
Mas na vida real, muitas vezes tive que juntar os cacos do coração por causa deste tal de amor, que muitas vezes é tão frágil que se quebra muito fácil, por isso nesse meu silêncio amargo, decidi perdoar os erros que ainda posso fazer por amar demais.
Porém, a criança em mim ainda acredita que o amor pode transformar tudo, é por isto que as vezes ele me chamava frequentemente, porque como aprendi, o amor é quase como uma mãe que me cerca e me protege.
Talvez tenha roubado esse sangue que não devia ser compartilhado, mas foi assim que aprendi a amar, sabendo que não importa os tombos que o amor possa me dar.
Assim tento descrever esse sentimento nos poemas que componho, mas ao fim das palavras e dos sonhos, o tal do amor me faz lembrar da vontade de gritar; 'Te amo, Te amo!'.
Mas sei lá, me sinto como um tolo, como um soldado que acredita ter vencido a guerra, quando na verdade perdeu sua batalha, me sinto como um astro do cinema que achou que tinha amado a mocinha do filme, mas que se esquece que no final do longa metragem, tudo que resta é o que aparece na legenda ao final do filme; 'The End', e então o 'Te amo' desaparece ao acender das luzes na plateia.
Como um lobo, um rei, um homem que nem sei se sou, tento buscar, ainda que na ilusão da vida, o 'Te amo assim!'
Tudo bem, confiei a ela todos os meus sorrisos, meus segredos, mesmo aqueles que só um irmão ou irmã, são os guardiões interior nessa casa de pedra chamada coração.
Desta maneira, queria poder dançar e ao mesmo tempo fazer a guerra, e depois com nossos corpos entrelaçados ao final de nos amar, fazermos as pazes e poder te dizer; 'Te amo, Te amo!'
®Jorge Bessa Simões
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