domingo, 29 de março de 2026

"Afastamento nem sempre é ingratidão" (Crônica da Vida)

"Às vezes, o afastamento não nasce da falta de amor. Nasce por causa de um acontecimento onde uma escolha será feita."
E assim começava a minha história, eu era um menino risonho, desse que corria descalços pela casa e transformava qualquer canto em mundo. Minha mãe, incansável, fazia do pouco muito.
O meu pai, calado e quase sempre entregue a bebida, ainda assim carregava o peso de garantir o amanhã. Havia amor, imperfeito é verdade, como todo amor humano é, mas ele existia em alguns momentos.
Até que veio o dia que ninguém deveria viver, meu pai alcoolizado não só pela bebida, mas por um fúria incontrolável, me deu uma violenta surra, onde por pouco não me tirou a vida, por acreditar que eu era o culpado por tudo o que de ruim acontecia em casa e por acreditar que eu não era seu filho.
Com isso fugi de casa, busquei refúgio na casa daquela que seria minha avó, por parte do pai que me deu seu sobrenome, porém, um acontecimento brutal, desses que não cabem em palavras simples, atravessou a minha infância e partiu algo dentro de mim, na verdade, dilacerou a minha ingenuidade de criança.
Não foi apenas uma dor física o que senti, foi vergonha, tive medo, me senti confuso, aliás foram sentimentos que não pertencem a uma criança, mas que, ainda assim, passaram a morar no meu íntimo desde que roubaram a minha inocência.
Quando reencontrei minha mãe, depois de um tempo morando nas ruas, ela tentou segurar meus pedaços. Tentou me proteger, me acolher, me reconstruir. Mas há feridas que, quando abertas cedo demais, ensinam o coração a se esconder.
E de novo veio uma outra surra por causa da bebida alheia que me levou a fugir de casa mais uma vez, eu ainda era uma criança mas já tinha em mim um coração marcado pelo sofrimento, e foi assim que fui crescendo em meio as violências do mundo a minha volta.
Creio que cresci rápido demais, como quem queria deixar para trás tudo aquilo que não conseguia entender. Assim, fui aproveitando as oportunidades boas que surgiam e fui fazendo minha própria vida, construí rotinas, busquei me cercar de pessoas que não conheciam a minha história.
E, pouco a pouco, fui tentando apagar tudo o que me doía, ledo engano, achar que conseguiria apagar tudo o que me havia acontecido... até que, um dia, alguém perguntou sobre minha família, ou melhor, pela minha mãe, e eu a neguei.
Neguei uma vez, com hesitação. Na segunda, já havia menos tremor na minha voz, e na terceira vez, minha negativa saiu quase que natural. Foi como se aquela mulher que havia me trazido ao mundo fosse apenas um detalhe dispensável da minha biografia.
Mas não era esquecimento ou ingratidão. Era vergonha. Não da minha mãe, nunca dela, mas do que havia me acontecido. Do que diziam (ou que eu acreditava que diziam) sobre mim. E, na tentativa de fugir daquela dor, acabei fugindo de quem eu mais amava.
Muitos anos depois minha mãe soube da verdade. Porém como ela mesmo me diria, ela sempre soube que algo terrível tinha rasgado nossas vidas ao meio, mesmo quando ninguém havia lhe contado.
E, foi naquele momento, que tivemos de fazer uma escolha silenciosa: insistir ou respeitar. Gritar nossa dor ao mundo ou engoli-la para não nos afastar ainda mais.
Minha mãe escolheu o silêncio em respeito a tudo o que havia me acontecido, ela nunca contou nada a praticamente ninguém, até porque não importava mais, somente a nós dois.
Me recordo que, quando alguém perguntava para ela; "por que seu filho não aparece?." Ela apenas sorria e mudava de assunto. Algumas pessoas a nossa volta chegavam a dizer que era ingratidão da minha parte, mas novamente ela não respondia. Quando me julgavam, ela suportava. Porque, às vezes, amar também é aceitar o afastamento que eu havia escolhido para viver.
Talvez alguns digam que; "Sim, há filhos que esquecem. Há filhos que seguem a vida como se o passado fosse descartável. E isso dói de um jeito que não se explica. Já que para muitos isso pode, sim, ser uma das maiores ingratidões."
Entretanto nem toda ausência é desprezo. Às vezes, é ferida. Às vezes, é vergonha. E às vezes, é um coração que ainda não conseguiu fazer as pazes com a própria história.
Por isso, quando alguém vir pais afastados de um filho, não julgue tão rápido. Nem sempre o que parece abandono é falta de amor. Às vezes, é amor em silêncio, daquele tipo que continua existindo, mesmo quando o outro decide se manter afastado.

®Jorge Bessa Simões

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"Nem toda dor faz barulho" (Crônica da Vida)

Para mim, muitas vezes é difícil segurar as lágrimas do que está doendo dentro de mim, sei que algumas pessoas não choram na frente de ninguém, não pedem socorro, não dizem o quanto estão quebradas por dentro. Elas, assim como eu, simplesmente se afastam… silenciosamente.
Dessa forma muitas vezes eu sumo por um tempo, me recolho no meu próprio mundo, tentando reorganizar os pedaços do que sinto, do que perdi, ou do que ainda não consigo compreender.
Desde quando nasci, aprendi que ao longo da vida teria que lutar minhas batalhas em silêncio, não porque seja uma pessoa fria ou distante, não!
É porque infelizmente sempre senti que ninguém realmente ouviria a profundidade do que carrego. Então acabei criando o hábito de me curar sozinho, no escuro da minha própria alma, esperando voltar quando meu coração estivesse um pouco mais leve.
Mas na verdade muitas vezes não preciso de alguém que resolva minhas dores, o que preciso é de alguém que perceba, que fique, que saiba segurar minhas mãos, que me ouça, sem me fazer perguntas demais.
Porque, no fundo, o que mais me machuca não é sofrer… é sofrer achando que ninguém irá perceber a minha ausência.
Por isso, seria tão bom se as pessoas fossem mais gentis ou que tivessem mais empatia, não só comigo, mas também com todas as pessoas a sua volta.
Nem sempre quando estou sorrindo, significa que estou em paz. Nem sempre quando me afasto, quer dizer que deixo de me importar com as pessoas. Às vezes, só estou tentando sobreviver a algo que já não consigo explicar.
E quando conseguir ter coragem de voltar, depois de ter sumido por um tempo, compreendam que foi para me reconstruir por dentro… por isso não me cobrem explicações.
Se puder, apenas me abrace. Porque, muitas vezes, voltar para mim, já será a maior vitória que meu coração conseguirá alcançar.

®Jorge Bessa Simões

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sábado, 28 de março de 2026

*"Esvaziar-me" (Crônica da Vida)

Já passei e ainda passo por tantas coisas que, acredito que não tenho mais o que ficar me explicando nessa altura da vida, já que quase nunca minhas palavras ou atitudes são compreendidas.
Por isso a cada dia que passa estou mais convicto de que o silêncio é e será a minha melhor resposta, até porque percebo que a vida tem se encarregado de falar a cada um sobre minhas atitudes, e ações, entretanto acreditar nisso tudo vai de cada um.
E no final cada um, tem sido em seus próprios dias, desmascarado diante do seu próprio espelho, por sua consciência. Sendo assim, tenho em mim a certeza de que a vida tem me trazido de volta aquilo que fui semeando pelo caminho.
Sendo assim me sinto ainda mais convicto de que cada um irá me dar o que tem, afinal cada pessoa oferece ao outro o que transborda de dentro do seu coração e o que sai de cada ser, seja em palavras ou em atitudes.
Assim mais inteiro naquilo que busco, sinto que estou certo do que realmente preciso para chegar onde espero em breve chegar com a misericórdia do Verdadeiro Deus.
Tenho buscado seguir o caminho que escolhi, já que foi nele que descobri que a felicidade só acontece enquanto se consegue andar para frente, pois estou ficando cansado de ficar parado e reclamando, já que isso só me traz atrasos e me torna infeliz!
Por isso tenho me sentido feliz demais por saber que para seguir o caminho que escolhi, não foi preciso de quase nada do que eu achava que precisava.
Esvaziar-me de muitos pesos e traumas do passado tem sido a melhor forma para poder seguir com mais leveza, já que a vida flui e a minha caminhada ficará mais tranquila.
Sendo assim, que o meu sorriso possa se tornar mais sereno e que o meu coração possa sempre seguir em paz.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

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domingo, 8 de março de 2026

"Quando você vê os pais afastados de um filho, não julguem..." (Crônica da Vida)

Havia um silêncio estranho naquela casa que antes era cheia de vida. Não era o tipo de silêncio da paz, mas aquele que se instala depois de muitas palavras engolidas, de gestos interrompidos e de abraços que nunca aconteceram.
Minha mãe ainda deixava a janela aberta todas as tardes, como fazia quando eu era pequeno. Era quase um ritual, sempre no mesmo horário, com o mesmo olhar perdido na rua, como se, em algum momento, eu fosse surgir dobrando a esquina com o sorriso de antigamente. Mas o tempo tinha levado mais do que meus poucos anos. Levou também a minha coragem de voltar.
Quem via de fora costumava nos julgar.
— Deve ter acontecido algo grave…
— Mãe e filho não se falam? Que absurdo…
Porém ninguém conhecia a história inteira. Ninguém sabia que, muitas vezes, o afastamento não é abandono, é respeito. Aliás um respeito doloroso, daqueles que exige que a gente se cale mesmo querendo gritar o nome um do outro.
Quando criança, eu era inseparável da minha mãe. Até o dia em que a vida, sem aviso, rasgou nossa história ao meio. Por circunstâncias da vida, houve um momento em que me vi obrigado a fugir de casa por causa das surras que tomava do homem, que até então não entendia, seria meu pai de sangue e que à época era alcoólatra.
Acabei fugindo para casa da minha avó, que até então seria a mãe do pai que me deu seu nome, lá acabei sofrendo um atentado violento, daqueles que deixam marcas que não aparecem só no corpo, mas que deixam cicatrize estampadas no íntimo.
Com isso, por vergonha e medo, depois de ter sobrevivido após ser jogado na linha do trem quase morto, acabei por me tornar um menino de rua, foi assim que acabei sendo arrancado de casa por um tempo longo demais. Porém, tempo suficiente para transformar aquele menino em alguém que já não se reconhecia mais no espelho.
Até o dia em que fui pego nas ruas pela polícia do juizado de menores e levado para um lugar onde tentavam descobrir quem eu era e quem seriam meus pais, foi assim que em certo momento entra uma mulher acompanhando a assistente social na sala onde estava retido, quando a vi de imediato reconheci que era minha mãe, mas foi nesse instante que cometi a pior de todas as ingratidões que um filho poderia fazer.
Mesmo vendo-a diante de mim, a neguei por três vezes, dizendo que aquela mulher não era minha mãe, ainda que no fundo do meu coração eu quisesse abraçá-la, mas diante do que havia me acontecido sendo só um garoto de oito anos de idade, tive vergonha e medo. E essa mescla de sentimentos, além das cicatrizes que carregaria para o resto da minha vida, me impelia a negá-la, me culpava e a culpava por tantas coisas em nossas vidas, não conseguia entender certas escolhas que foram feitas, mesmo antes que eu nascesse e que colaboraram para que nossas vidas fossem rasgadas ao meio.
Ainda vendo-a chorar diante das minhas negativas, algo que doía dentro de mim, ela comprovou que era minha mãe, e assim fui entregue a ela, no caminho até nossas casa, ela apenas chorava, e eu tremia de medo pois sabia que reencontraria o homem que me culpava por tantas coisas que eu não entendia, e que com certeza, as surras voltariam a acontecer, como aconteceram, foi assim que voltei para lá, mas não voltei inteiro. E pior do que isso, voltei carregando uma vergonha que nunca deveria ter sido minha.
No começo, minha mãe tentou de tudo. Abraços, conversas, silêncio, presença. Mas havia algo nos meus olhos que a impedia de chegar perto, um muro invisível, construído pela dor e culpa. Até que vieram os momentos que nós jamais esqueceríamos.
A primeira vez foi numa reunião de família. Perguntaram para mim quem era aquela senhora ao meu lado, e mesmo sabendo de quem se tratava, por vergonha e medo eu hesitei, desviei meu olhar e disse que era apenas uma conhecida.
Percebi que minha mãe sentiu como se o chão tivesse cedido.
A segunda vez aconteceu na rua. Um antigo amigo da família me cumprimentou e, ao notar a presença dela, fez a pergunta natural: — Sua mãe?
Mais uma vez neguei com a cabeça, rápido demais. Como quem tenta apagar algo antes mesmo que exista.
A terceira vez foi a mais cruel. Não havia ninguém por perto. Era só ela e eu. E mesmo assim, quando ela tentou se aproximar, ouviu: — É melhor, a senhora não dizer que é minha mãe.
Eu só tinha oito anos de idade, não compreendia o quanto tudo aquilo nos machucava, porém não foram palavras ditas com raiva. Foram ditas com vergonha e medo. E aquilo partiu o coração dela mais uma vez. Porque, naquele instante, minha mãe entendeu algo que ninguém mais entenderia: o filho não a rejeitava por falta de amor…, mas por excesso de dor, ainda que ela só tenha sabido de tudo o que me acontecerá, muitos anos depois.
E foi assim que acabamos por nos afastar, porque após uma outra surra mais violenta, voltei a fugir de casa, e mesmo tentando me encontrar pelas ruas, em certo momento ela não me procurou mais, não por desistência, mas por respeito, como ela me comentaria muitos anos depois.
E ela tomou tal atitude por respeito ao meu tempo, até para que eu pudesse assimilar minhas dores e minhas feridas. À decisão, embora fosse só uma criança, era só minha. Ainda que aquela decisão a destruísse por dentro, como me corroia também, um pouco a cada dia.
Entretanto as pessoas continuaram nos julgando. Até porque é mais fácil apontar o dedo do que enxergar o que está escondido. Mas a verdade é que existem distâncias que não são feitas de falta de amor. São feitas de sobrevivência.
Assim passei da infância roubada para minha adolescência, depois me tornei adulto, construí minha vida, segui em frente da maneira como podia e com as lições que a vida me ensinava. Mas há coisas que o tempo não apaga, apenas esconde em camadas mais profundas.
E em algum lugar dentro de mim, sempre continuou existindo o menino que um dia chamou aquela mulher de mãe, sem vergonha, sem medo e sem dor. Sempre acreditei que um dia pudesse voltar, até porque entendia que nunca precisaria negar minha história para continuar vivendo.
No fundo do meu coração eu acreditava que, talvez, quando esse dia chegasse, a janela ainda estaria aberta, como um dia a encontrei, foi então que compreendi que o amor de mãe… esse nunca se afasta, ele apenas ensina a esperar.
Por isso digo sempre; "Quando você vê os pais afastados de um filho, não julguem... muitas vezes eles apenas estão respeitando uma decisão que partiu dele, afinal, o filho irá fazer a própria vida... mas esquecer seus pais que tanto se sacrificaram por ele, seria uma das maiores ingratidões que existe, em especial com a mãe que o carregou no ventre."
E depois, muitas vezes a gente desconhece todos os fatos de uma história que tem dois lados, e nem toda verdade é absoluta, que o que é para mim, nem sempre é o certo para o outro, por isso tenho aprendido a entender a verdade dos outros, e a respeitá-la tanto quanto espero que respeitem a minha. Sendo assim, não tenho o direito de julgar, porém tenho total direito de mudar de opinião... uma... duas... três, quantas vezes quiser.
Porque a vida me ensinou que idealizar as coisas ou as pessoas é um erro, porque os meus defeitos fazem parte da minha personalidade, e uma pessoa sem defeitos não teria graça nenhuma. Assim estou aprendendo a me preocupar menos e a viver mais. Afinal, tudo tem um motivo, e todas as pessoas que passaram na minha vida me deixaram uma lição, e nenhuma dor será para sempre, até porque enquanto eu estiver vivo tenho a possibilidade de começar de novo!!

®Jorge Bessa Simões

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"A força que pulsa em você, mulher" (Poema)

Não é apenas sobre o traço delicado,
Ou a doçura que o olhar costuma entregar;
É sobre o aço que em ti foi moldado,
E a coragem imensa de saber recomeçar.

És o equilíbrio entre o caos e a calmaria,
A mão que sustenta, o peito que abriga,
Transformas o cansaço em pura poesia,
E fazes do mundo uma morada mais amiga.

Em cada gesto, um pouco de história,
Em cada passo, o peso de mil direções,
Não buscas apenas a efêmera vitória,
Mas a verdade que toca os corações.

Que hoje e sempre, mulher, sejas celebrada,
Pela voz que ecoa e pelo silêncio que diz,
Mulher, em tua essência, a vida é sagrada,
E em teu brilho, o mundo se faz mais feliz.

®Jorge Bessa Simões

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"Mulheres tecidas no sangue, na amizade e na fé" (Poema)

Não são apenas os laços de sangue ou do tempo,
Que une o carinho e admiração que tenho,
Por muitas mulheres a minha volta,
Desde a minha infância e que começou com minha mãe,
É algo muito mais profundo, que o mundo não lê ou vê,
As mulheres na minha vida são a força mansa que sopra no vento,
A muitas delas vão além da união das almas,
Uma grande maioria se uniram na minha caminhada pela fé,
Hoje além das aparentadas, tem muitas que são minhas amigas,
E muito mais se tornaram minhas irmãs de jornada e oração,
Boa parte dessas mulheres seguram minha mão,
Ainda mais quando os passos vacilam,
Para mim essas mulheres são o reflexo da graça em cada ação,
Suas vozes me acalmam quando meu coração não silencia,
Quando juntamos as mãos às erguemos ao céu em oração,
E que nos ajuda a transformar nossos prantos em semente de luz,
Que mesmo sob o cansaço nos mantemos fiéis em dias ruins,
Refletindo, no brilho dos olhos, a paz de Jesus Cristo,
Por isso nessa singela homenagem quero dizer sempre;
"Obrigado por vocês mulheres serem abrigo, sustento e flor, e por cada palavra que nos cura e cada abraço que nos faz crer que nossa amizade é uma bênção que vem do nosso Deus Jeová, e que isso continue a ser uma herança eterna que, nem o tempo faz perecer."

®Jorge Bessa Simões

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"O coração da nossa família, minha mãe" (Poema)

*Homenagem a mulher que de certa forma começou tudo.

A minha família é um jardim de raízes profundas,
Onde a força feminina é o que me fez crescer,
Tudo começou no colo e na luz da minha mãe,
Parte de um exemplo que nos fez florescer.

Anos depois ao meu lado, a esposa é o porto e a parceria, Construindo o agora com amor e devoção,
Enquanto o riso das minhas irmãs traz a doce nostalgia,
De quem partilha o sangue e a mesma direção.

Hoje olho para as filhas, minhas sobrinhas e vejo o futuro,
Que logo serão pura alegria e luz,
Me recordo das cunhadas, que se tornam o laço seguro,
Pois a amizade sincera delas é o que me conduz.

Sejam as que chegaram agora ou as que já são história,
Cada uma de vocês, mulheres são um pilar de coragem e fé, Guardo em cada abraço as nossas memórias,
E é um privilégio serem quem são, pelo que cada uma é.

Vocês são o norte, o abrigo e a canção,
O coração que mantém nossa família unida,
Fica aqui minha eterna e maior gratidão,
Às grandes mulheres que dão sentido à minha e a nossa vida.

®Jorge Bessa Simões

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"O Alicerce e a Flor" (Às mulheres da minha família) (Poema)

Em nossa mesa, em nossa história e no nosso lar,
Há uma força que não se explica, só se sente,
É o amor de mãe, que ensina a caminhar,
E é o brilho da esposa, que faz o meu presente contente.

Há a cumplicidade das minhas irmãs e o riso compartilhado,
A renovação que as minhas sobrinhas trazem no olhar,
E tem as minhas cunhadas, que a vida me deu de presente, Somando carinho e ajudando a vida a avançar.

Mulheres que são raízes, troncos e flores,
Que seguram o mundo quando ele parece tremer,
Pintam nossos dias com as mais lindas cores,
E nos ensinam, com paciência, o que é viver.

Nesta família, vocês são o norte e a canção,
A doçura que cura e a coragem que guia,
Que guardemos cada uma em nosso coração,
Com gratidão profunda, hoje e todo dia.

"Dedicado para as mulheres que fazem da minha família o melhor lugar do mundo. Com todo meu amor!"

®Jorge Bessa Simões

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sábado, 7 de março de 2026

"E o nosso amor se fez lar" (Poema)

*Para mim todos os dias ao seu lado, é o Dia da Mulher.
(Homenagem dedicada a minha Esposa)

Muitos veem apenas a força que você carrega,
A pressa do dia a dia, a entrega que não nega,
Mas eu tenho o privilégio de ver o que ninguém vê,
Que é o brilho no teu olhar que me faz sempre querer você.

Você que é o equilíbrio no meio de qualquer tempestade,
A mistura perfeita de doçura e autoridade,
Admiro a mulher que você se tornou, com tanto brio,
E a forma como preenche, com sua luz, o meu vazio.

Neste Dia da Mulher, meu amor, o que eu quero celebrar,
É o privilégio diário de poder te acompanhar,
Pois você não é apenas a mulher da minha vida,
É a minha melhor escolha, a minha paz merecida.

Que você se sinta gigante, como de fato você é,
Pela sua calma, sua doçura, sua graça e sua fé,
Obrigado por ser o meu porto nesse meu caminhar,
Por isso hoje, e em todos os dias da vida, eu vou te amar.

®Jorge Bessa Simões

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"A Força da Mulher" (Poema)

*Minha homenagem as mulheres que sempre estão a nossa volta, em especial a minha esposa e as demais mulheres da nossa família.

Não é sobre a delicadeza de uma pétala ao vento,
Mas é sobre a raiz que sustenta o mundo em movimento,
É ser o eco de vozes que o tempo tentou calar,
E a coragem de quem aprendeu,
Sozinha muitas vezes a se agigantar.

Mulher é plural, é verso, é verbo de ação,
É quem carrega o amanhã na palma da mão,
Ela não cabe em molduras, nem em definições rasas,
Pois enquanto uns tenta jogá-la ao chão,
Ela inventa as asas.

Tem a sabedoria da avó, o fogo da juventude,
Vive na busca constante por espaço e plenitude,
No traço da história, ela é a tinta e o papel,
Mulher é a força da terra e a imensidão do céu.

Que hoje não seja apenas o dia da flor,
Mas o dia do respeito, do direito e do valor,
Pois ser mulher é, acima de tudo, existir com fervor,
Transformando a luta em vida, e o cansaço em amor.

®Jorge Bessa Simões

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