terça-feira, 5 de maio de 2026

*"Quando penso" (Crônica da Vida)

Não sei o que fazer, às vezes me perco em meus sentimentos e na minha realidade, é por isso que escrevo, sei que nem mesmo eu vou me entender, aliás, nem sei como salvar meu miserável coração que tem sentido o fracasso.
Os que leem minhas palavras, imaginam que tudo é uma brincadeira de compor e recompor com letras um jogo com frases desconexas, que o que sinto não passa de uma ilusão, sonhos de um ser que busca as estrelas quando mal pode alcançar o céu.
Minha realidade só me traz lembranças das coisas que vivi, e que ninguém vai entender o que tenho em meu peito, é uma dor insuportável que carrego aonde quer que vá, tudo que sinto se torna um fardo para mim, e o que já amei, se tornou meu relicário.
Às vezes me perco em meus sentimentos, busco nas palavras que escrevo o conforto do que sinto, ainda que me transforme num ser pobre de espirito, já que não posso sentir mais nada, e tampouco amar alguém.
E a parte mais triste do que já vivi, me obriga deixar as coisas que sinto suspensas no ar, se insistir em contrariar o que acontece comigo, talvez fique ainda mais perdido no tempo.
Por isso quando abro meus olhos, sei que qualquer coisa nesta vida, longe ou perto, perdido ou encontrado, irá me levar onde estiver meu coração, desta forma penso em libertar meu espirito, já que o meu coração não pode mais encontrar a luz dos meus olhos.
Não posso querer mais nada nesta vida, afinal, tive tudo o que pedi, e parte dos meus sonhos foram vividos intensamente, ainda que eu pudesse sonhar com outros momentos ou amores perdidos, mas, quando penso que me torno um ser impossível de amar, mais eu amo o meu tempo vivido, mesmo quando penso.

®Jorge Bessa Simões

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