segunda-feira, 28 de setembro de 2026

"Em breve poderei estar com você minha mãe" (Poema)

Mal chegava em casa da última visita que havia feito a minha mãe, ainda hospitalizada por causa de um tumor no intestino, recebo a notícia do seu falecimento.
Essa notícia, inesperada, me deixou muito triste.
Na manhã seguinte, enquanto viajava de volta para a cidade onde ela morava e que seria sepultada, ainda com pesar e tristeza, resolvi ler um texto bíblico naquele dia, como sempre faço diariamente.
Para minha surpresa o texto dizia: ‘Haverá uma ressurreição tanto de justos como de injustos’.
Me senti tão consolado e fortalecido por aquelas palavras, que mesmo sendo conhecidas, elas se tornaram mais reais para mim, e ao mesmo tempo passou a ter um novo significado.
Naquele instante, senti o quanto meu amoroso Deus Verdadeiro cuida de cada pessoa de maneira individual, que mesmo em momentos de felicidade ou tristeza, o Verdadeiro Deus sempre está atento aos seus servos, provendo o que for necessário para consolá-los e fortalece-los diante de dificuldades.
Esta experiência é um vívido relato do que passei no dia 13/06/2011, com o falecimento de minha amada mãe.
Desde então aprendi que não importa a dificuldade, o sofrimento ou a tristeza que eu esteja passando ou que passarei, é ao meu Verdadeiro Deus que tenho que recorrer. Somente Ele, de várias maneiras, vai me consolar, me fortalecer, me encorajar e me dar a força necessária para vencer os obstáculos da vida.
E compreendi que todo aquele que crê nas palavras sagradas do Verdadeiro Deus, terá sempre a certeza de que elas são verdadeiras e que se cumprirão muito em breve, e assim como eu anseio em reencontrar com minha querida mãe, todos os que perderam seus ente queridos na morte, em breve também poderão recebê-los na ressurreição e aqui mesmo na terra.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 27 de setembro de 2026

"Mãe, você me compreenderia" (Poema)

A chuva está caindo lá fora, queria saber como me livrar da dor de um amor que nunca foi embora, como gostaria de saber disso.
Sei que se você estivesse aqui minha mãe, iria me compreender, e o meu coração dessa dor não precisaria se curar.
Porém sinto que chegará a hora de não mais pensar tanto assim em você, mas meus pensamentos me traem como agora, mesmo após esses anos todos depois da sua partida.
Ao chegar a data do seu nascimento, mais uma vez a saudade de você me devora, sei que poucos irão compreender o que sinto, aliás nem peço que me compreendam mesmo!
Até porque só nós dois sabíamos como foi bom ter nos amado como mãe e filho, já que antes da sua partida, segurando em meus braços você me pediu para que eu fosse feliz.
E depois da sua ausência continuo tentando, ainda não consegui tudo que você me desejava, mesmo assim tenho certeza que se você estivesse aqui minha mãe, você me compreenderia.

®Jorge Bessa Simões

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"Mãe, luz dos meus olhos" (Poema)

Ainda hoje não consigo entender como um dia sem que houvesse uma explicação, você me fez sentir arrasado com sua partida, sei que não gostaria, mas ela (a morte) te levou de mim.
Sei que não posso culpar você por isso, na verdade só tenho que te agradecer por me fazer sonhar um dia, me lembro das coisas que você me disse e que não poderia ter sido diferente.
Na verdade quando estava para vir ao mundo, Deus me chamou num canto e me disse; "Pegue o lápis e um caderno e escreva as memórias que você irá viver, cada jura de amor que fizer em cada poesia ou poema, descreva seus sentimentos, suas alegrias, as tristezas que tiver, as saudades que irá sentir, mas nunca deixe de descrever o amor.
E cada vez que se lembrar dele, tente descreve-lo com todas as nuances que esse sentimento possa te provocar, ainda que seja algo invisível aos seus olhos, descreva sua cor e o cheiro que nele existe, pois será essa a forma que você irá dizer "Te amo!" quando amar alguém, em especial a mulher que lhe dou como sua mãe."
E é o que tentei fazer desde o dia que vim ao mundo, enquanto a chuva caia lá fora, foi o que você mãe me disse sobre quando nasci.
Porém quando fecho meus olhos para estar junto de você, o que sinto são as lágrimas que caem dos meus olhos, pois ainda não aprendi a viver sem sua companhia.
Por isso minha mãe, sempre vou amar você, e assim tenho tentado duramente manter suas lembranças, pois você foi a luz dos meus olhos, meu orgulho, carinho, esperança e meu milagre de vida, é por isso que te levo para sempre em meu coração, até que chegue o meu último abril.

®Jorge Bessa Simôes

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"Sonhando você, minha mãe" (Poema)

As vezes tenho sonhado com você, minha mãe, sonhei anteontem, ontem e sonhei hoje, aliás, sonho com você todos os dias, e nesse momento escrevendo essas palavras estou sonhando de novo.
As vezes me pergunto: "Até quando vou sonhar com você? Será que amanhã sonho de novo? E nos dias seguintes?
Sei que não posso ter você comigo, pode ser que por isso eu sonhe acordado ou dormindo, não importa de que maneira ou quando, já nem sei mais o que é sonho ou realidade, tudo o que me importa é você, meu grande sonho.
Hoje quando sonhei com você, senti sua falta, aliás como sempre sinto, com isso sinto saudades até de mim, e nessa saudades de você, sinto saudades de nós e saudades do que poderia ter sido a nossa felicidade e não foi, será que isso é um sonho ou se tornou um pesadelo que terei de sonhar o resto da minha vida? Não sei?!
O que sei é que sonho com o seu sorriso, e hoje, mais do que nunca senti a sua falta, a falta dos teus olhos e dos meus olhos nos seus, porque a falta do seu olhar e a falta da alegria no meu olhar.
Nos meus sonhos sinto o tanto que preciso de você, o quanto você me faz falta, quanto tempo não ouço você me dizer "amor meu".
E nos meus sonhos a falta do seu amor me traz a lembrança do tempo em que deixamos de nos falar, o que aumenta ainda mais a falta de ter você aqui comigo.
Sonho de tantas saudades de você, do seu carinho, da sua certeza, saudades do tempo em vi sua fotografia como menina, e da mulher que se transformou na mãe do filho teu, e de ser o filho seu, e dessa saudades de você que para sempre será o amor meu.
Sonho, e ao sonhar com você sinto a falta de ouvir você me dizer: "que sou o amor seu", o filho que você amou desde o dia em que nasci, é por isso que sonhando com você, minha mãe, hoje mais uma vez senti a sua falta, como sempre sinto.

®Jorge Bessa Simões

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"Buscando transformar a minha consciência" (Poema)

Demorou alguns anos para que eu pudesse compreender algo que sempre esteve diante de mim o tempo todo na minha vida, afinal, quando minha maturidade chegou, o olhar sobre meus pais deixou de ser ingênuo e começou a ganhar novas camadas.
Tudo aquilo que antes era aceito sem questionamentos passou a ser analisado com mais consciência. E foi nesse momento que começaram a surgir memórias das ausências, das falhas, dos silêncios e dos gestos que poderiam ter sido diferentes, entretanto não foram.
Foi assim que aprendi que é natural, nesse processo, a minha dor aparecer com mais força, até porque enxergar a realidade exige coragem. No entanto, aprendi que crescer também é perceber que meu pai e minha mãe nunca foram super-heróis prontos que eu imaginava; longe disso, eles eram pessoas atravessando suas próprias batalhas, lidando com seus medos, limitações emocionais e histórias que muitas vezes também doeram em cada um deles.
Com o tempo, a vida tem me mostrado que permanecer preso a essas faltas não reconstrói o que passou. E, cobrar eternamente o que não me foi dado apenas prolonga meu sofrimento.
Com isso creio estar conseguindo encontrar na minha maturidade a compreensão de que agora sou responsável por minhas escolhas e pela forma como vou conduzir minha história daqui para frente.
Afinal de contas só posso oferecer aquilo que tenho, e eu não vou conseguir entregar um amor saudável se nunca aprender a receber. Quando reconheci isso não significou que consegui minimizar minhas dores, porém agora já consigo decidir a não perpetuar em mim ciclos que me ferem.
Por isso vou tentar transformar minha consciência e buscar uma nova ação para que eu possa escolher caminhos que podem ser mais saudáveis, não só para mim, mas para todos a minha volta.
Acredito que tenho, ao menos estou tentando, evoluído para conseguir olhar para trás com honestidade, e não permitir que o rancor ou mágoas definam o meu futuro.
Agora estou começando a compreender que honrar pai e mãe não é romantizar erros, então creio que posso escolher não viver mais aprisionado as mágoas.
Entendo que estou chegando num momento da minha vida em que tenho de fazer algo que muitas vezes é difícil de ser feito, que é saber perdoar.
Porque o perdão é um processo interno que pode libertar quem decide perdoar, e quando essa decisão amadurece no peito, o coração encontra mais leveza e a vida segue com mais autonomia. Assim tenho aprendido que crescer é, acima de tudo, assumir o próprio caminho com mais responsabilidade e muita compaixão.

®Jorge Bessa Simões

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"O perdão que cura" (Crônica da Vida)

Muitos de nós sofremos por causa das muitas doenças que aflige a humanidade, porém tem doenças que não se curam com acompanhamento médico, tão pouco vem através da ciência e muito menos por mãos humanas.
Até porque a cura de certas doenças está em um lugar mais profundo, silencioso e muitas vezes ignorado: Está no perdão.
Sabemos que existem dores que nenhum exame médico detecta, existem feridas que nenhum remédio jamais irá alcançar, certas cicatrizes ainda que aparentemente se fecham, jamais serão corrigidas por uma cirurgia plástica.
Até porque elas nascem das mágoas guardadas, de um ressentimento cultivado ao longo dos anos, das palavras que nunca foram ditas e das muitas lágrimas retidas.
E nosso corpo fala aquilo que estando no nosso íntimo, não se consegue decifrar ou curar. E, nesse momento que o coração se fecha no ódio ou na revolta, e o sofrimento acaba fazendo morada dentro de nós.
Sabemos que os médicos são instrumentos valiosos, que a medicina faz parte de um dom necessário, mas existem enfermidades que não se rendem aos tratamentos porque suas raízes não são só físicas.
São dores que se alojam no íntimo, e só encontram alívio quando aprendemos a soltar o peso que carregamos.
Por isso, ainda que as vezes, enfrentemos uma luta titânica em nosso coração, temos que aprender a perdoar, muito embora perdoar não seja justificar o mal que nos é feito ou fazemos, tampouco perdoar quer dizer que tenhamos de apagar o passado, isso é impossível para nós humanos, mas perdoar é nos libertar de uma doença que nos corrói o íntimo.
O perdão muitas vezes é um remédio amargo no início para todos nós, mas ele pode nos trazer curas com o tempo. É claro que o perdão não muda o que aconteceu, mas pode transformar aquilo que causa um grande mal dentro de nós.
Porque quando perdoamos, não curamos apenas àqueles que nos causam um mal, mas curamos também a nós mesmos. Nosso coração vai se tornar mais leve, nossa mente irá encontrar descanso, e o nosso corpo, finalmente, começa a respirar paz.
Sendo assim, ainda que seja algo difícil para cada um de nós, temos que buscar entender que muitas doenças persistem porque o perdão vai sendo adiado para depois, ou na espera que a outra pessoa mude.
É por isso que muitas dores se prolongam por tanto tempo, porque no nosso íntimo continuamos presos àquilo que já deveríamos ter sido deixado para trás e não deixamos.
Seria muito bom se pudéssemos compreender que a verdadeira cura começa quando entendemos que segurar as mágoas nos adoecem, e quando a soltamos é um ato de amor próprio.
Assim, a cura de muitas doenças do ser humano, não está só nos hospitais, ou na capacidade humana de tratar sintomas. Não!
E a cura só acontece quando escolhemos perdoar, ou quando deixamos que o Verdadeiro Deus toque onde ninguém mais alcança, e somente quando permitimos tudo isso, descobrimos que o amor é algo maior do que a dor.

®Jorge Bessa Simões

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"Encontros de uma vida" (Poema)

(Dedicado a amiga Veronica Silva)

Existem encontros que a vida orquestra em silêncio, e o nosso encontro um dia poderá acontecer com as bênçãos do Verdadeiro Deus, pois percebo que os fios invisíveis da vida se trançam sem pedir licença, transformando a curva de um dia comum que logo poderá se realizar, nos lembrando o início de uma história inteira, já que foi assim que a vida colocou você no meu caminho.
Dizem que a vida é generosa quando nos presenteia com pessoas raras. Mas há uma beleza ainda mais profunda quando percebemos o inverso: quando descobrimos que fomos, nós também, os escolhidos para ser porto e afeto na vida de alguém.
É um entrelaçar sutil, onde a amizade ultrapassa qualquer fronteira comum e ganha o peso bonito e leve do sangue que a gente escolhe. E você se tornou exatamente isso.
Mais que uma grande amizade, uma presença que ganhou espaço de irmã espiritual. Daquelas que seguram a mão sem precisar de palavras, que entendem o silêncio e dividem o riso com a mesma facilidade. A vida chega a ser engraçada nas suas voltas.
Ela zomba das distâncias físicas, ignora os quilômetros e providencia uma união tão forte que o tempo não desgasta e o espaço não separa. É essa mesma vida, sábia e imprevisível, que alarga o peito e também nos fez pais e mães de filhos de coração, nos ensinando que o amor de família não nasce apenas do berço, mas também da convivência, do cuidado e do abraço que acolhe.
E você é esse presente guardado no tempo. É amiga, é irmã, é filha de coração. É a prova bonita de que as melhores histórias são aquelas que a gente não planeja, mas agradece todos os dias por viver, já que somos abençoados por um Deus Verdadeiro.

®Jorge Bessa Simões

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"Voltar a ver" (Poema)

Ultimamente não consigo olhar para mais nada, e não é drama.
É cansaço. É aquela sensação estranha de viver num mundo tão cheio que, de repente, tudo fica vazio.
É quando me lembro que, abro o celular para “ver só uma coisa” e acabo olhando para tudo e ao mesmo tempo sem ver nada.
Nesse momento parece que mente fica tipo a tela do celular, com brilho no máximo, mas sem imagem.
Parece que estou vivendo numa espécie de laço: correr, produzir, mostrar, provar, repetir. E no meio disto tudo, me esqueço de sentir, reparar, respirar, de existir com calma.
A verdade é que a realidade atual está sugando a atenção como se fosse um aspirador emocional. Porque tudo é urgente, tudo é rápido, tudo é “agora ou nunca”.
Fico assim, meio desligado, meio presente, meio perdido, tentando acompanhar um ritmo que ninguém me pediu, mas que eu sigo.
E quando digo “já não consigo olhar para nada”, no fundo estou dizendo: “Preciso voltar a ver.”
Ver com alma, com pausa, com intenção, ver o que importa, e não só o que aparece ou parece. Porque a vida não é um rolar infinito. A vida é aquilo que acontece quando finalmente paro o dedo. E talvez seja isso que falta ser feito: parar.
Parar para sentir outra vez, para voltar a olhar para as coisas como se fossem novas. Parar para perceber que ainda há beleza a minha volta, mesmo quando tudo parece cinzento. Até porque tenho que concordar, a realidade está pesada.
Mas não tenho de carregar o mundo inteiro às costas. Às vezes basta desligar e guardar o celular, abrir a janela, respirar fundo e me lembrar que: Ainda estou aqui. Ainda dá para recomeçar. Ainda dá para ver. Ainda dá para se viver.
E quando eu voltar a ver tudo isso, então vou perceber que nunca tinha deixado de ser eu. Só tínhamos deixado de olhar.

®Jorge Bessa Simões

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"Aparências" (Poema)

Quando algumas vezes alguém me ver cantando, julgará, é claro que estou contente!.
Mas se pudessem, no meu íntimo vasculhando, analisar o que sinto, descobririam de repente, que o contentamento todo que minha alma espalma, nada mais é que desabafos de uma mágoa imensa, que oprime meu coração e acorrenta minha alma, num choro íntimo por causa de uma dor muda e intensa.
Por isso dar-se iam fé ao popular refrão, pois nem sempre somos o que ser aparentamos, ou nem sempre aparentamos o que julgamos ser, porque muitas vezes, cantamos, quando devíamos chorar pelas dores, infortúnios e desenganos, como podemos chorar outras vezes, se uma alegria tivermos.
Tudo para manter nossas aparências.

®Jorge Bessa Simões

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"Quem lhes deu o direito de me julgar?" (Crônica da Vida)

É interessante, tem pessoas que me conhecem a pouco tempo, entretanto, por causa de algumas coisas pontuais, onde não me permitem sequer me defender, do nada se acham no direito de julgar minha vida inteira.
Muitas vezes nem sequer conhecem os caminhos que percorri durante todos os meus anos de vida, sequer sabem de onde precisei fugir ou as vezes em que precisei de ajuda e não pedi, e quando cheguei pedir, não tive a ajuda que precisava delas, e agora do nada, se acham no direito de me por em julgamento.
Por isso me pergunto: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."
Será que essas pessoas sabem quantas vezes tive que trocar de travesseiro de tanto chorar?.
Será que sequer sabem quantas vezes estive à beira de desistir de tudo sem poder gritar aos quatro ventos, sobre o que estava sentindo diante do que me acontecia?.
Então me responda: "Quem lhes deu o direito de me julgar?.
Será por que eu seja diferente dos outros?.
Ou será por que muitas vezes prefiro me distanciar de certas pessoas que querem me ver para baixo em vez de me deixar voar?.
Até porque tem pessoas que se esquecem de quantas vezes minhas asas foram cortadas por elas, e quanto tempo levou para que crescessem novamente.
E agora me julgam por coisas pontuais que poderiam ser resolvidas numa conversa, mas escolheram me acusar e sequer me permitiram a minha defesa.
E é ai que fico me perguntando: "Quem lhes deu o direito de julgar a minha vida inteira?" Talvez essas pessoas não sabem o preço que já tive de pagar para chegar onde estou.
Elas sequer imaginam as correntes que tive de quebrar para continuar seguindo em frente. Essas mesmas pessoas não fazem a menor ideia dos ciclos que tive que superar, com muita dor.
Pode ser que elas não compreendam que meus processos não são os mesmos que os delas. Então mais uma vez, digam-me: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."
Se essas pessoas não me julgassem, talvez elas pudessem me compreender, porque se estou feliz, livre e finalmente em paz hoje, é porque devo isso primeiramente ao meu Verdadeiro Deus, e depois a mim mesmo, e as poucas pessoas que tem me ajudado nessa minha caminhada.
Muito embora ainda não entenda: "Quem lhes deu o direito de me julgar?."

®Jorge Bessa Simões

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