quinta-feira, 9 de abril de 2026

*"Meus 70 anos" (Poesia)

Aos setenta anos, percebo que o tempo não corre, ele pousa,
Como quem conhece o caminho e não tem pressa.
E esse ser, na minha fase mais generosa, no meu íntimo tudo repousa,
Sabendo que cada ruga em meu rosto é o rastro de uma promessa.

Não é o peso dos anos que carrego, mas é o brilho da minha colheita,
São sete décadas tecendo a minha própria claridade.
A pressa do mundo agora me parece contrafeita,
Diante da paz que me traz a maturidade.

Setenta vezes o sol renovou o seu abraço,
Setenta outonos me ensinaram o valor do calor.
Há uma doçura nova em cada gesto e passo,
Pois começo a ter um jeito mais manso de olhar para a dor e buscar ainda mais o amor.

Que a vida, hoje, seja um campo aberto e sereno,
Onde o meu passado seja história e o futuro é um presente.
Pois ser grande assim, sendo ao mesmo tempo tão pequeno,
É o milagre de quem agora celebra os setenta anos plenamente.

®Jorge Bessa Simões

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

"O alvorecer dos meus setenta anos" (Poema)

Aos sete anos de idade, o meu mundo encolheu, a dor bateu à minha porta sem avisar, e o menino, que mal se conheceu, teve que aprender o verbo "aguentar".
A minha infância, que deveria ser de seda, tornou-se uma estrada de pedras e espinhos, mas minha alma, mesmo em labaredas, jamais aceitou perder o caminho.
E assim começo a minha jornada da sobrevivência, e assim ao chegar os setenta outonos da minha vida, muitas coisas pesam nos meus ombros, porém não é como carga, mas é sim como glória. Onde muitos veem apenas meus escombros, sinto que consegui erguer o pódio da minha história. Cada cicatriz em meu íntimo e até em meu corpo, é um mapa traçado dos rios que tive de atravessar com o peito aberto, dos desertos que tive de vencer, mesmo cansado, buscando um oásis no chão incerto.
Sempre busquei manter a força, pois o que tentou me dobrar, me fez raiz. A fé que busquei compreender, alguns tentaram me calar, mas sinto que o Verdadeiro Deus me deu voz. E com o tempo, o que era só dor, hoje são cicatriz.
E o meu espelho não mostra apenas o meu cansaço, mostra o homem que a vida não pôde vencer. Sinto que, mesmo sendo alguém com aparência carrancuda, tenho uma doçura rara em cada passo, de quem sabe o quanto custa o amanhecer.
Minha vida é um livro de páginas grossas, escritas algumas vezes com sangue, suor e coragem, provando que, por mais que a vida tenha me sacudido, viver para mim foi a mais bela viagem que fiz.
Por tudo isso, primeiro agradeço ao Verdadeiro Deus por ter me permitido chegar até aqui nos meus setenta anos, e também dar parabéns a mim, por cada um dos vinte e cinco mil dias em que não apenas sobrevivi; mas por saber que apesar de tudo o que me aconteceu e ainda acontece, eu prevaleci. Vivendo assim o alvorecer dos meus setenta anos de vida.

®Jorge Bessa Simões

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"70 anos não são apenas tempo" (Poema)

Setenta anos, não são apenas o tempo,
São páginas vividas, escritas no vento,
Com memórias que dançam entre risos e dores,
Num jardim que floresce em muitas cores.

São passos firmes, às vezes cansados,
São caminhos longos, por vezes desviados,
Mas que a cada marca no meu rosto traz consigo
A prova do meu amor, das minhas lutas, e de abrigo.

Setenta anos, é a chama que persiste,
É a força serena que nunca desiste,
É o olhar no passado com gratidão,
Sabendo abraçar o presente com meu coração.

Se o futuro já vem mais devagar,
Acredite, minha alma ainda sabe sonhar,
Pois para mim a idade é só número, afinal,
Depois de tudo que já vivi, a vida é coragem essencial.

Que venham outras histórias para recordar,
Que eu tenha novos motivos pra comemorar,
Porque para mim a vida foi um viver para sempre recomeçar,
Mesmo depois quase morrer por amar nesse meu caminhar.

®Jorge Bessa Simões

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"70 anos intensos" (Poema)

Muitas vezes ouvi dizer que por tudo que já vivi, eu sou uma pessoa muito intensa, pois sempre me dedico a tudo com muita intensidade.
Algumas vezes achei que isso era um defeito meu e que eu deveria mudar certas atitudes na minha vida.
Porém não tem jeito, ainda continuo vivendo a vida intensamente, afinal, tudo que vivo é passageiro, hoje estou com vida, mas e amanhã?
Eu sei que o meu tempo está passando tão rápido que, ao chegar nos meus 70 anos não sei se haverá um outro amanhã para mim!
E já que dizem que sou muito intenso ao que me dedico, ainda estou tentando ser o melhor esposo, pai, tio, sogro, avô, irmão e melhor amigo, ainda que em algumas dessas relações não tenha futuro, até porque não tenho controle de tudo o que acontece a minha volta, e algumas vezes posso e vão me decepcionar.
Porém quero continuar vivendo o meu melhor enquanto estiver aqui, dando o melhor de mim de forma sempre intensa, talvez até possa ser um chato a vista de alguns, mas que posso fazer?
Afinal, não é tudo isso que será lembrado quando eu vier deixar de existir?

®Jorge Bessa Simões

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"Meus 70 anos..." (Poema)

E lembrar que na minha adolescência, certa vez minha mãe me disse que depois que eu chegasse a idade adulta, deixaria de ser tão sonhador, pois a realidade me faria desacreditar nas pessoas, tanto quanto no amor e até mesmo na vida.
Creio que quando ela me disse essas palavras, não foi por mal, talvez de uma certa forma ela tivesse a intenção de "me abrir os olhos" sobre como a vida é!.
Agora chego aos meus 70 anos, e de novo me lembrei daquelas palavras da minha mãe, mas mesmo assim agradeço ao Verdadeiro Deus por ainda permanecer o mesmo adolescente sonhador, porém com mais experiência de vida, e ao mesmo tempo sem perder a fé na vida.
Porque se tem uma coisa que eu aprendi pelos caminhos que andei, é que a visão que tenho sobre tudo, vai depender do ângulo ou do ponto de vista que eu escolher enxergar.
Por isso quero escolher olhar tudo com amor, e dar amor, até porque eu sei que não tem como a vida me devolver algo diferente disso, salvo algumas exceções, mas enfim...
Tenho certeza que aquela criança que começou a vida sozinho aos 07 anos, agora teria muito orgulho da sua versão aos 70 anos, mesmo que desde aquele tempo a vida tenha me dado tantas cicatrizes, mas acima de tudo o que vivi, eu sou grato, pois elas me fizeram ser quem eu sou!.
E os meus sonhos estão cada vez mais vivos, por isso sigo firme na certeza de que conseguirei realizar cada um deles, desta maneira que nunca me falte a fé para acreditar e a força para realizar, tendo sempre o amor para compartilhar com todo aqueles que estiverem ao meu lado.
E assim que venha, não mais 70 anos, mas que venha sim, a eternidade prometida a todos nós!.

®Jorge Bessa Simões

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"70 anos, cheguei!" (Poema)

Quando jovem ouvi dizer que envelhecer é o único meio de viver muito tempo, que a idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O tempo passou e aos 70 anos cheguei, mas sabe o que me atormenta em relação às tolices de minha juventude?
É não haver cometido o que agora não posso voltar a cometer, e com os anos que passaram aprendi que envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Aprendi que muitas pessoas não chegam aos setenta anos porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
E lembrar que aos quinze anos eu só tinha sonhos, quando cheguei aos vinte anos reinava em mim o desejo, aos trinta anos reinava a razão, e só aos quarenta anos veio o juízo.
Aprendi que o que não era sonho aos quinze anos, não se tornaria belo aos vinte anos, não seria forte aos trinta anos, e que não ficaria rico depois dos quarenta anos, e tampouco sábio aos cinquenta anos, porque a vida nunca é feita de nada disso.
Porque agora que aos 70 anos cheguei, percebo que são poucas as coisas que me parecem absurdas, até as decepções na vida não me surpreendem mais.
Quando era jovem pensava que os velhos eram bobos; agora que aos 70 anos cheguei, aprendi que os velhos sabem que os jovens é que são.
Aprendi que a maturidade é voltar a encontrar a serenidade como aquela que eu usufruía quando era menino, até porque nada passa mais depressa que os anos da vida.
Quando era jovem dizia: “Verás quando tiver cinquenta anos!”. Tive cinquenta anos e não vi nada daquilo que imaginava.
Quando era jovem, nos meus olhos ardia a chama de querer viver e amar tudo com muita intensidade, agora que aos 70 anos cheguei, vejo nos meus olhos envelhecidos a luz do que pode vir a frente ou não.
Na minha juventude a iniciativa valia tanto quanto a experiência dos velhos, talvez seja por isso que sempre há um menino em mim, e cada idade me caiu bem, mesmo em condutas diferentes.
Quando jovem andava em grupo, como adulto passei a andar em pares, e agora como velho muitas vezes me vejo andando sozinho.
Agora aos 70 anos cheguei, e mesmo com todo esse tempo passando eu busquei ser feliz quando fui jovem e não fui, mas quem sabe agora eu possa ser feliz se agir de maneira sábia na minha velhice, afinal, desejei chegar à velhice, ainda que as vezes nego que tenha chegado, aliás, não ainda não entendo bem isso dos anos.
Todavia, foi bom vivê-los, não está sendo assim tão fácil tê-los, mas agora aos 70 anos cheguei.

®Jorge Bessa Simões

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terça-feira, 7 de abril de 2026

"Vivendo meus setenta anos" (Poema)

Mais um ano na minha vida, e assim estou vivendo meus setenta anos, me recordo dos caminhos que andei, me lembro que muitos deles foram vividos com dias de difíceis amarguras.
Mas mesmo tendo sido dias sofridos entre tantas amarguras, solidão, decepção e dor, valeu a pena ter vivido até aqui, por que entre os muitos amores que tive na vida, conheci o amor que comigo está a quase cinquenta anos.
Entretanto vivendo os meus setenta anos, começo a me sentir cansado por que sinto o avançar da idade, por outro lado me sinto feliz por meu amor me fazer sentir amado, por isso sou grato ao Verdadeiro Deus por me permitir ser ela a melhor parte da minha vida.
Me lembro que desde criança minha vida era cheia de sofrimentos, quando jovem acreditava que não teria qualquer esperança no meu viver, até que encontrei ela, que comigo está nesses quase cinquenta anos vivendo o nosso amor.
E vivendo meus setenta anos, a vida me ensinou a suportar meus sofrimentos, minhas amarguras, decepções e solidão, tive que me habituar a tudo isso, em especial depois que cheguei na meia-idade.
Mas uma coisa a vida não me tirou, meus sentimentos verdadeiros e sinceros, foi com eles que nunca deixei de amar ela, e aos que continuam a minha volta, ainda que a vida para mim não esteja sendo assim tão fácil ultimamente.
Mas não importa se a vida me trará outra tormenta, estou vivendo meus setenta anos, porque encontrei o amor que me sustenta a quase cinquenta anos.
Juntos estamos passando pela meia-idade dessa união, me sinto feliz sabendo que estou vivendo meus setenta anos.
E mesmo com todo meu sofrer, que possamos continuar tentando chegar a mais anos, se o meu Verdadeiro Deus me permitir, e quem sabe, poder chegar aos cinquenta anos ao lado dela, claro, se sobreviver depois dos meus setenta anos.

®Jorge Bessa Simões

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"Setenta anos" (Poesia)

Quem diria!? Mais um abril chegou e com ele, meus setenta anos!
Será que velho é o que estou ficando?
Minha vida está passando, e mesmo velho continuo lutando,
Meu tempo está quase no fim, mas meus versos ainda vou compondo,
Mesmo sendo ruins, é pelas rimas que respondo,
Porém certo dia, já estive quase deixando,
De versejar para aos outros ir amando,
Mas é muito triste viver a vida morrendo,
Por querer a outros que estão me esquecendo,
Então creio ser melhor continuar versejando,
E esperando que alguém de mim vá se lembrando,
Já que logo chegará o dia que estarei morrendo,
E quem sabe, possam ler os versos que agora estou escrevendo.

®Jorge Bessa Simões

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"Chegando aos 70 capítulos dos meus anos" (Poema)

Estou completando 70 capítulos dos meus anos, posso dizer que de certa forma isso até poderia ser um marco significativo diante de tudo que já vivi até aqui, diria que isso é uma forma de celebração da vida e das inúmeras experiências acumuladas ao longo dessas sete décadas.
Nesse momento, olhando um pouco para trás vejo o quanto já foi vivido, o quanto tenho aprendido, e, principalmente, o quanto posso ter sido amado ou não.
Afinal, são 70 anos de muitas histórias, de momentos únicos, dos desafios superados e de conquistas que marcaram a minha jornada repleta de significados na minha vida.
Cada ruga no meu rosto é o testemunho de um sorriso, das minhas preocupação ou de alguma das muitas experiências que me ajudaram a moldar a pessoa que sou agora.
Ao chegar aos 70 anos, o meu olhar para o futuro ganhará uma nova perspectiva.
Se por um lado, o tempo me traz a sabedoria de quem já viu e viveu muitas coisas, por outro, é um convite para que eu continue sonhando e aproveitando o presente da vida com a mesma intensidade de quem já percorreu uma longa estrada e soube aprecia-la.
Compreendo que é tempo de valorizar as pequenas coisas, de cultivar os relacionamentos que realmente importam, e de dedicar tempo às paixões que talvez tenha deixado de lado ao longo desses quase 70 anos.
Chegar aos 70 anos, é uma oportunidade para transmitir a outros o meu conhecimento adquirido, se vão aceita-las ou não, fica a cada um a decisão.
Assim, que cada conversa, conselho ou um simples gesto de carinho, haja sempre uma sabedoria para que eu possa inspirar e guiar as gerações mais novas que estão a minha volta.
Até por que, como dizem; "Não estou envelhecendo, estou me tornando um clássico."
Por isso creio que estou vivendo um momento de retribuição, e de compartilhar o que a vida me ensinou, e tentar servir como exemplo de resiliência, amor e dedicação, apesar das cicatrizes que carrego no corpo e no coração.
Afinal, meus 70 anos não será apenas uma marca no calendário; na verdade, creio que serão 70 capítulos de uma história única, muitas vezes sofrida, poucas vezes alegre, e ao mesmo tempo quem sabe, possa ser uma história inspiradora.

®Jorge Bessa Simões

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"Meus 70 anos chegaram" (Poesia)

Aos setenta anos,
Chego aos trancos e barrancos,
Tive algumas alegrias e muitos desenganos,
E sei que ainda virão outros sofrimentos tantos.

Aos setenta anos,
Tento chegar com sorrisos francos,
Mas meu barco já não navega a soltos panos,
Pois na minha vida sempre há muitos trancos.

Aos setenta anos,
Queria poder navegar em calmaria,
Mas as ondas da vida ainda me dão solavancos.

Sei que ao cem anos não chegarei,
E nem quero viver esses anos tantos,
Já que aos 70 anos,
Ainda continuo vivendo aos trancos e barrancos.

Logo meus setenta anos estarão passando,
Nessa vida que ainda estou atravessando.

®Jorge Bessa Simões

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