sábado, 2 de maio de 2026

*"Semente da libertação" (Crônica da Vida)

Muitas vezes sou deixado de lado por causa da incompreensão em relação a minha conduta ou minhas palavras, é por isso que me afasto dos outros.
Porém nesse tipo de situação, começo uma luta interna que me faz brigar entre “esperar que tudo volte ao normal” ou “reiniciar minha vida e reaprender a viver comigo mesmo.”
Aliás essa última opção envolve uma miríade de dificuldades que terei de superar, mesmo não sabendo o porque, afinal de contas quem não erra em palavras ou em conduta?.
É provável que, nestes casos, eu acabe por me reservar a guardar muitas coisas que gostaria que fossem ditas, mas já que sinto a dor das reprovações, todas as minhas emoções e palavras acabam ficando guardadas dentro de mim.
Mesmo que eu tente tirá-las de alguma forma para fora, já não consigo mais, porque fico imaginando que terei de enfrentar outras situações, é quando busco um pedaço de papel, ou quem sabe um teclado onde possa escrever ou digitar tudo o que estou sentindo.
E com essas opções, passo a escrever uma mensagem a quem me feriu ou se sentiu ferida por mim, quem sabe na tentativa de fazer com que ela veja o que nos fizemos um ao outro, e assim sentir o que aconteceu antes e o depois do nosso afastamento.
Entretanto, após fazer isso, me livro dessa mensagem, porque pensando bem, talvez essa seja a melhor maneira para deixar que a outra pessoa se vá, já que depois de escrever as palavras do que estou sentindo, na busca de liberar meus sentimentos e emoções, creio que um dia, será a vez de nos perdoar.
Mas muitas vezes isso não acontece, porque acabamos dando asas a esse sofrimento, então a única maneira que encontro para seguir em frente, é fazendo do meu corpo, túmulo do meu próprio ser.
Porque por trás dessa minha coragem ao tentar buscar um entendimento, a raiva e a mágoa com o afastamento de alguém que agiu sem escrúpulos contra mim, achando que me conhece, esconde uma tristeza, e a dolorosa decepção.
Portanto, para que eu possa me livrar desses sentimentos será como se eu fosse andar na beirada de um vulcão ativo, enfim, aconteça o que acontecer, o que não posso me esquecer é que, nunca em toda essa experiência dolorosa, eu ainda guardo uma semente de crescimento e de libertação.

®Jorge Bessa Simões

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