quarta-feira, 22 de julho de 2026

"Todo filho é pai da morte de seu pai" (Crônica da Vida)

Há uma regra na vida onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai do seu pai, até porque o pai envelhece e começa andar lento, devagar, impreciso.
E pensar que antes ele segurava com força as mãos dos filhos, agora não tem como se levantar sozinho, nem para sair do lugar, hoje suspira, geme, tudo pra ele é longe, antes era disposto e trabalhador, agora fracassa ao tirar sua própria roupa.
Os filhos, não farão outra coisa senão trocar de papel e aceitar que são responsáveis por aquele ser que os ajudou a chegar onde estão na vida, apesar de tudo que possa ter acontecido entre eles, pois agora o pai envelhecido depende dos filhos até para morrer em paz. É por isso que todo filho é pai da morte de seu pai.
Quem sabe, a velhice do pai seja curiosamente o último ensinamento ao seus filhos, já que essa é a fase para devolver os cuidados que receberam ao longo de décadas, é o momento de retribuir o amor e o carinho, ainda que possam ter acontecido coisas que os tenham machucado no transcorrer da vida, agora é o momento da compreensão e não de cobranças.
E o momento dos filhos alterarem a rotina das suas vidas para cuidar do seu pai, e uma dessas alterações acontece no banheiro, onde irão colocar uma barra no box do chuveiro.
Essa barra será emblemática e simbólica, o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos do seu pai.
O envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, é subir escadas sem degraus, é ser estranho em sua casa, tudo lhes causa pavor, dúvida e preocupação.
Os filhos logo irão pensar: "Como não previ que o meu pai iria envelhecer e precisar de mim?
É quando irão compreender que; "Feliz do filho que é pai do seu pai antes da morte, triste do filho que só irá aparecer no enterro e não soube se despedir um pouco por dia, pois tudo o que um pai quer saber no fim da sua vida é que seus filhos estavam ali.

®Jorge Bessa Simões

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terça-feira, 21 de julho de 2026

"Só restarão lágrimas a esse pai" (Crônica da Vida)

Logo irão sentir saudades, como sinto de todos que se foram um dia, sentirão saudades dos momentos que estivemos distantes uns dos outros, e não poderão demonstrar o que sentem sem medo, culpa ou remorso.
Pode ser que nesse momento compreendam o quanto os amava e sempre os amei, talvez sonhem se lembrando dos meus sonhos, e logo terão que fazer escolhas como fiz, certas ou erradas, irão querer que elas sejam respeitadas.
Porém de que me adianta pensar sobre tudo isso, quando sinto que já estou quase no fim da minha jornada e logo irei para o tumulo frio que me espera?
Talvez seja por isso que ando decepcionado e me perguntando: "Quem será o filho, pai da morte desse pai?"
Afinal logo tudo estará acabado para mim, não sei se será hoje ou se será amanhã, isso não importa muito, até porque a vida sempre foi tão dura comigo, e sem querer me tornei endurecido por ela, e logo serei apenas uma lembrança no coração de alguém.
Então pode ser que um dia sintam minha falta, mas eu sinto muito, quando isso acontecer, só restarão lágrimas a esse pai.

®Jorge Bessa Simões

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"Vá com Deus, pai!" (Crônica da Vida)

Uma vez alguém me disse; "Valorize a presença do seu pai agora ou em breve você poderá estar vivendo essas palavras."
Hoje, acho que essas palavras devem ser verdadeiras, e de repente eu pensei; "Não sei como ficará os corações dos meus filhos depois que esse velho pai partir, até porque só quem perdeu seu pai, como eu perdi, sabe o que isso causa no íntimo, é como se o coração se quebrasse em mil pedaços, e eu tenho certeza que irá doer muito, aliás, doerá demais.
Nesse momento, meus filhos, mesmo sem querer, vocês irão viver um turbilhão de lembranças boas, e outras ruins, irão se lembrar de quando me chamaram de "papai" pela primeira vez, dos meus braços quando deram seus primeiros passos e não os deixei cair, aliás, quantas vezes já os ergui na vida?
Irão se recordar dos nossos momentos em muitas madrugadas aos finais de semana, jogando vídeo game, assistindo TV, se lembraram das minhas ajudas em algumas tarefas escolar, dos ensinamentos para buscarem adorar ao Verdadeiro Deus, foram bons momentos.
Mas por outro lado se lembraram também dos momentos ruins, dos castigos, das broncas e até de algumas atitudes rudes minhas, talvez, pode ser que irão compreender o quanto isso doía em mim.
Depois dessas recordações ficará difícil para que respirem, e esse momento pode chegar a qualquer instante, e não há nada que possam fazer, e nada nos prepara para esse sofrimento tão grande, e vocês não sabem se pode ser hoje, amanhã ou na pior das hipóteses, pode acontecer enquanto leem essas minhas palavras.
Tudo que posso dizer é que sei que será triste, porque logo esse pai não estará mais ao alcance dos seus abraços.
Pode ser que vocês não tenham tido o melhor pai do mundo, mas jamais irão esquecer o que os ensinei, o amor que lhes dei, e o exemplo de homem que tentei passar a cada um.
Porém esse pai não é eterno, minha morte irá enfraquecê-los, a saudade que irão ter de mim, apesar dos pesares, será inconsolável.
Você irão pensar em quantas vezes quis seu pai junto de vocês, mas que por causa de algumas discordâncias ou mal entendidos, se afastavam de mim, é quando irão compreender o sentido de muitas coisas, e é ai que terão de se acostumar não só com a minha distância, mas com a ausência desse pai.
E nenhuma lágrima que vocês derramarem depois que me for, irá servir de consolo, aliás, talvez nem tenham esse direito, já que como pai, eu buscava o melhor sorriso de cada um, e agora estarão vestidos de luto, e lá bem no fundo dos seus corações as únicas palavras que irão conseguir dizer é; "Vá com Deus, pai!"

®Jorge Bessa Simões

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"Para meus filhos" (Poema)

Logo esse velho vai morrer,
Poucos irão chorar,
Alguns simplesmente se afastarão.
Mas quando eu morrer,
Vou deixar sobre a mesa um monte de pregos e orgulho,
E com minhas mãos vou esculpir sobre ela essas palavras:
"Para os meus filhos"

Está chegando a luz da manhã,
De uma manhã brilhante,
Pois passei a noite com sonhos que me fazem chorar,
Com lembranças dos meus tempos e nesta última manhã,
Lavei com lágrimas a tristeza desses olhos meus,
Pois me lembro das palavras que esse velho pai,
Vai deixar esculpida sobre a mesa: "Para os meus filhos"

E as pernas dela foram moldadas com minhas mãos,
A mesa foi feita com madeira de carvalho,
Para que meus filhos pudessem se sentar ao redor da mesa,
Isso tocou o meu sorriso, pois vi que isso era bom.

Porém esse velho logo irá morrer,
E com certeza poucos irão chorar,
E certamente morrerei sozinho,
Essa é uma verdade triste,
E eu procurei ensinar para minhas crianças,
Todo dom que na vida eu tinha,
Mas no final tudo o que irá restar,
São as palavras que irei deixar escritas,
E que se tornarão meu epitáfio esculpido,
"Para os meus filhos"

®Jorge Bessa Simões
(Baseado na Música "Morningside (For The Children) ®Neil Diamond)

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

"Meus filhos, quando..." (Poema)

Por acaso se esquecerem de mim, olhem para essa imagem e tentem se lembrar desse velho Pai, ao menos por um segundo, antes me permitam lhes falar; "eu entendo bem sobre como funciona a invisibilidade, até porque como pai, muitas vezes me sinto assim, quase sempre invisível aos olhos de vocês.
Mas como pai, nunca tive a pretensão de ser ou agir como um dos super heróis que povoava a mente de vocês, e embora me dessem o poder da invisibilidade, algo que nunca quis.
Pois sempre que precisavam de mim eu aparecia, quando não podiam encontrar uma solução sozinhos, ou quando por algum motivo choravam ao sentir que o mundo ao redor de vocês parecia estar desmoronando.
Esse velho pai sempre chegava, mesmo cansado por ser viciado no trabalho como já fui, ou ser distraído, rabugento e com outros mil e um defeitos que sei, eu tinha e ainda tenho.
Nunca se esqueçam, mesmo quando tive que ser rude, no momento seguinte, eu aparecia um pouco mais brincalhão, e com um abraço e um sorriso nesse rosto enrugado pelo tempo, eu dizia; "Relaxa meus filhos, estou aqui e vai dar tudo certo".
Sei que por causa de muitas coisas, não fui um pai perfeito, mas eu sou humano, muitas vezes me cansava e ainda me canso, até pelo avançar da idade, sei que cometi e ainda cometo alguns erros, mesmo quando quero acertar nas escolhas, nas decisões e até nas minhas atitudes.
Às vezes passo a impressão que me esqueço das coisas, mas acreditem, tenho lembranças de tantas coisas, e algumas me doem por dentro, mas infelizmente não tenho como voltar atrás do que já foi, mesmo assim, tentei, como ainda tento ser ao menos um pai dentro das minhas fraquezas e limitações.
Me lembro que sempre preferi que vocês tivessem o melhor que eu podia lhes dar, quantas vezes quis que vocês comessem antes de mim, para só depois eu me servir, tamanha era a minha felicidade depois ouvindo vocês dizerem; "Tava tão gostoso, pai!".
Essas palavras me recarregavam as energias e me davam forças para continuar lutando para os fazer felizes.
Sei que às vezes podia ficar bravo com vocês, mas era por estar sempre ansioso para saber como vocês estavam ou estão; mesmo que fosse de madrugada, me levantava e ia no quarto onde vocês dormiam para ver se estava tudo bem, infelizmente, hoje já não posso mais fazer isso, até porque, cada um de vocês escolheram seguir seus caminhos.
Porém meu filhos, isso não quer dizer que eu não esteja conectado a vocês, saibam que mesmo dentro das minhas limitações os busco no meu coração, nos meus pensamentos e nas minhas lembranças, e é claro, usando a tecnologia as duras penas, eu tento acompanhar a vida de vocês.
E mesmo que agora estejamos distantes, me permitam fazer um pedido, "nunca se esqueçam, mesmo nas piores circunstâncias da vida, esse velho pai enquanto viver, ainda que me façam invisível aos seus olhos, sempre estarei aqui para dar a vida se preciso for, por vocês, meus filhos!!!

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 19 de julho de 2026

"Eu não fui um bom pai?" (Crônica da Vida)

Ultimamente a vida me tem feito rever certas coisas na vida, dentre essas coisas, é pensar, falar ou escrever sobre a sensação de ter falhado como pai, isso exige coragem, pois mexe com uma das responsabilidades mais profundas da vida.
Por isso vou tentar traduzir em palavras esse sentimento de vulnerabilidade, "mea culpa", e acima de tudo, minha humanidade.
Dizem que os filhos não vêm com manual de instruções, mas o que esqueceram de me dizer é que como pai, também não nasci sabendo como segurar o mundo nas mãos sem deixar nada cair.
E agora, já quase no final da vida, percebo que deixei, porque ao olhar para trás, ouço o eco das minhas escolhas que ressoam nos dias de hoje. E vejo a verdade, nua e crua, que evitei encarar por anos, e que finalmente me cobra o preço: "eu não fui um bom pai."
Mas o que escrevo agora, não se trata da falta de amor. O meu amor sempre estava lá, guardado em algum lugar dentre as minhas preocupações com o sustento e o cansaço dos meus dias longos.
O que quero dizer, é que o problema nunca foi o sentimento, mas a tradução dele. Por exemplo, achei que prover o necessário era o bastante. Achei que garantir o teto e a mesa com alguma fartura quitaria a minha dívida de presença, que engano enorme.
Porque enquanto estava ocupado demais construindo o futuro, o presente passava sem que eu percebesse.
E ao rever certas coisas na vida, percebo que, perdi os desabafos que viraram nós nas gargantas dos meus filhos, que troquei o tempo de escuta por conselhos rápidos e, muitas vezes, duros demais. Estava presente de corpo, mas com a minha mente a quilômetros de distância.
Agora, com o fim da vida chegando, passei a compreender que o pior erro como pai, não foi a bronca injusta em um dia de estresse; mas foi, ou melhor, é, a distância emocional que construiu muros onde deveriam existir pontes.
Quando olho para os adultos que meus filhos se tornaram, embora sinta um orgulho imenso da força de cada um deles, eu sei que parte dessa força veio da necessidade de aprenderem a caminhar sozinhos. Tudo porque eles tiveram que aprender a se virar, já que eu não estava lá para segurar suas mãos.
Com meu tempo avançando, sinto uma culpa que é como uma sombra que insiste me acompanhar no entardecer da vida.
E nesse momento, reconhecer o próprio fracasso dói. Rasga o peito aceitar que o tempo não volta e que os anos formativos se foram. Infelizmente não posso reescrever o passado, não posso apagar as noites em que meus filhos precisavam de um abraço e só encontraram a minha rigidez ou o meu silêncio.
Compreendo que, o termo "bom pai" talvez não me caiba por inteiro nas minhas memórias, mas, se ainda me restar alguma chance nesta jornada final, que seja a de ser alguém melhor hoje. Não posso consertar o ontem, mas posso desarmar o meu orgulho, por isso estou revendo as coisas da minha vida, embora tardio, imperfeito, e carregando o peso dos meus erros.
Mas estou me sentindo pronto para ouvir, para pedir perdão e para tentar, ainda que de um jeito desajeitado, ser o porto seguro que eu não soube ser no passado, e quem sabe, se ainda der tempo, ser um pai um pouco melhor.

®Jorge Bessa Simões

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"Ser o melhor pai do mundo?" (Crônica da Vida)

Não! Não quero e nunca pretendi ser o melhor pai do mundo, afinal, eu sei que dei muitas broncas, castigos quando se fizeram necessários, ter feito algumas escolhas ou tomado algumas atitudes que podem ter magoado meus filhos.
Mas no fundo do meu coração, tudo que sempre quis foi ensinar a eles, a serem mais humanos, a serem amigos um do outro, a dar valor a vida, ao próximo e a respeitar todos a sua volta.
Talvez nem mereça um agradecimento por isso, porém tudo que fiz foi por um amor dedicado, sabendo que não fui o pai perfeito e nunca tive tal pretensão, mas o amor que eu senti por cada um dos meus filhos, me mostrou que valeu à pena ao menos ter tentado ser um pai de verdade, e isso com certeza, pode valorizar cada gesto que os dediquei.
Porém, meu tempo está passando, não sei o que será do meu amanhã, e nem sei se ele virá, sabedor de que não fui o melhor pai do mundo, ao menos posso dizer que fui uma pessoa de caráter, e tudo o que mais quero e que cada um dos meus filhos, tenham aprendido com meus ensinos e com as poucas escolhas ou atitudes que deram certo em nossas vidas.
Pois desde que me tornei pai, eu sempre busquei aprender com meus erros há ser um homem de bem, e a ser do jeito que sempre fui, prova disso é que ao ver meus filhos adultos buscando seus próprios caminhos, creio que o pouco que possam ter aprendido do que os ensinei, está e será de muita ajuda para eles.
Dessa forma quero dizer a cada um deles, que não existe no mundo um pai que seja melhor que o outro, mas, é importante que saibam que me tendo como pai, compreendam simplesmente que tentei ser um pai de verdade.
Por isso agradeço ao Verdadeiro Deus por tudo que fui para vocês, sempre quis e quero o melhor para cada um dos meus filhos, e futuramente aos meus netos, e assim, ter a mesma vontade de os amar como sempre os amei enquanto existir.

®Jorge Bessa Simões

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"Pai, não tem cópia" (Crônica da Vida)

Pai é uma pessoa por vezes incompreendida e quase nunca é lembrado, há não ser em certos momentos ruins, ai rapidinho se lembram dele, fora isso só se lembram do quanto as vezes ele é chato, fala demais e só sabe dar broncas e etc!
É verdade que o pai não trás filhos ao mundo, porém não se pode esquecer de um detalhe, o pai colabora para que os filhos venham a vida, depois ele luta com todas as forças para educa-los, trabalha dobrado para nunca faltar o necessário, algumas vezes passa a noite ao lado de cada filho quando adoecem ou pra ver se seus sonos vai bem, sendo pai de verdade, sacrifica muito da vida por seus filhos para que eles sejam quem são.
E mesmo quando erra nas suas escolhas ou nas suas atitudes, é na tentativa de acertar o melhor por seus filhos, muitas vezes suas palavras podem ser duras, e na visão de cada um dos seus filhos isso pode ser demais ouvir, mas tudo o que ele quer é o melhor para seus filhos, afinal, suas dores também serão do seu pai.
Porém chega o momento que seus cabelos se tornam embranquecidos, sua pele ficará enrugada, as mãos calejadas pelas marcas de uma vida dedicada a cada um de seus filhos, e é exatamente nesse momento que ele poderá precisar ouvir uma simples palavra de carinho que, muitas vezes, alguns filhos viram as costas e até os desdenham.
Mais tarde, pode ser que algum de seus filhos poderão ser pais ou mães, e ai, como é que se sentirão ao receberem as mesmas coisas que agora praticam, em especial contra seu pai? Desta forma filhos, pensem e cuidem bem do seu pai, pois logo ele poderá não estar mais aqui, assim nunca se esqueçam, pai, não tem cópia.

®Jorge Bessa Simões

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"Seu pai, tem valor?" (Crônica da Vida)

Se tem, porque não valorizá-lo enquanto ele ainda estiver ao seu lado?.
Não precisam dizer nada, estejam com ele mesmo que em silêncio, tentem compreende-lo, mesmo que ele tenha tido um jeito meio duro de amar.
Não se envergonhem de mostrar seus sentimentos, e quando possível digam o quanto o amam, abrace-o mesmo que sem motivos, saibam entender quando ele contar suas histórias, não importa que repita a mesmas coisas pela milésima vez.
Porque acreditem, tem muitos filhos que dariam tudo por mais um minuto ao lado do pai, que pudessem ouvir um último conselho, dar em seus olhos um último olhar, e o ouvir dizendo um último “fica bem, meu filho”.
Assim, não esperem o tempo levar o que a vida ainda lhes dá de presente todos os dias. Porque acreditem, quando seu pai se for, o que vai ficar é a saudade, um vazio e uma dor inexplicável, e o pior, o arrependimento de não ter vivido mais uns momentos, quando era possível estar com seu pai, enquanto está aqui, de verdade.

®Jorge Bessa Simões
Baseado em Texto de Autoria Desconhecida

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"Pai, quanto você o ama e o respeita?" (Crônica da Vida)

Como pai posso até não ter sido o pai que vocês gostariam, porém nunca se esqueçam de quando vocês diziam para mim...
Pai, a carne acabou na geladeira.
Pai, não tem leite e pão.
Pai, o sabonete acabou,
Pai, a despensa está vazia.
Pai, o gás acabou.
Pai, precisa comprar o material da escola.
Pai, estou sem dinheiro pra o lanche.
Pai, preciso ir ao médico e ao dentista.
Pai, preciso comprar um presente para minha amiga.
Pai, gostaria de ir ao cinema.
Pai, o meu tênis e minha calça se rasgaram.
Pai, chegou a conta de luz e água e venceu o aluguel.
Pai, quero jogar vídeo game e cortaram a internet.
Pai, tá faltando.....

Pois é, assim para que não esqueçam, lembrem-se; Gostaria muito que não dissessem que esse pai nunca fez nada por vocês, que eu não ligava ou que não passava muito tempo com vocês.
Talvez vocês não saibam o quanto sacrifiquei a vida inteira para tentar dar tudo que eu podia para vocês, e para a família.
Portanto, quem sabe vocês nunca se esqueçam de tudo isso, e que possam me amar como pai e a me respeitar.

®Jorge Bessa Simões
Baseado em Texto de Autoria Desconhecida

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