
Muitas vezes mudados, desordenados e em sentidos inversos, que se, alguém os ler, assim como estão em posições trocadas, há de pensar que louco eu sou.
Quando nos versos falo, porque, se ainda agora pouco eu estava triste, chorando e de repente, a cantar, a rir, eis que o mundo inteiro abalo com minha euforia louca.
É insano se ficar pensando que sou triste mesmo, e se sou triste mesmo, a razão nunca me falta, muito embora, algumas vezes eu tenho uns acessos de alegria.
Pois toda a tristeza minha, é como o esmalte que as unhas esmalta com um falso brilho, e que se há de sempre renovar, com cuidado e esmero, quase que todos os dias.
E assim como as unhas, se quiserem ver minhas tristezas polidas, quem sabe as alegrias há de brilhar.
®Jorge Bessa Simões
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