terça-feira, 25 de novembro de 2025

*"Meu coração" (Poesia)

Faz muito tempo que amo uma pessoa,
(Acho que ela nem sabe?!)
Ou melhor, não sei dizer, mas creio que sim,
Nesse amor, culpa alguma me cabe,
Porque quero ama-la mesmo assim!.

Mas meu coração, (e nem ele sabe),
Se para ele é bom ou é ruim,
Até porque mesmo que eu me acabe,
O que ele, (meu coração sabe), é amar minha filha, assim!.

®Jorge Bessa Simões

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*"O amar" (Poesia)

O amar, eu sei é contraproducente,
Parece ser bom, mas traz muitas amarguras,
Também traz tristeza e muitas desventuras,
O amar, ah!. Faz muito mal para gente!

O amar é como ir pela tangente,
Onde no fim teremos dores futura,
Por isso então dentre todas as loucuras,
Amar, vou deixar de repente!

O amar também é contraproducente,
Porque pode e nos traz dores e amarguras,
Assim eu pergunto: "Porque é que a gente,
Mesmo sabendo que um dia, repentinamente,
Nos trará mágoas e tristezas futuras,
Contudo temo que amar, porque amor se sente!"

®Jorge Bessa Simões

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*"Amar demais" (Poesia)

Amar demais é uma grande e dura sina,
Que nos tortura e até nos mágoa,
Pois duro é o caminho que determina,
Se haveremos de sofrer à toa.

Pois sofrer por amar se transforma numa sina,
De quem assim como eu, à toa,
Ama sem saber o que determina,
O meu caminho porque sem amar, não se perdoa.

®Jorge Bessa Simões

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terça-feira, 18 de novembro de 2025

*"A menina que não estava aqui" (Poesia)

Ela não estava mais aqui, nas coisas a mexer,
Ela não estava aqui, a brincar,
Ela não estava aqui, achei que iria morrer,
Ela não estava aqui, e me pus a chorar,
Ela não estava aqui, e comecei a sofrer.

Sem ela aqui, já não consigo cantar,
Sem ela aqui, nem queria viver,
Sem ela aqui, sinto a vida acabar,
Sem ela aqui, estou sempre a me preocupar,
Sem ela aqui, ficou um vazio a preencher,
Sem ela aqui, é uma menina que nunca deixei de amar.

®Jorge Bessa Simões

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*"Poesia" (Poesia)

Afinal, o que é poesia? Onde encontrá-la?
No amor, numa flor se abrindo?
De que modo poderia explicá-la?
Como gostaria de ver alguém por ela sorrindo.

Se outra explicação existe, vou achá-la,
Ou será que a explicação estaria se resumindo,
No sol que dá sua luz a lua para iluminá-la,
Ou no inverno da primavera se despedindo?

Poesia, como explicá-la,
Nisso meu coração tem se haurindo?
Eu desisto! Por um sorriso vou ignorá-la,
Porque poesia e isso ai, ver alguém sorrindo!

®Jorge Bessa Simões

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*"Com a poesia" (Poesia)

Com a poesia eu canto, choro, sofro e rio,
Chego até ser tocado pelo desvario,
Danço como um doido sem pensar,
No espanto que aos outros isso possa causar.

Eu sou assim, como disse loucamente,
Agindo conforme a hora, espontaneamente,
Se não gosto de algo, me rebelo,
Se gosto azar meu, por ela me apego.

No fim das contas para que me apegar,
Em cuidados e apreensões se inutilmente,
Eu bem sei que o meu tempo vai passar,
E no fim, só amarguras vai restar somente.

®Jorge Bessa Simões

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*"Poesias e versos" (Poesia)

Poesias num caderno encerradas,
Esquecidas e empoeiradas,
Ninguém as lerá, estão esquecidas,
Em páginas amareladas e enegrecidas.

Versos grafados, poesias abandonadas,
Em outros cadernos, enclausuradas,
Falam de coisas no coração sentidas,
Falam de coisas acontecidas.

Dizem coisas do coração sentidos,
Mostram sonhos vividos e esquecidos,
Devaneios muitos e amores perdidos,
Sentimentos tantos, mas por poucos vividos.

Poesias e versos entre capas do caderno guardadas,
Para não serem lidas jazem ignoradas,
Não tocaram corações e nem sentidas,
Poesias escritas para nunca serem lidas.

®Jorge Bessa Simões

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*"Cuidador de um idoso" (Crônica da Vida)

Em toda minha vida jamais imaginei que um dia seria cuidador de um idoso, aliás, nunca havia pensado nisso. Muito embora já tenha cuidado de alguns idosos nos últimos anos.
Cada um deles me deixaram lições que nunca mais esqueci, até passar por uma experiência, cuidando de um idoso que fez e faz parte da minha história recente.
Por alguns anos trabalhamos juntos na estrada, ele também fez parte do meu crescimento espiritual, e depois que voltei para a cidade onde ele mora, passei a acompanhá-lo ao saber que por causa da sua idade, enfrentava problemas de saúde, e foi assim que vim ser seu cuidador.
Até que dias desses, num domingo, após preparar seu almoço o chamei para sentar-se à mesa e fazer sua oração, mas após isso, ele desabou por um motivo que eu nunca esperava.
E pensar que como cuidador de idoso, muitas vezes temos que nos acostumar a um certo ritmo, que não é mais o nosso, e dele. Ainda mais por acompanhá-lo dia e noite.
Nos casos das refeições, são momentos que vêm e vão, acontecem muitas conversas que ajudam a passar os dias, até antes de colocá-lo para ir dormir, e assim nossos dias vão se misturando um ao outro, já por algum tempo, e há momentos que ficam comigo.
Foi assim dia desses quando aconteceu um momento que nunca vou me esquecer, estava cumprindo com minha rotina habitual, o havia acordado bem cedo, lhe servido o café e logo fui preparar seu almoço.
Nesse dia, esse idoso que cuido, estava sentado sozinho perto da porta da sala para se aquecer no sol da manhã, ele pareceu-me estar ainda mais cansado do que o normal, talvez pelo peso da idade que avança, mas enfim, não pensei muito sobre isso.
Mas assim que seu almoço ficou pronto o chamei para almoçar, lentamente agarrado ao seu andador ele se achegou a mesa e após sentar-se na cadeira, desejei-lhe uma boa refeição, como sempre faço.
Porém, de repente, ele simplesmente congelou, olhando para a comida, seu rosto desabou e ele começou a chorar.
No começo, entrei em pânico, pensando que havia algo errado com a refeição ou que tivesse feito algo que o magoasse, perguntei a ele se estava bem, levou um minuto, que pareceu uma eternidade, até ele conseguir recuperar o fôlego.
Então ele balançou a cabeça, e conseguiu esboçar um pequeno sorriso através das suas lágrimas e me disse: "Não, não é a comida. É só que, você me fez lembrar da minha esposa. Ela costumava me trazer minha refeição favorita todo domingo, mesmo quando estava cansada. E faz anos que ninguém cuida de mim assim. Que o Verdadeiro Deus te abençoe muito, e obrigado por tudo que você me tem feito nesses últimos dias"
Essa minha experiência, não é sobre o prato preferido, é sobre sermos lembrados quando formos idosos.

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

*"Porque?!..." (Poesia)

Porque me fiz poeta nesta vida,
E faço versos mesmo estando mudo?!.
Porque minha alma no espaço está perdida,
Se meu temperamento é bruto?!...
Porque?. Diga-me porque minha querida!.

Porque enfrento com ardor a quase tudo?!.
Porque travo a luta mais ruim,
No meu sonhar, no meu viver, no meu mundo?!.

Porque cantam as flores,
Quando ao vê-las, dança o colibri,
E quando o vejo brincando com as flores,
Em minha mente vem você?!.

Porque confidencio com as estrelas,
Na madrugada fria, porque?!.
Se ao pesar tais coisas, ao dizê-las,
Meu coração responde: Por você?!.

®Jorge Bessa Simões

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*"Meu coração" (Poesia)

Meu coração já não me permite mais,
Que eu acredite,
Em tudo que me prometem,
Pois ando confundido torpemente.

Meu coração já não me permite mais,
Que eu seja vilipendiado por mentiras,
Ou farsas que me mostram claramente,
O simples retrato de "quem usa, cuida".

Meu coração já não me permite mais,
Crer em promessas repetidas vezes,
E ser sempre explorado,
Pela chantagem de um momento apenas.

Meu coração já não me permite mais,
A ingratidão dos que não me querem,
E tentam me destruir ferozmente,
Para que eu desça a escala mais infame.

Meu coração agora, se é que existe!...
Só se permitirá abrir a gratidão, a empatia,
A compreensão, ao carinho e o amor,
E aos que o reconhecerem simplesmente...,

Do que ele é, e sempre há de ser!...

®Jorge Bessa Simões

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