
Por um tempo continuei ali degustando meu café, mas ao mesmo tempo pensando naquelas palavras.
Porque é verdade, as maiores lições que a vida nos dá, chegam sem convites, sem manual e sem aviso prévio, foi então que me lembrei de uma dessas lições que me apanhou de frente.
Um dia, no meio de uma fase que atravessa, eu achava que tinha tudo controlado, mas depois percebi que perdi algo muito importante, não, não foi nada traumático, mas foi o suficiente para me deixar bem chateado.
Nesse dia percebi uma coisa simples, uma coisa óbvia, mas que eu ignorava até então: Realmente a vida não quer que eu seja perfeito, mas quer que eu esteja sempre atento.
Atento às pessoas que me puxam para cima.
Atento aos sinais que ignoro porque “acho que não dá jeito”.
Atento ao que me faz bem e ao que está me consumindo devagar.
Atento ao que estou adiando, como se eu tivesse garantias de que o amanhã sempre chega.
Ou seja, essa lição veio embrulhada em um certo desconforto, mas ao mesmo tempo me trouxe clareza, e porque?
Porque, nada muda até que eu mude, e depois, não adianta esperar ninguém vir me salvar daquilo que continuo permitindo que me aconteça sempre.
A verdade é que aprendi, juntando a frase daquele senhor que ouvi degustando um café, e a lição que recebi embrulhada com certo desconforto na vida, é esta: "A vida fala comigo todos os dias. Às vezes ela sussurra. Às vezes ela grita. Mas uma coisa é certa, a vida nunca deixa de ensinar."
Quer dizer, não preciso viver a vida dos outros ou a que os outros esperam que eu viva por eles, viver a minha vida é o que conta!.
®Jorge Bessa Simões
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