho ficando e mais velho morrendo,
Nessa tristeza que não me deixa, por mais que eu queira,
E nessa amargura que em mim nasceu, vou vivendo,
Até que algum dia, chegue enfim, a morte verdadeira.

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

*"Setenta outonos de um abril" (Poema)

Estava há pouco a meditar algo, pensando sobre um dia de abril, quando a minha vida teve início, e de repente, parei e fiquei raciocinando, o que de bom sobre aquele dia, escreveria, e assim, quase coloquei as rimas que tinha em mente em desperdício.
Mas, consegui me lembrar das rimas e pegar o fio da meada, quase esquecidas nas lembranças que me vieram, fiquei perdido por ver meus sentimentos no coração, emaranhado com minha vida triste, se transformando em algo que nunca quisera.
E tudo tão rápido passou, a vida tão esperada que tinha, nas suas poucas idas e vindas, continuava por um caminho cheio de saudades, de tristezas, e me causando desde o tempo em que nem sabia quanto tempo eu tinha.
Hoje, com setenta outonos de um abril que mal vi passarem, faço de conta que sou jovem, e assim vou mentindo para mim mesmo, na ilusão, vendo os meus dias se acabarem.

®Jorge Bessa Simões

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*"Qualquer dia desses..." (Poema)

Qualquer dia desses, sei que vou morrer, só não sei como e nem onde, talvez seja lá, aqui, longe, ou onde de mim a alegria se esconde. Não importa!.
Sei que um dia vou morrer, embora sem saber de que, talvez, ninguém saberá por qual razão, aliás nem eu hei de saber porque.
Nesse dia, não sei bem, mas pressinto que logo, eu vou morrer. Mas quem se importa? Até porque, para quem eu vivo?. Para que afinal, viver?. Não sei...
Porém, algo me diz que vai ser um dia desses, isso bem o sei, pois mesmo que eu tente me esconder, a morte, baixinho irá me chamar e eu, sem querer, responderei...
Qualquer dia desses, eu sei que vou morrer. Vou sair desse mundo cruel e infame, onde por muitos sou julgado e poucos me estenderam a mão, enfim..., só não sei como, nem onde.
Tudo que sei é que, a cada dia meu tempo avança, e eu me afundo na velhice e suas consequências.
Mas ora!. Quem?. Volto a perguntar, com isso aborrecer irá, se apenas, serei mais um triste ser que desse mundo partirá?."

®Jorge Bessa Simões

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*"A viagem" (Poema)

Quando as tristezas da minha vida, invadem esse meu coração, cansado de tanto fingimento, vem-me de repente, uma vontade de seguir a viagem que, talvez, me tire as mágoas e me leve ao esquecimento.
"Qual viagem?". Me perguntarão, e eu então respondo: "É a que da minha vida irá afastar as mágoas e amarguras, que no meu coração e no meu pensamento tudo oprime.
E está viagem, por si só, me bastaria para me fazer esquecer todos os meus sofrimentos.
Embora seja uma estranha viagem essa, e longa por sinal, sei que ela poderá me livrar, (nessa minha suposição), do sofrer, das mágoas e amarguras, já que aqui ando tão mal.
Essa viagem, já que tento andar nos caminhos do Verdadeiro Deus, sei que não haverá outra igual, e para a qual eu sei que não devo comprar passagem, fazer reserva ou buscar outra opção.
E mesmo sabendo que em breve eu possa voltar, essa viagem, pura e simplesmente é a que me levará para a morte, afinal!.

®Jorge Bessa Simões

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*"Falso brilho" (Poema)

Não vou mais, como até aqui, mudar a posição dos meus versos soltos nas linhas esparsas, assim ao acaso manipuladas.
Muitas vezes mudados, desordenados e em sentidos inversos, que se, alguém os ler, assim como estão em posições trocadas, há de pensar que louco eu sou.
Quando nos versos falo, porque, se ainda agora pouco eu estava triste, chorando e de repente, a cantar, a rir, eis que o mundo inteiro abalo com minha euforia louca.
É insano se ficar pensando que sou triste mesmo, e se sou triste mesmo, a razão nunca me falta, muito embora, algumas vezes eu tenho uns acessos de alegria.
Pois toda a tristeza minha, é como o esmalte que as unhas esmalta com um falso brilho, e que se há de sempre renovar, com cuidado e esmero, quase que todos os dias.
E assim como as unhas, se quiserem ver minhas tristezas polidas, quem sabe as alegrias há de brilhar.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 26 de abril de 2026

*"Minha despedida" (Crônica da Vida)

É, não tem jeito, ainda que quisesse passar a minha vez nessa fila, chegou o meu momento, e nada mais importa, o que foi feito está feito, agora só me resta deixar minha despedida e aguardar o dia em que nos reencontraremos, se assim o Verdadeiro Deus nos permitir, o que sem soberba, eu espero.
Por isso ao escrever essa minha despedida, fico imaginando, e se por um instante deixássemos de ser marionetes deste sistema ruim em que vivemos, e nos presenteássemos com mais um pouco de vida ao lado de todos aqueles que já amei e amamos, possivelmente nós não diríamos tudo o que pensamos, mas pensaríamos em tudo o que disséssemos.
E foi refletindo sobre o que eu já disse, fiz e senti, que percebo os momentos da história que somamos juntos, eles foram mais grandiosos do que pequenos.
Caminhamos juntos pelos campos da vida levando a palavra do Verdadeiro Deus a tantas pessoas, rimos e ficamos tristes é verdade, mas posso dizer que se o Verdadeiro Deus me concedesse mais um pouco de vida ao lado de vocês, eu morreria de tanto rir.
Nesse momento em que me despeço, as palavras perdem o sentido diante das lágrimas de saudades, mas, o sorriso que demonstrei antes que ele possa ser o motivo desse meu até logo.
Minha morte não deve ser encarada como algo triste, ainda que venha doer em alguns corações, na verdade para mim, e que assim seja a todos que por ventura for em seus braços (da morte), pois isso será a celebração de mais uma vitória em nossas vidas.
Sim, porque logo virá o amanhã e a promessa da volta a vida, nos dará mais uma chance para fazermos as coisas bem e melhor.
Por isso aos que estão na minha despedida, deixo uma simples sugestão do que aprendi com a vida, saibam aproveitar cada oportunidade, porque não sabemos se teremos de ir ou não.
Sempre orei para que tudo desse certo a todos, ontem, hoje e sempre. Criem mais histórias maravilhosas e intensas como a minha, porque por causa de vocês, nunca desisti.
Essa é a última vez que vocês me verão antes de se fecharem as cortinas deste sistema ruim para mim, espero que as pessoas com as quais convivi nesses anos todos, possa revê-los em breve, não para uma outra despedida, mas, que seja para o início de uma vida de convivência eterna.

®Jorge Bessa Simões

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