
Saudades que tenho do amigo imaginário que nunca existiu, do tempo em que sonhava viver a vida sem ilusão, das cidades por onde passei e de tanta gente que por mim passou.
Saudades que tenho das festinhas em casa onde curtíamos ao som das vitrolas amplificadas, dos bailes em que se dançava a noite inteira e depois íamos namorar na praça até o nascer do sol.
Saudades que tenho dos fins das madrugadas em que esperava a entrega do pão e leite no portão de casa, e também da garota amada que ficou perdida na ilusão de um momento.
Saudades que tenho do tempo em que se namorava na sala, e quando os pais descuidavam, aproveitávamos para nos beijar, e do tempo em que se namorava no escurinho do cinema.
Saudades que tenho do tempo em que buscava as minhas essências, e acreditar que existe um Deus Verdadeiro, e de tantos momentos em que fiz as descobertas da minha inocência.
Saudades que tenho de quando se falava de amor, e sonhávamos em viver um "felizes para sempre", com aquele amor que nunca deveria se acabar, diferente de hoje em dia onde tudo se acaba logo ao amanhecer.
Saudades que tenho de não saber como será meu amanhã, já que o ontem virou saudades em meu coração, e hoje?. Como doem as saudades que tenho!.
®Jorge Bessa Simões
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