
O último dia para abraçar as pessoas amadas com aquele abraço que faz meu coração cantar para que o outro aprecie a vida com o mesmo entusiasmo de quem não guarda nenhuma mágoa e rancor, carinho ou ternura para depois.
O último dia para se fazer as pazes e desfazer todos os enganos, e quem sabe saborear com calma um ultimo banquete de carinho, e que as compreensões viessem espontaneamente do coração das pessoas, e viver o ultimo momento de amor como uma preciosidade genuína que a cada único respiro humano representa o Criador.
Talvez eu não perderia essa última chance para me presentear com os agrados que me nutrem, com as oportunidades para demonstrar o meu amor, viver meus sonhos e todos os meus desejos, expressando minha admiração a cada pessoa que conheço, olhar a beleza singular externa e interna, compartilhar meus conhecimentos e ensinar a como aprender com os próprios erros por mais duros que eles possam parecer.
Quem dera se chegando aos 70 anos, como agora estou chegando, eu pudesse viver a vida com toda a intensidade e me arrepender não do que foi feito, mas daquilo que deixei de fazer, não adiaria minhas delicadezas, não pouparia minha compreensão e principalmente não adiaria meu perdão, ainda que sejam poucos os que merecem isso de mim. Não desperdiçaria minha energia com perigos imaginários, e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.
Quem dera se chegando aos 70 anos, eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, até porque daqui a pouco é isso que pode me acontecer, e ai? Quem dera se...,
®Jorge Bessa Simões
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