domingo, 22 de junho de 2025

*"Adágio do meu tempo" (Poema)

No adágio do meu tempo, sobrevivi aos naufrágios de alguns dos meus momentos mais tristes, o vento tocou meu rosto me fazendo lembrar que meu tempo se vai com ele.
Levando em suas asas meus dias desta vida passageira, levando meus conceitos, minhas virtudes e todos os meus defeitos, nada pode detê-lo.
E no adágio do meu tempo lentamente tudo se vai, mas em mim, sempre guardarei, o amor de todos que um dia encontrei.
Meus sonhos, o tempo jamais levará, pois sinto a esperança em cada olhar, e as areias do tempo não vão enterrar, porque a vida que recebi ao os encontrar, não importa o tempo, foram os melhores momentos que vivi nesse adágio do meu sonhar, embora o medo bata a minha porta quando não estou com vocês.
Porém no adágio do meu tempo, algo sempre guardarei, o amor, que um dia em vocês encontrei.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. ©Copyright 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025
 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

*"Memórias preservadas" (Poema)

No encontro com minhas memórias vou colocando em palavras tudo que eu possa me lembrar, para alguns isso pode não ter nenhum significado, afinal, são coisas e momentos que estão guardadas em minhas lembranças.
Mas para mim que vivi essas memórias são momentos que marcaram minha vida e minha história, e ao colocar isso em palavras me faz sentir tão bem, pois tudo passa a ter mais sentido.
E ao voltar através dessas palavras ao passado, me faz reforçar meus caminhos a frente, e é assim que encontro forças para superar minhas dificuldades no presente.
Talvez seja por isso que nunca me senti ou sinto-me sozinho relembrando minhas memórias, afinal, sempre estive cercado por pessoas que me fizeram ou me fazem bem, embora tenha havido quem me fizesse sofrer, como fiz também, ainda que sem querer.
Desta forma tudo passa a ter uma ligação nessa corrente de nossas vidas e nossos sentimentos, não sei qual é a chave do futuro e nem como tudo continuará.
Porém quando exponho em palavras tudo e todos que me marcaram ou marcam ainda minha vida, isto passa a ter um profundo sentido, e se torna um claro sinal do quanto amei, amo e amarei cada um que somou comigo todos os momentos que tivemos e que estão preservadas em minha memórias.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025
 

sexta-feira, 6 de junho de 2025

*"Minha doce solidão" (Poema)

Muitas vezes gosto do sabor da minha doce solidão, pois quando estou sozinho me sinto bem melhor, e mesmo que tenha pessoas a volta, ainda assim me sinto melhor totalmente sozinho.
Claro que gosto de pessoas, mas as vezes é difícil a convivência com elas, até porque gosto de muitas coisas que outros não gostam e ninguém mais gosta do que eu gosto, talvez seja por isso que não tenho muito com quem falar, sorrir ou simplesmente com quem possa contar as coisas do ponto de vista do que vivi, e não do que contam sobre mim.
Por isso desde criança não combino muito com minha família, e quando tento estar com eles acabo fazendo as coisas de um jeito tudo errado, talvez por não me encaixar nos padrões impostos por uma sociedade mediocre e hipócrita que se esconde atrás de máscaras superficiais por se acharem donos da verdade.
Muitos já me chamaram de inútil, de fracassado, porque nunca reconheceram as minhas batalhas diárias, jamais desisti daquilo que comecei, tanto quanto reconheço que não consigo fazer muitas coisas sem a ajuda de ninguém.
Mesmo gostando de ficar sozinho, não sou como uma carta fora do baralho como querem que eu me sinta, ainda que as vezes me sinta um peixe fora d'água sob certas circunstâncias.
Certa vez me disseram que eu era como uma peça defeituosa de um quebra cabeça, já que não me encaixo em certos lugares ou com a convivência de algumas pessoas.
Mas sei bem o que fazer para mudar essas coisas, para isso acho que teria que sair de casa e parar de gostar das coisas que eu gosto e começar a gostar de outras coisas, porém, não sei se conseguiria colocar uma mascara sorridente e fingir ser alguém que não sou para que as pessoas gostem de mim.
Até por que acho que na verdade não gostariam de mim, mas sim da minha máscara, é por isso que evito sair de casa.
Por anos minhas relações com outras pessoas se mantém cada vez mais distantes, até as mais importantes estão distantes de mim.
Penso que as vezes não sei bem o que estou fazendo nesse mundo, parece que já não tenho mais um objetivo ou uma razão para continuar vivendo desta forma, queria simplesmente sumir, pois se eu morresse iria ser muito incomodo, com isso talvez apenas fizesse as outras pessoas sentirem o que estou sentindo, raiva e tristeza, por isso eu queria poder desaparecer no ar como se nunca tivesse existido, é assim que acho minha solidão tão doce.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem gerada por IA baseada em foto pessoal.
®Todos os direitos reservados/2025
 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

*"Logo irei partir" (Poema)

Quando nasci, não poderia imaginar as coisas que iriam me acontecer, até porque desde meu nascimento tudo foi incerto, confuso e incomum.
Eram tantas pessoas estranhas fazendo parte da minha vida, já que o som que eu mais gostava de ouvir era a voz da minha mãe conversando comigo, mesmo ainda estando em seu ventre, ela era a única pessoa que eu reconhecia.
Algumas poucas lembranças que eu tinha de outras vozes, eram sobre as muitas histórias escondidas que contavam para minha mãe e que sem se darem conta, eu as ouvia com ela.
Mas nem tudo foi só sobre confusão ou tristezas, com o tempo até vivi alguns dos melhores anos de minha vida, fiz alguns amigos, muitos dos quais me acompanharam por algum tempo enquanto tudo era bom na minha vida, mas bastou eu passar por dificuldades que a maioria dos amigos, se foram para sempre.
Mesmo assim acho que poderia comemorar alguns momentos especiais, até por que sei que logo irei que partir, desta forma chegará o instante ou hora de olhar para trás e ver tudo o que já passei nessa vida.
Sem dúvidas, muitas foram as minhas tristezas e os muito conflitos pelo qual eu passei, mas, felizmente, por outro lado foram inúmeros os bons momentos, tive algumas alegrias e batalhas com algumas vitórias, já que tive alguém ao meu lado que sempre soube se posicionar nas nossas cumplicidades.
Porém devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e com isso me fizeram viver muitos dos meus piores momentos na vida.
Mas não posso me esquecer de agradecer àqueles que me impulsionaram adiante, é o momento que devo valorizar as pessoas que souberam me entender, e por mais que tenham sido minhas dificuldades, não me abandonaram.
Sei que posso ter errado, mas sempre busquei conhecimento para poder fazer melhor as minhas escolhas e assim acertar mais nas minhas escolhas, mas mesmo com tudo isso adquirido até aqui, logo irei partir.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025
 

*"Venci minhas batalhas, mesmo não vencendo a guerra" (Poema)

Cada cicatriz que carrego no meu corpo tem a marca de uma dor, de uma alegria e experiência, de um momento e um desejo, de um arrependimento e de uma certeza, de uma batalha e uma vitória, marca de inúmeras coisas, ou de uma simples lembrança.
Essas marcas me mostram que, por mais que tente me esquecer, elas jamais sairão das minhas memórias, mesmo sendo grandes ou pequenas, elas são profundas, e mesmo as superficiais me remetem a muitas lembranças.
São tantas cicatrizes que ainda doem, algumas ainda me ferem, as vezes quase me torna fraco mesmo quando não quero me manter focados na dor.
Porém tive que aprender que essas cicatrizes são um mal necessário, e que mesmo assim devo levantar a cabeça e seguir em frente, afinal, nem tudo foi uma batalha perdida, ainda tenho uma guerra por vencer, aprendi também que as minhas cicatrizes podem ser minhas maiores aliadas, por que elas me mostram que, nenhum mau tempo dura para sempre, que toda ferida em algum momento vai sarar, mas meu maior desafio é não me deixar cair, e mesmo que eu caia, tenho sempre que me levantar, pois é isso que me faz um guerreiro.
Quando olho para minhas cicatrizes, as imagino como se fossem linhas de um livro que escrevi a tempos, livros que muitas vezes gosto de voltar a ler para tirar mais conhecimento das minhas experiências, e podem acreditar, elas me ensinam muito.
É por isso que aprendi a amar minha vida sem nenhuma exceção, entendi que não posso retirar minhas cicatrizes, e ainda que algumas me causem muita dor, nao posso oculta-las, por isso as valorizo pois elas sempre farão parte de mim, enquanto viver.
Assim cada vez que eu me levantar de algum tropeço que venha me acontecer, que eu deixe a mostra meu corpo com todas minhas cicatrizes para mostrar que eu lutei, e mesmo não vencendo a guerra, venci todas as minhas batalhas.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025
 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

*"Mãe, saudosa Mãe" (Poema)

Logo você faria 87 anos, e já já fará 14 anos que me deixou com muitas saudades, ainda assim logo farei 48 anos da felicidade que você me ajudou a encontrar.
Mas desde que você se foi, restou um vazio que ainda hoje é difícil de ser preenchido, o único consolo é saber que em breve poderemos estar juntos no paraíso terrestre.
Por outro lado tenho que reconhecer uma coisa, você me ajudou a encontrar meu caminho e parte da minha felicidade, foi no dia 13 de outubro de 1977, quando ao voltar das Minas Gerais para te rever, que há 48 anos atrás, conheci a mulher que me ajudou a dar um outro sentido a minha vida.
Você Mãe, fez parte disto, e de certa forma me ensinou a dar sentido a vida em família, foi com ela, minha esposa, que eu te dei três netos, meus filhos que amo tanto!
Mesmo assim, sinto a sua falta, minha mãe, ainda imagino suas expressões, sua voz, seu cheiro, seu amor que sempre me fazia sonhar com seu carinho ao te rever, e mesmo com o coração dividido entre a tristeza e a alegria, tenho saudades daquele nosso último caminhar à beira-mar.
São tantas lembranças, e sua saudade é um sentimento de vazio me fazendo sentir a dor da sua ausência, sei que tudo isso logo será passado, você me ajudou a crer nisso também.
Por isso peço ao nosso Deus Verdadeiro para que não me deixe perder a esperança que você me ajudou a encontrar nos caminhos que agora ando, sou grato por ter me ajudado a encontrar a mulher que está ao meu lado, que futuramente nossa relação mãe e filho se fortaleça, para mim você foi meu maior privilégio, e isso me privilegia por ter sido filho de você, jamais vou te esquecer!

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Extraída do Arquivo Pessoal.
®Todos os direitos reservados/2025
 

terça-feira, 3 de junho de 2025

*"Difícil esquecer o inesquecível" (Poema)

Sou o que ninguém pode enxergar, sei que também errei, com isso sei que aprendi, mas tive que lutar, sei o que ganhei e o que perdi, assim como sei que venci, não a guerra, mas minhas batalhas.
Já por muito tempo tento mudar meu jeito de ser pra agradar os outros, e só eu sei o quanto estava errado, o tanto que sorri para esconder as lágrimas que me atormentava ao sair, mas aos poucos consegui fechar meus olhos, porém elas continuam a escorrer no meu íntimo.
Quantas vezes sofri por amor, assim como fiz alguém sofrer por mim, algumas foram as vezes que quase vivi a felicidade, porém tive medo de me entregar ao amor depois das decepções que a vida me impos.
Certa vez tive coragem de dar um conselho para um amigo que serviu para mim também, muitas vezes tive o brilho do sol, ainda que outras vezes fui como a lua, que precisava do brilho de alguém para poder brilhar.
Algumas vezes eu menti, mas aprendi que a verdade ainda é o melhor caminho para solucionar as coisas, muitas vezes fui enganado, e com isso me arrependi de algumas coisas.
Já disse que amava da boca para fora, mas o pior foi dizer que não amava com o coração apertado, quantas vezes tentei esquecer muitas coisas, mas não consegui.
Busquei gostar de outro alguém, para substituir aquela que um dia eu perdi para a morte e que fez parte do meu coração, e vi que tudo deu errado, pensei viver sem ter ninguém comigo, e com isso quase morri também.
Também pensei em não ter mais aquele amigo que um dia me deu as costas quando mais precisei, e me senti mais feliz por isso, e pensar que já amei tanto quanto fui amado, e o pior é que também fui enganado.
Quantas vezes chorei lembrando de alguém antes de dormir, assim como disse que não viveria sem alguém e realmente vivo sem qualquer pessoa, tudo porque hoje eu tenho amor próprio.
Como disse me arrependi das palavras que falei, tanto quanto me arrependi porque um dia fiquei em silêncio quando deveria falar, senti a dor da solidão mesmo quando estava entre mil pessoas, da mesma forma como me senti completo com apenas uma pessoa ao meu lado!
Já tive alguns amigos que foram me perdendo pelos caminhos da vida, até que encontrei alguém que me ensinou que eu poderia amar eternamente.
Por outro lado, aprendi que ter uma pessoa para sempre, e uma ilusão neste mundo que vivemos, por que o “para sempre” sempre... acaba!
Não tenho medo da escuridão, mas percebo que o claro não é tão seguro para mim também, é por isso que sigo meu caminho guardando tudo nas minhas memórias e no meu coração, porque aprendi na minha caminhada que é difícil esquecer o inesquecível.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025