domingo, 4 de outubro de 2026

"O que é família hoje em dia?" (Crônica da Vida)

Com o passar dos anos e o avançar da idade, tenho percebido que já não faço mais parte nem das fotografias em família. Alguns dirão que sou o culpado por causa de uma série dessas circunstâncias, é por isso que me pergunto: O que é família hoje em dia?
Bem, mesmo nessa época tão tecnológica onde tudo se transforma em selfie nas redes sociais pela internet, penso que, família não é a fotografia perfeita numa dessas selfies ou na moldura da sala.
Para mim, família é quem fica ao lado um do outro, mesmo quando tudo se desfaz, mesmo quando haja divergências de palavras, atitudes e escolhas, não dá as costas, é também quem sabe ler o silêncio quando se faz necessário, e não tem medo dele, e nem por isso deixa de se falar.
Até porque, sou do tempo em que família era um momento em que a reunião de pessoas, era uma verdadeira confusão, tinha barulho e cansaço, mas também tinha colo e abraços, gargalhada no meio do choro, era “chegar quando pudesse”, que quer dizer “vem agora”.
Não era fácil, havia momentos em que aconteciam alguns mal entendidos que causavam magoas, onde alguém poderia cometer alguma falha, onde às vezes algumas coisas ou palavras até feriam, mas depois havia outros momentos em que todos se juntavam de novo e tudo se curava, pelo simples fato de estarmos juntos.
Foi assim que aprendi que família não era sobre parecer, era sobre ser, era sobre ficar, era sobre dar abraços e carinhos, mesmo quando tudo à nossa volta parecia nos mandar fugir.
E às vezes, família é aquele que chega sem aviso, mas que soube amar como se sempre tivesse estado ali.
Mas hoje em dia vejo que as vezes tem coisas que são muito mais complicado no meio da família, até porque, temos que tomar muito mais cuidados do que antigamente naquilo que falamos, sobre o que pensamos, sobre gestos ou atitudes, sobre expressar o que sentimos ou não, enfim, hoje em dia é muito difícil estar em família, é por isso que me pergunto: O que é família hoje em dia?

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

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"O tempo ensina" (Poema)

Nos últimos tempos tenho percebido que certas pessoas simplesmente saíram da minha vida, se afastaram, algumas me excluíram ou me deixaram de lado por interesses maiores, quem sabe por causa das suas próprias deduções.
Essas pessoas talvez nem sequer imaginavam o quanto me feriam, e o quanto me fizeram falta por um bom tempo.
Talvez seja porque não se deram conta da importância que tinham pra mim ou porque não compreenderam o respeito que eu tinha por elas, e do cuidado também.
Já houve momentos em que até fui atrás delas, até porque me senti no dever de saber a razão, porém é claro, que as deixei livres para fazerem o que quisessem, mas sempre buscando colocar no coração delas o meu pedido de perdão, e reconhecendo os meus erros com elas.
Entretanto, de outras pessoas, não fui atrás, simplesmente as deixei livres também, perdoando-as pelo falso amor que me ofereciam, pela falsa amizade, pela ingratidão ou até mesmo pelo descaso.
Afinal, quem sabe o tempo possa ajudar para que alguma coisa mude. Até porque ele nos ensina que nem todo caminho é aquele que traçamos pra gente, e, se não soubermos discernir o que é bom e o que é ruim pra nossa vida, jamais alcançaremos o que é necessário e intenso para o nosso coração.
Assim, acredito que tem afastamentos que são causados pela nossa falta de atenção, mas outros, realmente é o tempo que nos mostra a salvação de muitas frustrações.
Por isso tem coisas que é só com o tempo que a gente vai entender, até lá, a gente sofre sim.
Mas em compensação podemos nos superar e crescer.

®Jorge Bessa Simões

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"O tempo não pede licença" (Poema)

O tempo vai passando, silencioso, no seu caminho arrasta uma brisa leve, mas carregado de memórias, as minhas memórias.
É como aquele vento de fim de tarde que me arrepia a pele e me faz lembrar coisas que já não voltam mais.
Dentro desse tempo viaja o peso de um abraço que ficou por ser dado, de uma voz trêmula que se perdeu no eco e já não encontra mais o caminho de regresso. É estranho como certas ausências tornam-se tão presentes como se ocupassem espaço no meu peito.
Meus lábios que um dia foram doces, agora estão secos, já não consigo mais soltar as rimas que guardava nas minhas lembranças. Me recordo das palavras que poderiam ter sido ditas, ensinamentos que ficaram suspensos no ar como folhas que nunca chegaram a cair da árvore.
Percebo que a vida é breve, e basta um segundo para tudo mudar.
Num instante, o que me parecia sólido se desfaz, o que era certo, se evapora. É como areia a escorregar entre meus dedos, e quanto mais tento segurar, mais depressa foge.
Meu olhar está carregado de dor, porque o que antes parecia eterno, também se dissolve. Meu sofrimento, por mais pesado que seja, acaba sempre por se diluir como tinta na água, e vai-se espalhando até desaparecer.
E no final, sobra apenas uma frase simples, aliás, é quase um sussurro cúmplice: “Porte-se bem.”
Afinal, o tempo passa depressa, e não pede licença, e a minha vida está quase terminando.

®Jorge Bessa Simões

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"O mundo não é meu" (Poema)

O mundo dá muitas voltas, algumas delas são tão lentas, quase imperceptíveis, entretanto outras são tão rápidas que arrancam o chão debaixo dos meus pés. É quando caio, e dói.
Porém cair não é o fim, é a prova de que estou vivo, de que me atrevi a andar, de que não fiquei parado à espera que a vida passasse por mim.
Com isso me pergunto: "Que mundo é este? Foi ele que mudou ou será que fui eu quem mudei? Ou terá sido ambos?"
Talvez o mundo seja apenas o reflexo da minha própria transformação. Mas a verdade é simples: não interessa a resposta. Porque o que importa foi que eu atravessei a porta, mesmo sem ter a chave certa. Para mim, isso é coragem, é escolha, é vida.
O caminho a minha frente, por vezes, se torna clandestino. Parece que tudo se esconde em becos escuros, que ele me fala em enigmas, e me desafia com fechaduras que não se abrem, mas então me lembro que o mundo é meu.
E eu nunca me escondi dele, não fugi do espaço que me pertence, pelo contrário, agarrei com as duas mãos a oportunidade de viver nele, mas como quem segura algo frágil, mas precioso.
Vivi e vivo cada minuto nesse mundo como se fosse o último, até porque um dia será. Por isso não queria deixar nada por fazer, nada por dizer, nada por sentir.
Afinal o mundo é frágil, e eu também sou, e é nessa fragilidade que está minha força. Pois aprendi a caminhar com ele, a cair e a me levantar, e a suportar o seu peso, mas celebrando com leveza.
Não sei se devo ou posso, mas aqui vai um conselho que aprendi na vida, e que vale ouro: "Não desperdice energia tentando mudar o mundo inteiro. O mundo não precisa ser reinventado por nenhum de nós, mas é preciso que vivamos à nossa maneira. Fazer do minuto seguinte, o minuto de uma vida inteira. Fazer da vida um exemplo. Porque a vida não espera. O tempo não abranda.
Por isso não se pode esperar. E eu sei que mesmo que eu caia novamente, vou me levantar, avançar, e viver. Pois o mundo não é meu, de fato, mas a vida, ah, a vida é minha!

®Jorge Bessa Simões

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"Prisioneiro de mim" (Poema)

As chaves, esquecidas de propósito na ranhura do outro lado da porta, repousam frias como ferro molhado. Sinto o cheiro do metal oxidado, o frio me subi pelos dedos só de imaginar em tocá-las. Estão ali, tão perto, mas pesam como montanhas invisíveis.
Meu coração, acorrentado, esqueceu-se do voo. Minhas asas que um dia ousaram tocar o vento, jazem quebradas, cada batida soa como corrente ao se arrastar sobre pedra. Em meu peito, o ar é denso, como se estivesse cheio de pó e a cinza, e respirasse ruínas.
Cansado da súplica incessante da minha voz que ecoa como gota a cair sem fim numa gruta escura, ergo os olhos ao céu. As estrelas cintilam como brasas suspensas, e o seu brilho parece prometer consolo. Mas a sombra que germinou em mim é mais funda do que a noite.
Ela alastra como raiz venenosa, infiltra-se em cada recanto, e pesa, pesa mais, até ferir a chama clandestina que, em silêncio, insiste em permanecer ao meu lado.
Sou cárcere e carcereiro. Sou a muralha que me encerra e a chave que poderia me libertar. Também sou a centelha que resiste, mesmo quando tudo em mim parece ruir.
Diante desse paradoxo descubro minha essência: minha prisão não é apenas grades, é também espelho. A sombra que me habita é feita da mesma matéria que a luz que me acompanha. O silêncio que me sufoca é o mesmo que guarda a promessa de um grito.
Talvez um dia, quando o peso for insuportável, a mão cansada encontre coragem para rodar a chave esquecida. E então, a porta abrir-se-á não para fora, mas para dentro, revelando que o voo nunca me foi roubado, apenas está adormecido.

®Jorge Bessa Simões

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"Meus anos estão acabando" (Poesia)

Meus anos estão acabando,
Aos trancos e barrancos,
Vive algumas alegrias e muitos desenganos,
E sei que ainda virão outros sofrimentos tantos.

Meus anos estão acabando,
Tento chegar com sorrisos francos,
Mas meu barco já não navega a soltos panos,
Pois na minha vida sempre há muitos trancos.

Meus anos estão acabando,
Queria poder navegar em calmaria,
Mas as ondas da vida ainda me dão solavancos.

Sei que ao cem anos não chegarei,
E nem quero viver esses anos tantos,
Já que meus anos estão acabando,
Assim continuo vivendo aos trancos e barrancos.

Logo meus anos estarão acabando,
Nessa vida que ainda estou atravessando.

®Jorge Bessa Simões

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sábado, 3 de outubro de 2026

"Meus anos intensos" (Poema)

Muitas vezes ouvi dizer que por tudo que já vivi, eu sou uma pessoa muito intensa, pois sempre me dediquei e dedico a tudo com muita intensidade.
As vezes achei que isso era um defeito meu, e que eu deveria mudar certas atitudes e escolhas na minha vida.
Porém não tem jeito, ainda continuo vivendo a vida intensamente, afinal, eu sei que tudo que vivo é passageiro, hoje estou com vida, mas e amanhã?
Sei que o meu tempo está passando muito rápido, parece que eu vim ao mundo ontem e já estou chegando ao avançar dos meus anos, e não sei se haverá um outro amanhã para mim.
E já que dizem que sou muito intenso ao que me dedico, ainda estou tentando ser o melhor esposo, pai, tio, sogro, avô, irmão e melhor amigo, ainda que em algumas dessas relações não sei se terei futuro, até porque por mais que eu viva tudo com muita intensidade, tem coisas, pessoas e momentos dos quais não tenho controle sobre tudo o que acontece a minha volta, e sei que algumas vezes posso e vão me decepcionar.
Porém eu gostaria de poder continuar vivendo o meu melhor e de modo intenso enquanto estiver aqui, dando o melhor de mim, ainda que talvez, até possa ser um velho chato a vista de alguns, mas que posso fazer?
Afinal, não é tudo isso que será lembrado quando eu vier deixar de existir, por mais intenso que possa ter vivido?

®Jorge Bessa Simões

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"O alvorecer dos meus anos" (Poema)

Aos sete anos de idade, o meu mundo encolheu, a dor bateu à minha porta sem avisar, e o menino que mal se conheceu, teve que aprender o verbo "aguentar".
A minha infância, que deveria ser um período de proteção, brincadeiras, descobertas e afeto, tornou-se uma estrada de pedras e espinhos, minha alma mesmo em labaredas, jamais aceitou perder o caminho.
E assim comecei a minha jornada da sobrevivência, e ao chegar os outonos da minha vida, muitas coisas pesam nos meus ombros, porém não vejo tudo isso como carga, mas sim como glória.
Porque onde muitos veem apenas meus escombros, eu sinto que consegui chegar ao pódio da minha história.
Cada cicatriz que trago em meu íntimo e até em meu corpo externo, é um mapa traçado dos rios que tive de atravessar com o peito aberto, dos desertos que tive de vencer, mesmo cansado, buscando um oásis no chão incerto.
Sempre busquei manter a força, pois o que tentou me dobrar, me fez raiz. Com a fé busquei compreender o que alguns tentaram me calar, mas sinto que Deus me deu voz, tanto quanto o dom de me expressar em palavras escritas e contar a minha história, e com o tempo, o que era só dor, hoje são cicatrizes.
Com isso o meu espelho não mostra apenas o meu cansaço, mostra o homem que a vida não pôde vencer, ainda!
Sinto que, mesmo sendo alguém com aparência carrancuda, tenho uma doçura rara em cada passo, em especial por saber o quanto custa cada amanhecer.
Minha vida é um livro de páginas grossas, escritas algumas vezes com sangue, suor e coragem, provando que, por mais que a vida tenha me sacudido, viver para mim foi a mais bela viagem que fiz.
Por tudo isso, agradeço a Deus por ter me permitido chegar até aqui nos meus anos outonais, e também por poder dar parabéns a mim, por cada um dos vinte e cinco mil, quinhentos e sessenta e sete dias em que não apenas sobrevivi; mas por saber que apesar de tudo o que me aconteceu e ainda acontece, estou prevalecendo, vivendo assim o alvorecer dos meus anos, mesmo sabendo que eles podem se findar a qualquer instante da vida.

®Jorge Bessa Simões

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

"Meu filho do meio, Júlio Cesar" (Poema)

Existem vidas que não seguem linhas retas. São histórias traçadas com reticências, curvas acentuadas e vales profundos, mas que carregam em cada trecho a marca inegável da superação. A trajetória do meu filho do meio, Júlio Cesar é exatamente assim: uma narrativa de resistência, aprendizado, fé e amor incondicional.
Tudo começou com um nascimento que esteve no limite da probabilidade de quase não acontecer. Porém, onde quase tudo encontrou incertezas, a graça de Deus fez morada.
E meu filho Júlio Cesar veio ao mundo contra as probabilidades, mas protegido por uma bênção maior.
Essa fragilidade inicial se desdobrou em uma infância marcada por desafios de saúde, um período duro em que cada dia vencido era uma pequena vitória celebrada em silêncio por mim, pela sua mãe e seus irmão mais velho.
Com o tempo, os altos e baixos deixaram de ser apenas questões de saúde para se tornarem a dinâmica da própria vida. A infância difícil deu lugar à inquietude da adolescência, e a juventude logo abriu portas para a fase adulta.
Foi nesse momento que as rédeas da própria história mudaram de mãos, vieram as escolhas individuais, por mais que os conselhos e o direcionamento atento dos pais estivessem sempre ali, como faróis em noite escura, o caminho escolhido por você meu filho Júlio Cesar muitas vezes foi o mais íngreme.
Muitas dessas decisões não deram certo. E o preço cobrado por elas foi desproporcionalmente alto. Houve momentos em que a dor e as consequências foram tão densas que pareciam o próprio inferno na Terra, dias em que o peso da caminhada ameaçou soterrar suas esperanças.
Mas você meu filho sobreviveu, não apenas sobreviveu, mas transformou cada cicatriz sua em aprendizado, nenhuma dor foi em vão, porque de cada tempestade meu filho, você extraiu uma lição, maturando a alma e refinando o olhar sobre a sua existência.
Agora, você completa mais um ano a sua vida, aliás agora serão 41 anos, e como um homem que encara o espelho traz consigo a sabedoria que só as grandes batalhas podem conceder.
As visões aprimoradas pelo tempo e pelas experiências agora mostram com clareza os caminhos que valem a pena ser trilhados. Ou seja meu filho Júlio Cesar, em você há uma serenidade renovada por saber exatamente onde pisar e quais são as escolhas que realmente importam.
E através de cada curva, queda ou recomeço, houve algo que nunca oscilou: o amor da sua família. Para seus pais e irmãos, você jamais deixou de ser um porto seguro de afeto.
E como seu pai, eu sei meu filho, que aquele mesmo menino que lutou para nascer continua sendo profundamente amado, celebrado e acolhido no meu coração, e de todos a sua volta.
Assim que este novo ciclo te traga as bênçãos contínua de Deus, com saúde e paz. Que venham muitos outros anos pela frente, com a certeza de que novas escolhas virão, e que, desta vez, serão guiadas pela maturidade de quem conheceu a escuridão, mas escolheu viver na luz.
E eu, seu pai, sua mãe e seus irmãos te amamos muito! Jamais se esqueça disso, meu filho Júlio Cesar.

®Jorge Bessa Simões

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"Minha mãe, a chama da minha saudade" (Poema)

Sempre que penso em você minha voz se cala, meu corpo estremece e meu coração bate tão desesperadamente que uma lágrima se atira a esmo no espaço e meus olhos se perdem no infinito.
Muitas vezes minha mãe, te sinto como que acariciando o meu rosto, carinhosamente tocando meus cabelos e com tua voz quase rouca me dizendo "Eu te amo meu filho".
Quando me encontro perdido em meus passos, é como se você minha mãe, pudesse me dar um abraço para que eu não me sinta tão distante dos seus sentimentos e não venha a tropeçar pelos caminhos da vida.
Quando penso em você minha mãe, me lembro que como uma andorinha você se foi, e como um raio que brilha se apagou, foi como se uma luz se perdeu no mar.
Quando te pressinto minha mãe, é como se eu estivesse tão perto e ao mesmo tempo tão longe, tão perto que não posso te alcançar e tão longe que não consigo te esquecer.
Quando choro minha mãe, é porque não consigo conter minha dor por saber que não posso mais te ter, não posso mais te amar aqui ao meu lado, e por não poder suportar a força que tem o rastro dessa imensa saudade.
Assim minha mãe, te tenho junto a mim guardada em meu peito e no meu coração e mesmo que sem querer seja meu amargor, você minha mãe alimenta a chama da minha saudade.

®Jorge Bessa Simões

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