segunda-feira, 31 de março de 2025

*"Páginas da minha vida" (Poema)

Por muitos anos reprimi meus sentimentos por acreditar que deveria seguir em frente, e que isso seria o suficiente para mim.
Por muitos anos deixei de viver muitas coisas por medo de desagradar à alguém ou sair do modo de vida que me ensinaram ser o convencional, afinal existiam regras a serem seguidas.
Mas com o passar dos anos, percebi que o meu livro da vida tinha muitas páginas em branco, e isso não foi a melhor das minhas escolhas, até porque uma página escrita no seu verso não tem só linhas com coisas do passado.
E ao mesmo tempo o passado não é algo que deva ser esquecido, pelo contrário, o passado serve para me ensinar, me mostrar onde errei e a como evitar outro erro similar agora ou no futuro.
Ao mesmo tempo o passado me traz lembranças que ainda que me façam chorar, ao mesmo tempo pode me trazer um sorriso.
É por isso que olhando para o presente e o futuro, percebo que o passado me ensina a crescer, me traz amadurecimento e ao mesmo tempo me ajuda a escrever o outro lado da minha página da vida, onde posso escrever a minha história com mais leveza.
E é isso que faz com que eu tenha sempre em minhas memórias, a certeza de que agora ao fazer as minhas escolhas, serão elas as linhas que vou preenchendo para mostrar quem sou eu! E ponto!

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 16 de março de 2025

*"Quando sinto-me cansado das minhas batalhas" (Poema)

Quando sinto-me cansado das minhas batalhas, me aquieto num canto. Não! Não é por preguiça, nem por covardia e tampouco para não sair da minha zona de conforto.
Mas é porque necessito aquietar meu coração, acalmar a minha alma cansada e a minha mente, às vezes tão turbulhentas.
Até porque, não posso ser útil para alguém se não estiver fazendo bem pra mim mesmo.
É por isso que silencio-me para fugir dos inconvenientes.
Silencio-me para não me sufocar com as palavras que mal ditas a mim, me tiram o ar. Sufocam-me com comentários distorcidos e julgamentos precipitados.
Assim, quando me aquieto cansado das minhas batalhas, é porque aprendi que muitas vezes a vida precisa de pausas, de recuos, de saídas. E o silêncio é uma delas.
Aliás, muitas vezes o silêncio na maioria das vezes, é muito mais confortável do que a verdade.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

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sexta-feira, 14 de março de 2025

*"Queria poder esquecer..." (Poema)

Muitas vezes já me perguntaram como eu estava, E eu sempre respondo que: "Estou bem", Até porque é muito mais fácil do que ter que explicar a tempestade, Que está acontecendo dentro de mim. Muitas vezes já me perguntaram o que há de errado comigo, E eu sempre respondo: “Não tem nada de errado”, Até porque colocar o que tem de errado comigo, Em palavras tornaria tudo muito real. Mas muitas vezes deixam de perguntar se eu preciso de alguma coisa, E mesmo que fizessem eu responderia “Não, não preciso de coisa alguma”, Até porque admitir que preciso de algo, Seria um lembrete de quão sozinho na maioria das vezes eu me sinto. Por isso creio que o silêncio na maioria das vezes, É muito mais confortável do que a verdade, Por isso muitas vezes é mais fácil para mim fingir que está tudo bem, Do que ter de tentar explicar o que nem eu as vezes entendo. A minha vida inteira, Não sei quando foi que aprendi a fingir tudo isso tão bem, Talvez seja por isso que às vezes, Eu queria poder me esquecer de como fazer isso.

®Jorge Bessa Simões

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sexta-feira, 7 de março de 2025

*"As bordoadas que levo na vida" (Crônica da Vida)

Quanta dor já senti na vida, quantas bordoada levei desde o dia em que vim ao mundo, mas nesse tempo todo a maior dor e a pior de todas as bordoadas que já levei, a pior dor foi quando dei um beijo na testa gelada da pessoa que mais amei na vida, por isso não estranho quando recebo bordoadas, já estou acostumado, ou melhor, isso só acontece por minha culpa, por acreditar em pessoas que só vivem para tentar destruir seus semelhantes.
Por falta de empatia, alguns não percebem que quando me dão bordoadas, é como se quisessem arrancar meu coração com as mãos, sinto-me como se estivesse levando facadas no peito!
Talvez, se conseguissem se colocar no meu lugar quando tentam me destruir, quem sabe entenderiam minha dor, e olha que sempre quis dar meu amor a todos a minha volta, não importa quem fossem ou sejam.
Quando perdi a pessoa que mais amava e dei-lhe um beijo na testa gelada, senti e sinto uma dor que nunca passa, mas que tive que aprender a conviver com ela. Porém quando recebo bordoadas que me dão, sinto-me culpado por acreditar em algumas pessoas que nas minhas costas agem de forma a tentar me destruir, isso é algo que me dói no coração e me faz chorar, não consigo entender o porque disso tudo.
Mas não importa, acredito num Deus Verdadeiro e sei que Ele irá me manter forte, não importa quantas bordoadas irei levar na vida, é por isso que escrevo, é uma forma de suportar o insuportável e de me confortar.
Peço a Deus que nos conforte, tenho de continuar meu caminho ainda que meu coração sangre, jamais vou me esquecer daquela pessoa que um dia dei-lhe um beijo na testa gelada, até porque sei que logo a reencontrarei.
E que isso possa acontecer àqueles que tentam me destruir, que Deus se apiede de nós e nos dê a oportunidade de sermos diferentes um dia. E mesmo levando tantas bordoadas, amo a minha vida e todos a minha volta, ainda que tentem me destruir, pois aprendi que tenho de os amar, para que lá na frente eu possa continuar sendo amado para sempre.

®Jorge Bessa Simões

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