
Para isso tínhamos que compreender que, sentir-se amado, era saber que ambos, acontecesse o que fosse, teríamos que aprender a perdoar certas coisas entre nós, já que ambos ainda não tínhamos a maturidade de um relacionamento a dois.
Assim se surgisse algumas discussões, que nossas palavras não fossem duras para não se transformarem em mágoas, e que elas não se tornassem munição na hora de alguns problemas no cotidiano da vida, e que ambos nos sentíssemos aceitos por inteiro.
Porque sentir-se amado, é saber respeitar a solidão um do outro quando isso fosse necessário, porém deveríamos saber que não existiriam assuntos proibidos, e que tudo poderia ser dito e compreendido por ambos.
Ao menos é assim que deveria ser, por isso caberia há nós dois encontrarmos o meio termo no nosso relacionamento a partir do momento em que confirmamos a nossa união, e assim mantermos sempre essa confiança.
Pois para nos sentir amado, era preciso saber que nos sentiríamos seguros um ao outro, para sermos exatamente como somos, respeitando a individualidade sem inventar um personagem para nossa relação, já que personagem nenhum se sustenta por muito tempo, e isso poderia ser um jogo perigoso para qualquer um nós.
E sentir-se amado, é saber que quem não ofega, suspira, não levanta a voz, fala, quem não concorda, escuta, é quem ama, ama de verdade, por isso te pedi naquela manhã seguinte ao nosso casamento, que, me escute meu amor: "Estou aprendendo te amar, assim como você a mim, mas saiba que te amo desde o primeiro dia em que a vi, e isso já não te diz tudo para se sentir amada?"
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário