quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

*"Eu, menino de rua e Radar, meu cachorro" (Crônica da Vida)

A cidade grande tem um jeito engraçado de ser barulhenta e invisível ao mesmo tempo. E foi assim entre os vãos dos prédios de uma Avenida chamada Paulista, onde o vidro refletia gente que corre para lá e para cá pra não perder o tempo, que eu vivi parte da minha infância depois de ter tido roubada a minha inocência.
E interessante que o centro da cidade parecia um organismo vivo que nunca dormia, mas que por outro lado ignora muita gente para conseguir continuar respirando. E foi no meio desse vai e vem de ternos apressados e saltos que estalavam no asfalto quente, que não só eu vivi, mas também foi onde encontrei meu cachorro que eu chamava de Radar.
Não tinha mais que 9 ou 10 anos, embora meus olhos pareciam carregar o cansaço de quem já tinha mais tempo de vida. Eu era pequeno, ágil como um gato, e vestia uma camiseta de time cujo escudo já havia se desbotado sob o sol.
E ao meu lado, sempre a um passo de distância, vinha Radar, que era um vira-lata de cor indefinida, orelhas que pareciam antenas parabólicas (daí o nome dele). Ele observava tudo e prestava atenção a todos a nossa volta, em especial quando muito cansado das nossas andanças, eu dormia naquela calçada.
Muitas vezes descíamos até o Mercado Municipal, já que nas proximidades tinha uma padaria, na frente dela eu não pedia dinheiro; pedia "um pedaço de atenção".
Depois ficava ali, sentado com as costas no poste, dividindo o olhar entre o movimento e o meu cachorro.
Afinal, Radar era o meu segurança e meu travesseiro. Quando meu estômago roncava, ele parecia sentir a mesma vibração e encostava a cabeça no meu colo. Quando alguém mais apressado quase pisava em nós, Radar soltava um rosnado baixo, mas não de agressividade, mas de aviso: “Aqui existe alguém”.
Para a maioria das pessoas, o centro da cidade era um conjunto de lojas e escritórios, mas para mim e o Radar, era um mapa de sobrevivência, perto de uma grande loja de departamentos da época, tinha um chafariz onde o banho era gelado, mas necessário.
E debaixo da marquise do teatro, ali era o melhor abrigo contra a chuva para nós, onde o som das gotas no zinco parecia música.
Algumas ruas mais abaixo, tinha alguns restaurantes onde, a tarde depois das duas horas, com sorte alguém nos dava alguma sobra de marmita.
Certa vez, encontrou uma bolinha de tênis perdida numa lixeira, naquele dia, o asfalto cinza do centro virou o nosso Pacaembu, eu jogava a bola, e Radar, com uma agilidade de atleta, driblava as pernas dos pedestres para recuperá-la. Por alguns minutos, as pessoas pararam de desviar o olhar. Elas sorriram. Sem querer aquele menino de rua e o seu cão tiveram o poder milagroso de humanizar o concreto.
Quando chegava a noite, as luzes das vitrines se apagavam e o barulho dos ônibus diminuía, o mundo ficava maior e mais frio. Assim eu me enrolava em um cobertor de papelão, e o Radar se aninhava no vão das minhas pernas.
Ali, sob o brilho neon de algum letreiro de alguma loja, eu não era "o menino de rua". Eu era o dono do Radar, o protetor de um amigo fiel. E o Radar, no seu sono leve de cachorro atento, não era um animal abandonado; ele era a âncora que impedia que eu flutuasse ou sumisse na imensidão da cidade.
Naqueles dias, nós não tínhamos teto, mas tínhamos um ao outro, e no fim das contas, no coração do caos urbano, a única coisa que realmente ocupava espaço, era aquela lealdade silenciosa que nenhum dinheiro de qualquer pessoa que passasse por ali poderia comprar.

®Jorge Bessa Simões

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

*"Um menino de rua" (Crônica da Vida)

Embora tivesse uma família e um lar, um acontecimento terrível, após ter tido a minha infância roubada da forma mais brutal e violenta, que se pode afligir a uma criança, acabei por me tornar um menino de rua.
Por muitos anos fiquei exposto ao sofrimento de várias maneiras, ficava vagueando pelas ruas, sem futuro, só o presente, era cada dia pior que o outro, tinha somente 8 anos quando tive que aprender a me sustentar, aliás, comia o pão que o Diabo amassou.
Batia de porta em porta, passando fome e medo, até porque não sabia quem seria o próximo crápula que travestido de alguém protetor iria me atender, porque algumas pessoas eram tão cruéis que, sabendo que não tinha o que comer, e se aproveitando da minha fragilidade na época, me ofereciam o que precisava em troca de abusos ainda mais brutais do que o que já havia passado.
Era assim que acabava por dormir no relento, exposto ao frio, chuva e outros riscos a minha frágil integridade, não havia ninguém para me proteger, e quando me ofereciam uma suposta proteção, o que recebia era mais violência abusando da minha infância que já tinha sido roubada.
Nas ruas era obrigado a me esconder entre os vãos dos viadutos e pontes, ou até mesmo em construções ou carros abandonados, para fugir dos garotos maiores que, por causa do que os havia acontecido, judiavam dos garotos menores, por isso me escondia para não ser encontrado e poder sobreviver.
Com o tempo meus pés foram calejando, andava descalço pelos becos da cidade, me cobria com papelões, andava sempre vestido por trapos que encontrava em meio aos lixos revirados.
Quantas vezes fiquei doente, sentia dores terríveis, porque muitas vezes revirei lixo a procura de um pedaço de pão, pondo em risco minha vida comendo sobras de algum restaurante ou padaria.
Até hoje, quando me recordo daqueles tempos de menino de rua, me dá arrepios, perdi as contas de quantas vezes adormeci sem ter comido nada, meus olhos eram secos, pois nem lágrimas mais tinha, tudo isso foi só o começo dos meus pesadelos, depois que me tornei um menino de rua.
Certa vez, a fome era tanta que entrei num restaurante, quem sabe alguém me ofereceria um prato de comida, mas, nem os garçons me deram atenção, aquela foi a primeira vez que senti tamanho preconceito, mesmo sendo só uma criança.
Estava maltrapilho e descalço, porém, estava ali, fazia parte de um quadro geral da cidade, mas, percebi naquele momento que não tinha direito algum a nada a minha volta, quando me lembro daqueles tempos, me dói no fundo do meu coração.
Foi então que conheci o lado mais terrível da vida, porque via crianças como eu, se metendo em encrencas na tentativa de comer algo, algumas chegaram a ser mortas com um pedaço de pão duro ou um punhado de comida entre as mãos, outras eram levadas ao vício, no começo era benzina, depois fluído de isqueiro, cola de sapatos e em seguida as drogas mais pesadas, e de novo, esse mundo cruel colocava um preço alto demais a ser pago, quando não morriam pelas mãos dos traficantes, eram mortos pelas autoridades da época, era triste o fim de muitos meninos de rua, como eu.
Acabei encontrando um jeito de me impor nas ruas, comecei a andar com outros meninos de rua que conseguia controlar, para que juntos fossemos mais forte, e por andar juntos dividíamos tudo, ainda mais se conseguisse arranjar comida, e foi assim que fui sobrevivendo naquela vida.
Sempre a margem da miséria, alguns meninos se deixavam levar pelas conversas dos marginais, e acabavam se envolvendo no mundo do crime, foi assim que vi alguns morrerem bem diante dos meus olhos, aquilo era um aviso, de como nossas vidas não tinham valor algum.
Um dia, uma senhora se aproximou de mim e me ofereceu ajuda, nunca mais me esqueci dela, me levou pra sua casa me deu um banho, roupas limpas e um bom almoço, depois foi me ensinando a como ser alguém melhor, sem querer, ela me ajudou a me tornar um adulto melhor.
Hoje quando me lembro daquele menino de rua que fui um dia, isso me deixa triste porque sei que ainda tem muitos meninos de rua por ai, alguns presos pelas armadilhas da vida, pelas drogas, a prostituição ou mortos jogados em algum bueiro da cidade.
Sei que não posso mudar o mundo, e ninguém vai, mas tomará que logo logo venha o reino do Verdadeiro Deus, e com ele esse terrível pesadelo se acabe, tenho certeza que até meus traumas e minhas cicatrizes não existirão mais, porém até lá, não gostaria de ver mais os meninos de rua por ai, como um dia também fui.

®Jorge Bessa Simões

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

*"Bendito" (Poema)

Bendito seja o que chegar em minha vida em silêncio, com passos leves para não acordar minhas dores, não despertar meus fantasmas e não ressuscitar meus medos, que se dirija a mim com leveza, com gentileza, falando o idioma da paz pra não assustar minha alma.
Bendito seja o que tocar meu coração com carinho, e me olhar com respeito, me aceitar inteiro com todos os meus erros e imperfeições, e me escolhendo por doação.
Bendito seja esse ser iluminado que me chega como uma estrela, flor, passarinho ou anjo que dê asas aos meus sonhos, e tendo a liberdade de escolher ficar e ser o ninho que me aconchega no amor.

®Jorge Bessa Simões

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

*"As janelas do meu quarto" (Poema)

Muitas vezes sento-me a beira da cama nas minhas madrugadas e percebo que as janelas do meu quarto são tímidas. Nesses momentos me pergunto, "porque minhas janelas são assim?".
E a resposta que vem a minha mente é; "Elas são assim porque só se abrem quando o silêncio é tão profundo, mas tão profundo, que até os meus pensamentos se calam."
É como se elas estivessem à espera de um grito meu que nunca chega, por isso elas ficam ali na parede, suspensas, à escuta, desejosas de algo que as desperte, mas elas não gritam, e tampouco eu.
E assim, nós, eu e minhas janelas, ficamos presos a este corpo que continua a ser apenas um nome dentro de um homem só, mas que, mesmo assim, desse lugar imóvel em fico quando me sento a beira da cama nas minhas madrugadas, vejo mundos inteiros lá fora.
Mesmo imóvel a beira da cama, vejo ruas que nunca pisei, vidas que nunca vivi, sonhos que talvez tenham sido meus numa outra versão de mim.
Porém algo acontece dentro de mim nessas minhas madrugadas, pois vejo que há outros mundos ainda maiores, alguns perfeitos, outros desfeitos, alguns em construção, outros em ruínas.
Por outro lado, creio que as janelas do meu quarto querem ficar fechadas, porque lá fora o mundo quer sempre falar, e o barulho é tanto que, no meu quarto tudo se transforma em silêncio, mas é um silêncio diferente, não é aquele silêncio que acalma, na verdade é o silêncio que pesa, é um silêncio a base da pressa e de medo, ou de um medo com pressa, sei lá!?
Então, nas minhas madrugadas sentado a beira da cama, volto a ficar ali, entre o abrir e o fechar, o dentro e o fora, e é nesses momentos que vejo o que sinto, e as janelas do meu quarto estão ali sempre à espera que, nem que seja só uma vez, eu tenha a coragem de gritar.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

*"Escrevo para não me afogar nas palavras" (Poema)

Muitas vezes me perguntam porque escrevo, e por mais que tente explicar, poucos compreendem, mas, vou tentar mais uma vez.
Escrevo porque escrever é algo simples para mim, ao mesmo tempo quando escrevo, isso impede de me afogar nas palavras. Porque as palavras ao nascer nas minhas memórias, além de abrir a minha mente, elas abrem as janelas do meu coração, ao mesmo tempo elas me libertam, me faz crescer, e me ajuda a construir um alicerce mais forte dentro de mim e só então consigo partilhar.
Ao mesmo tempo quando escrevo não é para me dividir ou para me perder, quando escrevo isso ajuda a me reconhecer em cada linha, e me faz juntar as entrelinhas preservando o meu eu.
Além disso, quando escrevo procuro me entrego na arte de escolher as palavras certas, aquelas que, em qualquer lugar, me devolvem a mim quem sou.
Por isso busco algum termo que acenda meu coração, na tentativa de tirá-lo da tristeza ou da mágoa, com isso escolho um verbo que empurre meus punhos para escrever, é nesse instante que o silêncio me diz mais do que o ruído.
Dessa forma, brinco com as frases, embaralho as palavras na busca de que elas façam sentido, afino o ritmo entre o ponto inicial e o ponto final, aparo arestas de cada uma delas entre as vírgulas, e assim não procuro enfeites, busco o sentido daquilo que escrevo.
Quando escrevo, é nesse momento que me expresso, e demonstro de forma clara tudo aquilo que vibra por dentro, faço isso de uma maneira só minha, pois é dessa forma que digo o que sinto e o que penso, consigo descrever o que ouço do fundo do meu peito e tudo aquilo que vejo ou vi, tento contar o que me acontece ao lado, na beira do meu cotidiano, onde o meu mundo murmura histórias que pedem voz ao serem escritas.
Quando escrevo é para não esquecer, mas ao mesmo tempo é para transformar os meus momentos em memória, o que me faz lembrar o quanto rasgo meus caminhos, na busca de sair do meu caos que a vida me desenha.
É nesse momento que escrevo o porque das minhas palavras, é quando encontro dentro de mim um lugar, um abrigo, e quando partilho o que escrevo, isso se torna uma ponte.
E quando escrevo é para tocar o íntimo dos que as leem, para emocionar sem excessos, ao mesmo tempo ensinar sem ser pretensioso, e convencer sem empurrar.
Busco sempre ajustar o tom ao coração do propósito, busco ser direto quando é preciso, quem sabe delicado quando convém, mas muito firme quando a ideia exige palavras mais contundentes.
Por outro lado, tento cortar repetições gramaticais, preferindo sempre manter a voz ativa entre as palavras, pois sei que é ai que a minha mensagem ganha músculo ao se mover.
É difícil escrever com parágrafos curtos, mesmo sabendo que o que escrevo respire melhor, mas o que fazer quando minhas memórias e o meu coração ditam o ritmo, porque cada texto dança quando as frases se dão a mão.
Ao término do que escrevo, ainda leio em voz alta, faço algumas revisões, posso até pedir opiniões, e corrijo tudo o que distraia, até porque as palavras são vivas e merecem cuidado, e atenção.
E para aqueles que ainda não compreendem do porque escrevo, respondo que ao escrever faço isso com alma, porque um texto quando toca, convence e ensina, com certeza será o texto que viaja. E é o que se partilha, o que fica, e no final, é o que devolve a mim tudo aquilo que me faz inteiro, me mantém vivo, espanta meus traumas e meus fantasmas, e ainda que não cure as minhas cicatrizes, com certeza me deixará em paz. É por isso que escrevo...

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

*"Saberia dizer, te amo sinceramente?" (Crônica da Vida)

Você já amou? Não estou me referindo em amar o pai, mãe, filho ou irmão, mas se respondeu que sim, acredite, você nunca amou de verdade, aliás, o amor não deveria ser conjugado no passado já que é a palavra mais próxima do eterno.
Porém é incrível como atualmente esse sentimento maior está tão banalizado nos relacionamentos de hoje, por exemplo, no primeiro mês de namoro já dizem “te amo”, quando mal se conhecem, no segundo mês quando estão se conhecendo, já passam a dizer “te amo para sempre”, e quando estão quase chegando ao fim do terceiro mês, "esse lindo romance" chega ao fim.
Volta-se então a pergunta do inicio, se estas pessoas que dizem amar tanto, porque não falam um “te amo sinceramente”, e assim não permitam que esse romance se acabe? É porque simplesmente nunca se amaram de fato?.
Talvez devessem admitir que nunca amaram, não por incapacidade, pelo contrário, mas por não saberem classificar os sentimentos e por não acreditarem na verdadeira força do amor.
Mas, quem nunca disse a tal frase bendita e teimosa expelida pela boca nos momentos de euforia e paixão, e é nesses momentos que essa frase perde o seu encanto.
Porém, como julgar se nunca o sentiu de verdade? Bem, para compreender o amor é preciso meditar diariamente sobre o seu poder e concluir que tal sentimento é o que há de mais completo, bonito, intenso e nunca deixará de ser constante, e jamais é cego.
Pois o amor nos permite ver qualidades e defeitos, aceitar e gostar de conviver juntos, não importa o que possa vir acontecer, o amor é como uma luz que emana do íntimo.
Por isso sempre digo, se passou, não foi amor, pois foi assim que aprendi a não ter pressa e não me esquecer de querer amar, e quando se encontra a dona ou o dono do seu “te amo”, diga “te amo sinceramente", só ai estará pronto para dizer: “sempre te amarei”.

®Jorge Bessa Simões

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

*"Deixar mais que meu silêncio" (Poema)

Mais inteiro do que busco e mais certo do que realmente preciso para chegar.
Assim vou seguindo o meu caminho escolhido, e descubro que a felicidade acontece enquanto se anda.
Não adianta ficar parado reclamando, isso só traz atrasos e gente infeliz!
Por isso fico feliz demais por saber que para seguir o caminho que escolhi, não preciso de quase nada do que achava que precisava.
Desta forma, muitas vezes esvaziar-me daquilo que me machuca e me dói no fundo do coração, é a melhor forma que encontro para seguir com mais leveza.
Assim minha vida flui, e minha caminhada fica mais tranquila. Até o meu sorriso é mais sereno e o meu coração segue em paz.
Espero com isso deixar as minhas palavras nas lembranças de alguém, como uma forma de não ficar o meu silêncio quando me for!"

®Jorge Bessa Simões

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*"Lembranças de que fui inteiro" (Poema)

Sempre quis viver a vida da forma como a vivi, mesmo tendo ficado sozinho muitas vezes, mas nunca me prendi ao que já passou, e é isso que faz sentir vivo.
Guardo as melhores lembranças, ainda que as más lembranças tenham me deixado tantas cicatrizes, por isso as vezes prefiro não lembrar delas.
Vivi tudo o que passou intensamente, e embora tenha saudades, vou levando a vida seguindo uma rotina que não incomoda, não interfere, ainda que as vezes me fira, mas é a vida.
Com ela aprendi que muitas vezes sou obrigado a dispensar tudo o que não julgo suficiente pra me fazer inteiro.
E a vida me ensinou também que as vezes o melhor que faço, ainda que sofra, é excluir do meu convívio todos que não parecem prontos para marcar meus dias.
Só assim serei a lembrança de que fui inteiro em algum lugar.

®Jorge Bessa Simões

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

"Quando eu morrer" (Fraseando)

De que adiantará chorar sobre minha lápide, se enquanto estou aqui não querem compartilhar seus sorrisos comigo?

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

*"Saindo do meu poema" (Fraseando)

Saindo do meu poema de mãos lavadas, mas tem vezes que não sei se lavo as mãos novamente ou escrevo um outro poema, ou uma poesia, quem sabe talvez uma crônica, sei lá!. O que sei é que nessa minha dúvida, me isolo e me entrego as palavras que fervilham na minha mente, e assim, cheio de mim, vivo mais um pouco até voltar a saber o que não devo fazer de novo ou quem sabe deva, sei lá!.

®Jorge Bessa Simões

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