
O tronco, o galho, a folha que agora cresce,
O avô com as marcas de tudo o que fiz,
Vive com as lembranças que o tempo tece.
Olha para o filho, sua imagem madura,
E vê o homem que outas vezes ele ninou,
Que herdou seu andar, sua força segura,
E os mesmos traços que a vida moldou.
E o filho, agora com os olhos de pai,
Vê seu próprio menino a correr no quintal,
E o neto que ri, que tropeça e cai,
Buscando num abraço do avô, também o do pai, afinal.
Três gerações sob o mesmo tempo,
O ontem, o hoje, e o amanhã a brotar,
E no laço sagrado de pai, filho e neto,
O amor sempre será o sangue que vive a pulsar.
®Jorge Bessa Simões
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