quinta-feira, 22 de outubro de 2026

"Um menino de rua" (Crônica da Vida)

Embora tivesse uma família e um lar, um terrível acontecimento, após ter tido minha infância roubada da forma mais brutal e violenta que se pode afligir a uma criança, acabei por me tornar um menino de rua.
Por muitos anos fiquei exposto ao sofrimento de várias maneiras, vagueie pelas ruas sem futuro, só o presente, era cada dia pior que o outro, eu tinha somente 8 anos quando tive que aprender a comer o pão que o Diabo amassou.
Batia de porta em porta, passando fome e medo, até porque não sabia quem seria o próximo crápula que travestido de alguém protetor iria me atender, porque algumas pessoas eram tão cruéis que, sabendo que não tinha o que comer, e se aproveitando da minha fragilidade na época, me ofereciam o que precisava em troca de abusos ainda mais brutais do que o que já havia passado.
Era assim que acabava por dormir no relento, exposto ao frio, chuva e outros riscos a minha frágil integridade, não havia ninguém para me proteger, e quando me ofereciam uma suposta proteção, o que eu recebia era mais violência abusando da minha infância que já tinha sido roubada.
Nas ruas era obrigado a me esconder entre os vãos dos viadutos e pontes, ou em construções e carros abandonados, para fugir dos garotos maiores que, por causa do que os havia acontecido, judiavam dos garotos menores, por isso me escondia para não ser encontrado e poder sobreviver.
Com o tempo meus pés foram calejando, andava descalço pelos becos da cidade, me cobria com papelões, andava sempre vestido por trapos que encontrava em meio aos lixos revirados.
Quantas vezes fiquei doente, sentia dores terríveis, porque muitas vezes revirei lixo a procura de um pedaço de pão, pondo em risco minha vida comendo sobras de algum restaurante ou padaria.
Até hoje, quando me recordo daqueles tempos de menino de rua, me dá arrepios, perdi as contas de quantas vezes adormeci sem ter comido nada, meus olhos eram secos, pois nem lágrimas mais tinha, tudo isso foi só o começo dos meus pesadelos, depois que me tornei um menino de rua.
Certa vez, a fome era tanta que entrei num restaurante, quem sabe alguém me ofereceria um prato de comida, mas, nem os garçons me deram atenção, aquela foi a primeira vez que senti tamanho preconceito, mesmo sendo só uma criança.
Estava maltrapilho e descalço, porém, estava ali, fazia parte de um quadro geral da cidade, mas, percebi naquele momento que não tinha direito algum a nada a minha volta, quando me lembro daqueles tempos, me dói no fundo do meu coração.
Foi assim que conheci o lado mais terrível da vida, porque vi crianças como eu, se metendo em encrencas na tentativa de comer algo, algumas chegaram a ser mortas com um pedaço de pão duro ou um punhado de comida entre as mãos, outras eram levadas ao vício, no começo era benzina, depois fluído de isqueiro, cola de sapatos e depois as drogas mais pesadas, aquele mundo cruel colocava um preço alto demais a ser pago, quando não morriamos pelas mãos dos traficantes, eramos mortos pelas autoridades da época, era triste o fim dos meninos de rua, como eu.
Mesmo assim acabei encontrando um jeito de me impor nas ruas, comecei a andar com outros meninos de rua que conseguia controlar, para que juntos fossemos mais forte, e por andar juntos dividíamos tudo, ainda mais se conseguisse arranjar comida, e foi desta forma que fui sobrevivendo naquela vida.
Sempre a margem da miséria, meninos se deixavam levar pelas conversas dos marginais, e acabavam se envolvendo no mundo do crime, assim vi alguns morrerem bem diante dos meus olhos, aquilo era um aviso, de como nossas vidas não tinham valor algum.
Um dia, uma senhora se aproximou de mim e me ofereceu ajuda, nunca mais me esqueci dela, me levou pra sua casa me deu um banho, roupas limpas e um bom almoço, depois foi me ensinando a como ser alguém melhor, sem querer, ela me ajudou a me tornar um adolescente melhor.
Hoje quando me lembro daquele menino de rua que fui um dia, isso me deixa triste porque sei que ainda tem muitos meninos de rua por ai, presos pelas armadilhas da vida, pelas drogas, a prostituição ou mortos jogados em algum bueiro da cidade.
Sei que não posso mudar o mundo, e ninguém vai, mas tomará que logo logo venha o reino do Verdadeiro Deus, e com ele esse terrível pesadelo se acabe, tenho certeza que até meus traumas e minhas cicatrizes não existirão mais, porém até lá, não gostaria de ver mais os meninos de rua por ai, como um dia também fui.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Verdade e a condição humana" (Crônica da Vida)

Essa é uma daquelas metáforas da vida que intencionam aconselhar, já que não existe fim sem começo, nem fogo sem calor.
Para muitos pode parecer que essa metáfora seja algo sem sentido, porém, de alguma forma, ilustra um pouco da condição humana em relação às suas vaidades, convicções, e tantos outros aspectos que envolvem a trajetória humana.
Porque às vezes uma palavra ou uma simples atitude podem ser decisivas para a construção de um futuro que traga em si expectativas para uma vida, e que deveria ser pautada na compaixão, para tanto tudo que deveria se saber era aceitar, a compreender e conviver com a verdade, já que a sua importância é imprescindível.
Até porque os efeitos e desdobramentos do que se esconde, podem perdurar por muito tempo causando estragos constantes e, alguns momentos até de uma forma irreversíveis.
Já que é a arrogância que prevalece sobre o bom senso justificando um egoísmo e até a ingratidão, causada pela satisfação de um, que provoca injustiças a tantos.
Assim quando a verdade é escondida, ela se apropria de algumas de nossas vontades e também nos escraviza, nos tornando cúmplices de nossas aflições e desesperos, e muitas vezes sem possibilidades de reação diante do que temos de fazer.
Pois quando negamos ao outro o direito de explicar à sua verdade, lhe retiramos um pouco do direito ao que é certo e justo, e assim nos transformamos em pessoas duras e impiedosas.
Por isso não se pode escolher o silêncio que ensurdece quando querem que escondamos a verdade, já que em algum momento ela aparece, não porque tem perna curta, mas porque a verdade ganha vida própria e se liberta do nosso controle.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Papai, por que o vovô está triste?" (Crônica da Vida)

Papai, por que o vovô enxuga as lágrimas em segredo, achando que ninguém vai ver? Ele não parece feliz, só sorri quando dou um beijo nele depois da escola? Por quê?
Sabe papai, outro dia ouvi você falando com a mamãe sobre o vovô, pra onde vocês querem levá-lo? Ouvi você dizer que o vovô está ficando sem memória, e que seria melhor encontrar um lugar onde possam cuidar dele, por que?
O menino olha para o pai esperando uma resposta.
O pai, tocado pela dor do filho, percebeu uma imensa tristeza em seus olhos, ele suspirou e então respondeu: Meu filho, o vovô já está bem idoso. Ele precisa de cuidados especiais. Decidimos que o melhor seria levá-lo para uma clinica onde cuidem bem dele.
O filho então disse: Sei disso, papai. Sei que lá vão cuidar bem do vovô, mas lá, ele vai estar cercado de pessoas estranhas, longe de casa e da família. E o lar de idosos, não é um lar de verdade.
Ouvi você dizendo pra mamãe que o vovô está cada vez mais fraco, que vive tropeçando, mal consegue andar. E que nessas condições ele não pode mais ficar em casa. Mas, papai, você não se lembra de quem te ensinou a andar? De quem te levantou do chão milhares de vezes quando você caía? Não foi o vovô, papai?!
Ouvi você dizer que se cansa de ver as mãos dele tremendo, que ele derruba a comida, mas você não fazia o mesmo quando era bebê. E não foi o vovô, junto com a vovó, que te alimentavam e cuidavam de você quando ainda não conseguia fazer nada sozinho. Papai, agora as coisas se inverteu, é ele quem precisa de você.
Eu não peço um milagre, mas eu queria te pedir pra que não abandone o vovô. Deixa ele ficar em casa com a gente, deixa ele passar os últimos dias dele aqui, onde você cresceu e sempre teve calor humano, amor e carinho.
Sabe porque papai, um dia você me ensinou que a vida é um círculo que nunca para, certo? Então, hoje o vovô está embaixo e você está em cima. Mas se lembra, um dia você também será avô. E a forma como você tratar o seu pai agora, e que vai me ensinar como devo te tratar quando chegar a sua vez.
O pai olhou para o filho com lágrimas nos olhos e disse: Filho, você me deu uma grande lição de vida. Tão grande que eu mudei de ideia. O vovô vai ficar com a gente, pronto! Essa é a minha decisão. Vamos fazer de tudo para que ele fique bem, vamos cuidar dele e garantir que ele seja feliz até o dia em que, infelizmente ele vir adormecer na morte.
Até porque tudo o que eu sou, é graças a ele. E tudo o que hoje eu fizer por ele, ele já fez por mim, e eu lhe devo isso.

*Que os filhos nunca se esqueçam de que um dia também poderão ser avôs, e assim, que essa história não se repita.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Não estou sempre bem, e está tudo bem" (Poema)

A verdade é esta: estou vivendo no modo “tanto faz”, mas dentro de mim está tudo gritando. Dessa maneira, finjo que está tudo bem, porém não estou bem realmente o tempo todo.
Nem tudo está certo, crescer, viver, falhar, tentar outra vez, será mesmo isto? Só que ninguém me ensinou a lidar com o caos.
Vivo numa era em que todo mundo parece saber para onde vai…, menos eu. Todo mundo parece feliz…, menos eu. Todo mundo parece ter a vida alinhada…, menos eu.
Mas afinal, qual é a realidade? A realidade é que muitos vivem improvisando. Por isso busco não desmoronar, mas ao mesmo tempo tento perceber quem sou, enquanto o mundo a minha volta muda mais depressa do que consigo acompanhar.
E sabe o que é mais louco? É que sem perceber continuo a medir a minha vida pelo que vejo nos outros, quando a única comparação justa que eu devia fazer é ser quem fui ontem.
Assim estou aprendendo a ser mais humano num mundo que me quer como máquina. A me sentir num mundo que me diz para o ignorar. A cair num mundo que só mostra vitórias falsas criadas por inteligência artificial. Estou tentando ser real num mundo que só vive de filtros.
Mas tem uma coisa que ninguém me tira: a minha capacidade de recomeçar, de me reinventar. De me levantar mesmo quando já não tenho força nenhuma, e escolher, mesmo quando o mundo não me escolhe.
A realidade atual é dura, mas também é minha. E se é minha, posso moldá‑la. Posso fazer dela um lugar onde vale a pena respirar. Onde vale a pena sentir. Onde vale a pena ser eu.
E no fim do dia, o que conta não é ter resolvido tudo, é ter tido a coragem para continuar, mesmo sem saber o caminho todo.
É isso que me faz crescer. É isso que me faz humano. É isso que me faz vivo.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"49 anos do nosso primeiro encontro" (Poesia)

(13 de outubro de 1977)

49 anos do nosso primeiro encontro guardado,
Nas memórias sobre passos dados na mesma direção,
Onde o amor foi no tempo lapidado,
E fez morada eterna no nosso coração.

Desde aquele dia a vida celebra com leveza,
Com um brilho raro e altivo,
Reluzindo ainda que entre abrolhos a nossa beleza,
Que marcam de encanto este nosso caminho vivo.

Que a cumplicidade siga como guia,
E que a nossa alegria jamais perca o tom,
E que a cada novo nascer do dia,
Reafirme o quanto o nosso amor foi e é bom.

Como casal já tivemos algumas tristezas pelo caminho,
E ao mesmo tempo muitas felicidades em nossas conquista,
Que possamos ter outros anos de história, sorrisos e parceria,
E que o nosso Verdadeiro Deus nos abençoe eternamente!

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

"Minha primeira pequena flor" (Poema)

(Dedicado a minha primeira sobrinha, Patrícia Gualdiano)

Nascida entre espinhos, no meio da dor,
Uma pequena flor viu a luz despontar.
E nos meus próprios braços, num gesto de amor,
Te acolhi desde o dia em que ouvi teu chorar.

Tão pequenina, e já com batalhas pra enfrentar,
Cercada de afeto por onde passava.
O amor dos teus pais a te abençoar,
E este Tio que, maravilhado, te olhava.

Vi teus primeiros passos, o teu gargalhar,
As primeiras palavras que o tempo guardou.
Mesmo crescendo, ao me avistar,
Corria pra os braços de quem te amou.

Lembras daquela canção que parecia tua?
Que falava de incertezas, de medo e solidão...
De buscar uma estrela no meio da rua,
E encontrar abrigo no meu coração?

Quando a tempestade queria te assustar,
Eu era o teu porto, o teu cais e teu chão.
Até que o sol voltasse a brilhar,
Levando as lágrimas com a sua manhã.

O tempo voou, a menina cresceu,
Hoje é mulher, é mãe e tem sua história.
Mas a essência pura que nunca se perdeu
Continua viva na minha memória.

Ainda há medos, angústias no seu caminhar,
Mas tua força é maior que qualquer tempestade.
E para sempre a minha primeira sobrinha serás,
Uma mulher de luz, fibra e verdade.

Minha menina “Feia” — a mais linda do mundo,
Que o Verdadeiro Deus te abençoe e te guie.
Pois o amor deste Tio é imenso e profundo,
E enquanto eu viver, nada nos divide.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Minha mãe, teus eram todos os dias!" (Poema)

Para uma mulher que ao nascer e recebeu o dom de ser mãe, não se pode resumir tudo da sua vida num só dia como sendo o dia dela, porque isso chega a ser uma injustiça com essa mulher que por nove meses carrega em seu ventre seus filhos ou filhas.
E depois, são tantos os anos que ela percorre numa lida que não é tão fácil, pois mesmo na sua luta diária, ela acolhe a todos em teus braços, e com o teu amor mais puro sempre os socorre.
Quantas vezes essa mulher mãe se sacrifica por seus filhos, quantas batalhas ela enfrenta? E ainda assim, tem que encontrar um jeito de saber administrar a raiva pelas horas de sono perdidas, sem contar as dores do parto de seus filhos, e também da vida.
Desta forma, dizer algo sobre minha mãe em um dia, seria ingratidão, afinal, como ela sempre me ensinou, "Mãe é todos os dias", e é verdade, porque sem ela que seria de mim como seu filho o ano inteiro, ou melhor, a vida inteira?
E pensar que dentro do coração, e nos olhos da minha mãe haviam segredos que poucos descobriram, imagino quantos silêncios foram guardados no coração dessa mulher, só para não me ferir.
As mãos da minha mãe, quantas vezes me afastou do mal, e com justiça me corrigiram, mesmo com pequenas doses de dor, pra evitar que eu sofressem com dores futuras.
Sendo assim, como resumir minha mãe em um só dia, se todos os dias, enquanto ela fez parte da minha vida, foram dela?
Como esquecer de quantas vezes minha mãe trabalhou duro pra ajudar a trazer o pão de cada dia, e como ela suportou tantas labutas diárias por um único motivo, eu e seus outros filhos.
Minha mãe, infelizmente hoje não tenho você ao meu lado, mas sei que você sempre soube que foi o meu exemplo de motivação, e mesmo matando a saudade através de algumas fotos suas, ainda consigo sentir seu cheirinho que exalava como o mais doce perfume a minha volta!
Me recordo das tuas palavras de sabedoria, que ousadamente me aconselhavam qual direção que eu tinha de tomar, quantas vezes quis te agradecer por tudo que você fez e foi na minha vida, ainda que algumas vezes estivemos distantes.
Te amei, mãe! E te amarei sempre, ser grato a você seria pouco, afinal, como te agradecer por ter sido o instrumento do nosso Verdadeiro Deus para me trazer ao mundo, e por outros incontáveis motivos.
Mesmo na sua ausência, minha mãe, mais uma vez você se torna a inspiração do meu poema, e para ser justo com você, eu sempre compreendi que a sua vida não pode ser resumida em um só dia, afinal, teus eram todos os dias!

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. ©Copyright 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"E o nosso amor se fez lar" (Poema)

Muitos veem apenas a força que você carrega,
A pressa do dia a dia, a entrega que não nega,
Mas eu tenho o privilégio de ver o que ninguém vê,
Que é o brilho no teu olhar que me faz sempre querer você.

Você que é o equilíbrio no meio de qualquer tempestade,
A mistura perfeita de doçura e autoridade,
Admiro a mulher que você se tornou, com tanto brio,
E a forma como preenche, com sua luz, o meu vazio.

Neste Dia da Mulher, meu amor, o que eu quero celebrar,
É o privilégio diário de poder te acompanhar,
Pois você não é apenas a mulher da minha vida,
É a minha melhor escolha, a minha paz merecida.

Que você se sinta gigante, como de fato você é,
Pela sua calma, sua doçura, sua graça e sua fé,
Obrigado por ser o meu porto nesse meu caminhar,
Por isso hoje, e em todos os dias da vida, eu vou te amar.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"O Alicerce e a Flor" (Poema)

(Às mulheres da minha família)

Em nossa mesa, em nossa história e no nosso lar,
Há uma força que não se explica, só se sente,
É o amor de mãe, que ensina a caminhar,
E é o brilho da esposa, que faz o meu presente contente.

Há a cumplicidade das minhas irmãs e o riso compartilhado,
A renovação que as minhas sobrinhas trazem no olhar,
E tem as minhas cunhadas, que a vida me deu de presente,
Somando carinho e ajudando a vida a avançar.

Mulheres que são raízes, troncos e flores,
Que seguram o mundo quando ele parece tremer,
Pintam nossos dias com as mais lindas cores,
E nos ensinam, com paciência, o que é viver.

Nesta família, vocês são o norte e a canção,
A doçura que cura e a coragem que guia,
Que guardemos cada uma em nosso coração,
Com gratidão profunda, hoje e todo dia.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

"O coração da nossa família, minha mãe" (Poema)

*Homenagem a mulher que de certa forma começou tudo.

A minha família é um jardim de raízes profundas,
Onde a força feminina é o que me fez crescer,
Tudo começou no colo e na luz da minha mãe,
Parte de um exemplo que nos fez florescer.

Anos depois ao meu lado, a esposa é o porto e a parceria, Construindo o agora com amor e devoção,
Enquanto o riso das minhas irmãs traz a doce nostalgia,
De quem partilha o sangue e a mesma direção.

Hoje olho para as filhas, minhas sobrinhas e vejo o futuro,
Que logo serão pura alegria e luz,
Me recordo das cunhadas, que se tornam o laço seguro,
Pois a amizade sincera delas é o que me conduz.

Sejam as que chegaram agora ou as que já são história,
Cada uma de vocês, mulheres são um pilar de coragem e fé, Guardo em cada abraço as nossas memórias,
E é um privilégio serem quem são, pelo que cada uma é.

Vocês são o norte, o abrigo e a canção,
O coração que mantém nossa família unida,
Fica aqui minha eterna e maior gratidão,
Às grandes mulheres que dão sentido à minha e a nossa vida.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026