
Do qual nós todos somos, marionetes da sorte,
Sofro no íntimo em aparência fingida,
Mostrando alegria, enganando a vida e a morte.
Parece impossível que possa a um ser humano,
Ter tal valor, ou que possam achar tal tino,
Mas a falsa alegria cobre sempre um desengano,
Da vida, que em esconder me desatino.
Nem sei dizer ou expressar o que sinto por dentro,
Não quero, jamais, que outros por mim penem,
Mas escrevo o que sinto conforme o pensamento,
Vai me tangendo, e se as tristezas me oprimem,
Abro um falso sorriso alegre para que não se lembrem,
Que as mágoas guardadas no fundo do meu peito, ainda vivem.
®Jorge Bessa Simões
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