
Tenho pena de quem ama,
Ou de quem no amor se enleia,
E tendo fé, por duvida receia,
E inutilmente lágrimas derrama,
Que enreda o futuro numa trama,
Colocando seu coração em mão alheia,
Erguendo arranha-céus num chão de areia.
Por isso...,
Com as ilusões que sobraram do meu drama,
Qual um submarino mergulho,
No oceano do meu corpo interior,
Navegando a saudade que me inflama.
E assim...,
Nesse barco que me sobrou,
Na mais premeditada reincidência,
Guardo na minha serena consciência,
O que apenas vivo,
Desde o dia em te amei!
®Jorge Bessa Simões
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*Foto Arquivo Google Imagens.
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