quarta-feira, 16 de setembro de 2026

"Despedida!" (Poema)

Logo vou me embora, para quem gosta de mim, adeus!.
Porém sei que para muitos jamais esse meu ser existiu, talvez seja porque com alguns eu não soube lidar.
O que sei é que, sorrindo ou chorando, escrevi em versos sobre coisas que vivi, e assim fui descrevendo neles minha vida a rimar.
Descrevi a alma e o coração de um homem que na vida, algumas coisas ganhou, mas que viu outras coisas se perderem, assim conto e reconto minhas histórias em versos, para falar um pouco do que senti e vivi, e também de mim.
Embora saiba que as histórias que conto para muitos não servem, porque minha história não interessa a ninguém, já que em suas vidas não cabe a minha vida. Porém em alguns momentos, a procuram sim!. Para ver se há faltas no meu coração, e assim, não querem nem saber onde se encontra o bem que eu quis fazer.
Desta maneira, fazem e refazem as somas para ver ou me querer, como um homem perfeito, e que erros não deveria conter. Mas que posso fazer?
Mesmo assim procuro manter meu coração humilde, e quem sabe um dia, possam reconhecer que na minha história de vida, não sou diferente de ninguém, desta forma que não julgassem a minha história, já que são poucos os que a conhecem bem.
Saiba que procurei amar todos a minha volta, mas infelizmente, muitos não me entenderam ou não querem me entender, procuram e não acham, deturpam ou trocam minhas atitudes e palavras, porque nunca souberam me compreender por inteiro.
E pensar que como um ser humano, tudo que quis ou fiz, foi querer amar e buscar fazer o bem, porém se não gostam de mim, que mais posso fazer, a não ser dizer; me esquece!.
Já que logo só irão me encontrar, na minha despedida.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
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"Ao me deitar" (Fraseando)

Ao me deitar gostaria muito de dormir com meus sonhos, já que sei que os meus pesadelos ao amanhecer, irão me acordar.

®Jorge Bessa Simões

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"Que não seja você" (Fraseando)

Que não seja você aquele(a) que não sabe estender as mãos para ajudar alguém, e que não seja a tua mão a que me atire pedras.

®Jorge Bessa Simões

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"Leia, saiba entender e tente compreender" (Poema)

A maioria das poesias, poemas ou crônicas que escrevo, são inspiradas e baseadas em fatos da minha vida, do ponto de vista do que vi e vivi, e não sobre o que me disseram que a vida seria.
Além do que, também escrevo sobre outros temas da vida e do que acontece a minha volta, sobre sentimentos, o amor e a felicidade, as tristezas e as alegrias, a maioria disso tudo, são textos da minha autoria ou podem ser baseados em textos de outros autores, pessoas ou fatos que possam me inspirar, enfim...
É assim que tento passar minhas experiências de uma forma poética, e não como um desabafo puro e simples, tampouco dedico minhas palavras para enviar diretas ou indiretas a quem quer que seja, aliás, o que procuro mostrar é a minha realidade vivida, é sobre como encontrei saídas e as ajudas que tive.
Ou seja, através do que escrevo, e as vezes até sobre o que digo pessoalmente, procuro mostrar que embora possam haver o sofrimento nas consequências das minhas escolhas, existe a possibilidade de ser feliz com as lições que tiro da vida, e que levo como exemplos do que posso fazer ou não no futuro.
Com isso, não quer dizer que gosto de ficar revivendo o passado, porém uma coisa é certa, "o passado é o reflexo das escolhas certas ou erradas que posso ou não repetir no futuro, e por outro lado, isso também é uma forma de preservar as boas lembranças e se possível continuar vivendo-as".
Quer dizer, "o passado faz e sempre fará parte da minha vida, e são suas lições que sempre me manterão desperto sobre as escolhas que faço agora ou no futuro."
Desta maneira, não posso apagar minha história só por que não gostei de algumas coisas que me aconteceram no passado, porque se tivesse que fazer isso, o melhor era eu nem ter nascido.
Por fim, ninguém, ninguém é obrigado a aceitar ou acreditar nas minhas palavras, nem sobre quem fui ou quem sou, mas agradeço aos que buscam compreender sobre o que digo ou que leem nas minhas histórias, poemas ou poesias, e nessa forma como as descrevo poeticamente, pois enquanto o meu Verdadeiro Deus me permitir, espero poder continuar escrevendo.

®Jorge Bessa Simões

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"A grande pequena viagem da minha vida" (Poema)

A viagem mais longa que muitas vezes faço, tem apenas trinta centímetros de distância, mas acreditem, é a mais difícil da vida, e ela vai do cérebro ao coração.
Nesse momento, percebo que quando uso o cérebro, me torno racional, porém, parece que a vida geralmente não anda, tudo porque ela é feita para se viver com o coração, e depois de compreender isso, percebi que ela é feita para servir e não se servir.
Por isso depois de muitas dificuldades desde o meu nascimento até minha juventude, aprendi que a vida tinha que ser para servir a família, aos amigos, aos irmãos de fé e até um estranho, mesmo àquele que não gosto ou que não gosta de mim, não importa.
Aprendi isso, porque a vida me mostrou que na verdade esse é o maior ato de generosidade que eu recebi do Verdadeiro Deus, e porque?
Porque quando me mostro generoso, eu sei que estou agradando ao Deus Verdadeiro, aliás, na verdade é o jeito de como sei que devo viver, por isso não posso ser tão rigoroso comigo mesmo.
Afinal de contas, também sou alguém imperfeito, e o erro faz parte do meu aprendizado, e errar as vezes me fará ver as coisas com mais clareza a frente, e depois é só saber pedir desculpas, e se for necessário que eu saiba pedir perdão.
Porque sinceramente, muitas vezes me sinto feliz quando posso ajudar alguém, e não só servir aos que estão a minha volta, mas também ajudar àquele que não conhecia, isso sempre fez parte da minha construção pessoal e até espiritual.
E quando faço isso, não é para que os outros vejam o que eu estou fazendo, mas sim, porque aprendi com as palavras e os ensinamentos do Verdadeiro Deus que a empatia, ou melhor, o amor é o primeiro fruto do seu espírito.
E nesse pequeno espaço de tempo da vida em que estou na terra, é um tempo tão pequeno que algumas vezes me pergunto; "Porque viver o tempo da vida é tão rápido?."
Nesse instante penso num brinquedo que ganhei quando eu era criança e que jamais esqueci, ao mesmo tempo quem sabe, penso naquele brinquedo que não ganhei e que eu tanto queria.
E voltando a minha pergunta, penso que; "Esse é o tempo da vida em que recuo com a mesma rapidez de um pensamento, e tudo se vai com a mesma rapidez desse pensamento, só que essa energia que o Verdadeiro Deus me deu, me mostra que quando vim ao mundo, e fui escolhido por Ele para ser o seu servo, eu vim pra servir e não pra me servir.
Então que eu possa esperar nessa possibilidade, a grandeza de ter essa generosidade que muitos deveriam ter, mas que alguns não tiveram comigo, porque foram muito rápidos em me acusar, me julgar, me condenar e me sentenciar.
Mas tudo bem, faz parte do aprendizado desde que nasci, por isso essa minha grande pequena viagem da vida, que eu à fiz até aqui, é para dizer que amei e amo todos que fizeram, fazem e poderão fazer parte da minha vida, aos que não gostaram de mim, que me perdoem, porém eu agradeço ao Deus Verdadeiro por me permitir vivenciar tudo isso, e aprender com suas palavras e ensinamentos e me fazer aquilo que sou hoje.

®Jorge Bessa Simões

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"Um dia sutil de abril" (Poema)

Tem dias que a gente se sente um pouco menos gente, é um dia daqueles sem graça onde a chuva cai na vidraça, e sem pensar vou sentindo o futuro no ar que está carregado, é um dia sutil de abril, estou sem qualquer filho, pessoas ou amigo do lado, estou sozinho em silêncio, calado e com uma pergunta na mente; "Por que nessa tarde nebulosa o tempo me parece parado?"
Então me recordo das profecias, não dos sábios tolos que dizem ver o futuro, mas dos loucos que escrevem no muro, nas teias do sonho remoto, vejo a chama de uma guerra acesa e a fome sentada na mesa, o bêbado com um copo de cachaça na mão, altas ondas vão surgindo no mar, abrem-se os selos de fogo, símbolos do apocalipse que está chegando, onde o mundo irá se acabar um dia.
Estou com um gosto amargo na boca, não da moça que beijei um dia na minha loucura, não que eu seja homem que das coisas se esquece, mesmo quando tudo no mundo é um dá ou desce, certas coisas estão em qualquer profecia.
Mas não importa, o mundo irá se acabar com muito fogo e ais, mesmo sendo o mundo dos meus ancestrais, logo irão se acabar essas guerras mortais com aqueles que só querem glórias de um mártir ferido, será como um estrondo e muitos gemidos.
Basta olhar a volta e ver as profecias se cumprindo, o mundo irá se acabar um dia, e talvez, antes de tudo isso acontecer eu me vá com a morte em um dia de abril, talvez, sendo carregado de forma sutil.

®Jorge Bessa Simões

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"A maldade do homem" (Poema)

Muitas vezes sinto-me triste, afinal que mundo é este onde tanta dor e morte existe?
Penso tantas vezes que minha dor é maior que a minha tristeza, e sei o quanto não estou enganado, talvez seja por isso que tento fugir da realidade, afinal, não gostaria de ver as notícias, e nem quero ler os jornais ou revistas, embora engano-me nessa falsa verdade.
Como gostaria que o mundo fosse feito de paz, que a vida dos outros fosse sempre a melhor, que não existisse a violência e maldade, já que o homem sabe muito bem o que faz.
Tomará que a justiça tarda mas não falha, pois estou cansado de ser roubado por essa turba que se assenta no poder achando que tudo pode.
Me sinto ainda pior quando vejo os efeitos da guerra no olhar de uma criança ou na alma de uma mulher, no corpo de um filho carregado por um pai, e nos corações de tanta gente que ainda há pouco nasceu, e que mesmo tendo o olhar inocente, não acredita sequer numa vida eterna propiciada por Aquele que veio do céu
Sem querer deixo que a raiva me serre, me corte em pedaços por saber que muitos não dão valor ao Criador que a vida lhes deu, e assim preferem cruzar os braços e não estender as mãos para ajudar seu próximo.
Me pergunto; "Que posso fazer eu, se nesta inutilidade não sou eu só mais um elemento nesta cruzada destrutiva sem fim à vista, que me provoca o calar e o lamento? Porque me resignar a esta sociedade medíocre, se não sou um ser egoísta?"
Não vou valorizar o meu sofrimento, nem posso sentir a dor dos outros com igualdade, mesmo sem entender porque o ser humano é tão injusto neste mundo cruel, por vezes, tão imundo, onde a lei morre e se mata a justiça.
É pelo pecado que o homem se tornou cruel contra seu semelhante, talvez por isso ele prove do seu próprio fel.
E eu ainda me questiono: "Porque tanta maldade há no homem?"

®Jorge Bessa Simões

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"Pontinho escuro" (Crônica da Vida)

As vezes meu erro é querer dar o melhor de mim para os outros, mesmo dentro das minhas imperfeições, porém alguns não sabem dar valor a essa qualidade, já que é mais fácil apontar meus erros do que reconhecerem meus acertos.
O que me faz lembrar de uma certa experiência em relação a um quadro branco, que embora tivesse uma boa moldura, por estar sujo e mal conservado e com um pequeno pontinho preto no centro da sua tela, melhor seria descartá-lo, mas, o dono deste quadro, resolveu limpá-lo e tentar corrigir suas imperfeições.
Aos poucos o quadro foi ficando bonito, sua moldura recuperada ficara linda, e a cor branca voltou a ser realçada, mas, no centro dela restou aquele pequeno ponto escuro por causa de uma imperfeição no tecido da tela e não foi possível recuperá-lo, mesmo assim, o dono do quadro resolveu pendurá-lo na parede.
Então as pessoas ao visitar a casa do dono daquele quadro quando o viam elogiavam pelo cuidado que teve para recuperá-lo, porém, ao se aproximarem do quadro observando a tela, reparavam aquele pequeno pontinho preto, e passavam a criticar e a desvalorizar o quadro por causa daquele defeito.
Quer dizer..., não importa o quanto faço para fazer minhas mudanças e ajustes ou o quanto do meu melhor seja feito para os outros, porque assim como aquela tela com o seu pontinho escuro, alguns sempre se lembram das minhas imperfeições e dos erros do meu passado e presente.
Alguns não entendem que assim como aquele quadro com aquele pequeno pontinho preto ainda tem o seu valor, eu também posso ter o meu valor, afinal, tenho imperfeições como qualquer um, e isso faz parte da vida que vivemos hoje. Mas fazer o que?
Quem sabe eu possa ser merecedor algum dia das bênçãos divinas para ver tudo isso ser superado num futuro próximo, até lá, continuo com esse pontinho escuro na tela da minha vida.

®Jorge Bessa Simões

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"Sinto muito se "mudei" (Crônica da Vida)

Busco sempre mudar, não por que os outros querem, mas sim porque quero ser o melhor para mim mesmo, talvez seja por isso que minha nova versão assuste alguns, com isso, sinto muito se "mudei".
Assim, se você me conheceu com base em quem fui há algum tempo atrás, então você conhecia a minha velha versão. Eu mudei.
A minha versão atual está mais sábia, mas minha tolerância para certas coisas, como a ingratidão, a injustiça e o desprezo, ficou menor.
Eu ainda continuo sendo uma pessoa amável, prestativa e hospitaleira, dentro dos meus limites, porém aprendi que nem todo mundo merece o melhor de mim.
Até porque minha vida sempre foi marcada por muitas escolhas, assim, mais uma vez, sinto muito se "mudei."

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

"Fofocas" (Poema)

Eu não preciso correr atrás de cada pessoa que fala de mim, pois quem conhece a minha caminhada sabe muito bem quem eu sou.
E, com o tempo, o meu jeito de viver começa a responder por mim, porque enquanto alguns gastam energia tentando me diminuir perante os outros, eu continuo trabalhando para àquele que pode me abençoar, que me ajuda a cuidar da minha família, e com isso vou construindo meus sonhos e tentando ser alguém melhor.
Já que existe uma paz enorme em saber que eu não preciso e nunca precisei prejudicar ninguém para crescer, por isso busco continuar sendo o mais correto possível, ainda que possa errar algumas vezes, mesmo quando ninguém estiver me olhando.
Porque no fim, as palavras que escrevo podem até criar histórias, mas serão as minhas atitudes que irão deixar marcas. E quando a minha consciência está tranquila, nenhuma fofoca irá conseguir tirar a minha paz.

®Jorge Bessa Simões

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