sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

*"Respeitar os limites" (Crônica da Vida)

Já vi muitos amanhecer, tanto quanto os anoitecer, tive momentos inesquecíveis nessa vida, tantos sonhos, abraços e carinhos, porém a minha vida tem mudado muito.
Parece que aquela alegria do passado está se acabando, tudo parece estar errado, com isso não tenho conseguido fazer parte da vida de certas pessoas tanto quanto gostaria.
Já reclamei, mas nunca quis chamar a atenção só para mim, tampouco me tornar ignorado ou odiado, porém para certas perguntas nunca consegui as respostas.
Afinal, será que só sou eu o errado sempre pra merecer tudo isso? Será que querer colocar limites para se poder conviver com respeito, me faz ser alguém indesejável?
Em breve tudo isso mudará, logo não sentirei mais o amanhecer ou o anoitecer, e tudo que me restará será a solidão em meu coração, sinto que não terei mais os abraços e carinho daqueles que um dia tanto amei, pois além da distância do agora, logo, não me farei presente em suas vidas.
E em mim persiste uma grande desilusão; "Será que errei tanto na minha maneira de ser ou como os amei?"
Sei que vou continuar sofrendo e logo não farei mais parte da vida de ninguém, só me resta um consolo, tudo que fiz ou faço é por que tentei e tento ser diferente, até me maltratei para não ser por ninguém ignorado.
Mas que culpa tenho se tudo com que sonhei, me revela agora, que nem todos estão ao alcance do meu coração de verdade, com tudo isso me restou um aprendizado.
"Nem todos entendem os sentimentos que nunca sentiu, pois só é capaz de senti-lo quem realmente os mereceu."
Por isso daqui para frente, não vou mais chorar, reclamar, tampouco me maltratar, o que vou fazer é viver o tempo que me resta amando aos que souberem conviver ao meu lado, mesmo sabendo que entre alguns nada mudará.
Enfim, o jeito é por um ponto final ou inicial, se quiserem seguir em frente sabendo respeitar os limites.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Olhos verdes, meus verdes olhos" (Poema)

Olhos verdes, tão verdes quanto duas esmeraldas que me acompanham por longos anos dos quais venho fazendo minha busca a felicidade.
Porém os anos vieram sem piedade e trouxeram com eles o peso de uma vida inteira.
Olhos verdes que trazem uma certa tristeza, um pesar dos últimos tempos que o fazem chorar, mesmo querendo sorrir, pois tudo que queriam era apenas ver a felicidade.
Olhos verdes que se perdem ou se encontram em meio a muitos sonhos, são dois olhos em meio um mar de rostos, os únicos que são capazes de perceber o meu sentimento.
Olhos verdes meus que são devotos ao amor, tanto que são esses olhos que mesmo estando longe dos que ama, num simples piscar, são olhos que sentem tantas saudades.
Olhos verdes que trazem saudades ocultas de uma felicidade não descrita, e de um amor perpétuo escondido capaz de vencer até mesmo meu coração.
Com meus verdes olhos verdes, não sou capaz de me esquecer que eles pedem amor daqueles que sabem amar a vida.
Olhos verdes que procuram e não encontram, que não tocam a incompreensão que tem me acompanhado nessa procura sem fim nesse mar de rostos, a felicidade, porém ela não veio e talvez nem chegará.
Assim esses verdes olhos verdes só sabem chorar, e minhas lágrimas que antes não tinham cores, agora choram lágrimas cinzas, e elas caem sobre meu corpo tão pesadas que quando descem pelo meu rosto e escorrem pelo meu peito, ouço elas se quebrando ao chão.
Olhos verdes, me acompanhem mais uma vez nessa jornada difícil, já que num breve momento podem perder o brilho dos meus verdes olhos.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Tristeza nos meus verdes olhos" (Poema)

As lágrimas que descem pelo meu rosto e molham o meu coração, é por causa da imensa tristeza que sinto por saber das perdas que tive e tenho na vida.
Daqueles que já se foram e dos que nem puderam começar suas vidas ao lado dos que amamos, e daqueles que se perdem de mim por causa das suas escolhas, já que não me querem por perto em suas vidas.
É uma tristeza que torna ainda mais vazio o meu peito, e embaça a alegria e a esperança que trago em meus verdes olhos verdes.
Que essa minha tristeza logo se transforme em bençãos para que, quem sabe um dia possa viver em extrema felicidade, já que nesse momento tudo que trago no olhar, é a tristeza nos meus verdes olhos.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Na minha maluquez" (Poema)

Tenho consciência do livre arbítrio e de pensar como quero, direito de querer o meu próprio bem e impor ao meu mundo interior tudo aquilo que quiser, por isso busco me sintonizar com o melhor de mim.
Acredito na paz como mensagem de ordem e equilíbrio, por isso deixo fluir na minha consciência, "Eu posso!", para estar em paz comigo mesmo principalmente, e impor essa paz é praticar o meu poder pessoal.
O melhor para mim é um grande sorriso no rosto, e a felicidade a que tenho direito me faz mostrar o que há de melhor em mim.
Sinto que não há fronteiras e nem barreiras para mim, embora nessa altura da vida sinta que o limite é uma imposição que colocam à minha frente.
Sou livre para deixar qualquer pensamento, sentimento ou hábito negativo longe de mim, embora as vezes me decepcione com as pessoas tanto quanto posso decepciona-las também.
Porém estou aberto para o melhor, tento manter minha mente sempre aberta, ainda que eu seja julgado muito por ser assim, mas é nesse momento que desperto.
Procuro a inspiração ao longo do meu dia onde a luz possa irradiar o meu aperfeiçoamento, posso sim fazer o que for melhor para mim e para os outros, se deixarem, ou melhor se quiserem.
Quero despertar o meu espírito e viver nele, ter a satisfação de ser eu mesmo não o que querem que eu seja, sei que sou original e único.
O melhor de mim está ao meu favor embora para muitos eu seja um tanto quanto "maluco", mas como diria a estrofe de uma certa música,
"Que a minha loucura seja um dia perdoada."
Sou uma pessoa que vive em completa transformação enquanto ainda possa viver ou estar vivo, sinto que posso estar no meu melhor, ao menos acredito nisso.
Talvez por isso ainda estou consciente de mim, mesmo sabendo que vou vivendo só na minha maluquez.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

*"Rascunho, in noturno" (Poema)

Andando, rascunho nesse momento,
Na solidão noturna, triste e sombria,
Esses versos que me vieram ao pensamento.

Vagando pelas ruas em meio ao movimento,
Atravesso a noite que vai se tornando fria,
E sem olhar o farol do cruzamento,
Nem percebi quando um carro, brecando no asfalto chia!

Continuo sem ligar para o acontecimento,
E piso no passeio do outro lado, após a guia,
E continuo rascunhando antes que no esquecimento,
Se percam os versos que a minha mente envia.

Mas minha mente, tão dedicada ao sofrimento,
Me fez rascunhar uns versos que não devia,
E noite adentro em completo isolamento,
Rascunhava, sem nem mesmo saber o que escrevia!.

E varei a noite, a madrugada, e procurei o aquecimento,
Do sol que já nascia, pois frio sentia,
E olhei para o céu, olhei para o firmamento,
E dei graças a Deus pelo nascer de um novo dia!.

E graças mesmo porque com o aparecimento,
Do sol, rascunhando versos nem previa,
Que fosse aparecer após a noite, de repente,
Esse poema, reanimando meu ser que quase morria!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Tristeza" (Fraseando)

Tristeza de se ter alguém e de estar sozinho,
Tristeza de querer ser alegre e triste sendo,
Tristeza de nunca chegar ao fim do caminho,
Tristeza de saber da morte e querer continuar vivendo,
Tristeza de está tristeza continuar sentindo,
Tristeza de se estar vivo e saber que logo estarei morrendo!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Raciocinando tristemente" (Poesia)

Se toda minha tristeza verdadeiramente,
Eu contasse à alguém, acho literalmente,
Que essa pessoa choraria, condoída e copiosamente,
Porque, tristeza igual, nem casualmente,
Alguém jamais teve, e tão constantemente!.

Mas, contando em versos, assim, mudamente,
Só em poesia, pouco dizendo graficamente,
Ninguém chorará, exceto eu, naturalmente,
Porque, se chorasse como eu, pungentemente,
Acabaria como eu, muito tristemente!.

Então estive raciocinando muito calmamente,
Sobre as coisas que me acontecem geralmente,
Procurando compreender, racionalmente,
Entendi que a solução era inexistente!.

Fiquei perdido no nada, completamente,
Procurando coisas, mas indiferentemente,
Até que acabei achando, isoladamente,
Sem ter resposta alguma, coerentemente!.

Parti então para outra, paulatinamente,
Procurando esquecer, muito gradativamente,
De tudo que eu havia pensado, e totalmente,
Sem querer, comecei a raciocinar tudo novamente!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Minha caminhada" (Poesia)

Ao longa da estrada já percorrida,
Paro indeciso, tristonho, perdido, fico parado,
Olhando para o nada, cismando na vida,
De continuar e quase desanimado.

Tão longo é o caminho,
Que não sei onde é o fim,
Fico aturdido, cansado, vencido,
Não sei o que decidir e porque fico assim.

Fico como uma ave sem ninho,
Buscando o caminho que devo seguir,
Afinal, essa é a minha caminhada.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Tudo tem um fim" (Fraseando)

Dizem que na vida, tudo tem um fim,
Que tudo termina, tudo desaparece,
Mas não essa amargura que vive em mim,
Em vez dela acabar, mais ela cresce!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Como vem do coração" (Poesia)

Versos com palavras colocadas,
Não sou muito disso, não!.
Poucas vezes me sirvo de palavras rascunhadas,
Pois gosto de escrevê-las como vem do coração!.

Por isso faço versos em noites enluaradas,
Estando na cidade ou no sertão,
As palavras nos meus versos usadas,
Só as escrevo como vem do coração!.

E como vem do coração, as palavras,
As escrevo exatamente como elas são,
Vez ou outra, embora solapadas,
Na verdade, são para encurtar os versos ou a oração!.

E assim como um poeta, as escrevo como vem do coração....

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Inexplicável" (Poesia)

Eu ia, mas não sei para onde iria indo,
Mas voltei, sem o porque saber,
Vontade tive de chorar, mas rindo,
De repente, me vi, e sem querer!.

Rindo, porque?. Me pergunto,
Se a vontade que tenho é chorar!.
Chorar?. Também?. Porque ou qual assunto?.
Eis que me vi surpreso a perguntar!.

Afinal, estava indo, não sei para onde,
Com alguma coisa a me preocupar,
Voltei rindo!?. Quem me responde?.
O que estas coisas tanto me faz mudar?.

Inexplicável...

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

*"Não tenho a intenção" (Crônica da Vida)

Como autor de textos, poemas, poesias, crônicas pessoais ou pensamentos, não tenho a intenção de fazer ninguém tropeçar pelo que escrevo ou publico, já que nem tudo que escrevo significa que estou sentindo e nem tudo que sinto vou escrever aqui.
Contudo entendam que o que escrevo são memórias de momentos vividos e expostos de uma forma poetizada, minimizando certas passagens doloridas em que elas se baseiam, por isso gostaria que todos conseguissem ou ao menos tentassem compreender o que escrevo, não só entender.
Porém sei que infelizmente alguns por não compreenderem o que escrevo, acabam comentando que minhas palavras causam tropeço para certas pessoas.
Me desculpem!. Jamais tive essa intenção, afinal, tudo é uma questão de compreender as palavras, assim como imagem que as ilustram, já que procuro ser bem seletivo nesse detalhe também.
Desta forma não posso desistir desde meu dom, só porque existem pessoas que não compreendem nem a si mesmas.
Assim enquanto minha consciência permitir, pretendo continuar escrevendo minhas memórias de forma poéticas, vou tentar sempre respeitar a minha consciência e a de outros.
Para isto, periodicamente farei uma criteriosa revisão dos conteúdos escritos e os que pretendo escrever, tomando os devidos cuidados nos textos a serem publicados, incluindo fotos que possam ilustrar minhas postagens.
Lembrando porém que, se houver algum equívoco ou alguma semelhança com textos já conhecidos, isto terá sido apenas mera coincidência, ou porque podem ter sido baseados em textos de autoria desconhecida.
Grato pela compreensão de todos que acompanham minhas postagens neste Blog Pessoal, assim como aos que as compreenderem ou entenderem, sintam-se a vontade para compartilhá-las, lembrando sempre de manter todos os créditos autorais.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Memórias Poéticas" (Editorial 1/26)

Entre os conteúdos escritos guardados em minhas memórias e empoeiradas nas prateleiras da minha escrivaninha, estão poesias e poemas em papéis rabiscados a tempos desde a minha infância, juventude e muitos no transcorrer da minha vida até aqui sobre o que estou vivendo, são palavras mais que sentidas ou vividas.
Por isso nestes textos memoriais e poéticos procuro me colocar como autor dos acontecimentos que ocorreram ou ocorrem a minha volta, onde procuro expressar a realidade e a essência dos fatos ou suas inspirações, não como sendo a mais pura das verdades, já que são baseadas na minha realidade, onde elas se misturam com as alegrias e tristezas, ilusões, amor, carinho e a dor da saudade, condições que as vezes me afeta no coração e na alma, que entra no mais profundo do meu ser, sem pedir licença.
Neste Blog Pessoal, procuro através de cada palavra, frases, versos e mensagens fazer com que quem ao ler se identifique em algum momento, levando assim à uma reflexão, e quem sabe, estimular o poder da transformação que existe dentro de cada um de nós.
Ninguém é obrigado a concordar com os contextos explícitos nas palavras escritas, por isso espero que se não souber compreender as palavras, que ao menos respeitem o conteúdo, assim como os créditos autorais, em especial no caso de compartilhamento das publicações deste blog, isso é muito importante.
*Lembrando também que alguns conteúdos podem ser baseados em textos de autoria desconhecida.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

*"Inspiração" (Poesia)

Estava alguns versos tristes escrevendo,
Pensando, e quem pode saber em quem?.
Mentalmente uma imagem estava vendo,
De quem?. Somente eu sei, mais ninguém!.

Aflito tapei os olhos só para não ver,
Qual o tamanho da tristeza que descrevi,
Mas ao abri-lo queria poder esquecer,
A tristeza que eu sentia, sinto e senti!.

São versos tristes que escrevendo estive,
Pensando em quem?. Só meu Deus sabe!.
Ah inspiração, porque não a contive,
Se a tristeza estava pela metade?.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"O caminho dos sonhos" (Poema)

Para onde vai?. Alguém me perguntou.
Para onde vou?. Vou ao caminho dos sonhos, ao caminho das lidas amargas e sofridas.
Não te convido porque esse caminho muitas vezes é tristonho, esse caminho em que ando e cheio de mágoas, cheio de espinhos, é um caminho pelos quais você não irá querer andar.
Porque é um caminho cheio de prantos, gemidos muitos!.
Dizem que é um caminho cheio de sonhos, mas quem por ele for andar, acredite, nunca mais irá querer sonhar!

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

domingo, 25 de janeiro de 2026

*"Pensando..." (Poesia)

São tantos versos que fiz,
Nas coisas da vida pensando,
E nas coisas que a vida não diz,
Que aos poucos vai me matando.

E as vezes pensando me ponho,
No segredo que a morte encerra,
Que penso que ao morrer será como um sonho,
Que muitas vezes sonho debaixo da terra.

Sei lá! Só estou pensando...

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Pensando bem..." (Poesia)

Pensando bem no que estava pensando,
Confesso que me esqueci completamente,
Se era sobre uma inspiração que estava procurando,
E que não fosse da tristeza que sentia ou algo bem diferente?.

Pensando bem, será que pensando estava,
Em alguma coisa que valesse a pena pensar,
Ou será que não pensava, mas o tempo é que passava,
Sem que a tristeza pudesse dispensar?.

Pensando um pouquinho mais, ou melhor, pensando bem,
Nem vale a pena pensar, pois mágoas irá trazer,
Fora as coisas que esse coração há tempos sofrendo vem.

Pensando bem...,
Vou deixar de pensar um pouco no que pensei,
Porque versos nenhum, afinal, disso vou fazer,
E no fim das contas no que pensava, não sei!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026

*"Nosso coração" (Poesia)

O coração da gente é cego, não vê nada,
Apenas sente, ama ou pode odiar,
Tanto pulsa por amor em louca disparada,
Como por uma emoção alegre ou triste pode parar.

O coração não distingui o que é feio ou belo,
Para ele as cores que existem são resumidas,
Em duas, rosa quando ama ou amarelo,
A cor das esperanças perdidas.

É surdo também, não ouve as razões, só sente,
Se é feliz, bate depressa, senão compassado,
Não vê, nem ouve nada, somente pressente,
As vezes se engana, se ressente da felicidade,
Vem amarguras ou pressente o que não havia esperado,
E fora outros enganos, acaba roído pela saudade.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Dilema do coração" (Poesia)

Minha mente de ti me afasta,
Porém a saudade a ti me achega,
E minha alma se desgasta,
Pois o coração a ti se aconchega!.

Meu pensamento fica indeciso,
E o que fazer nem me aconselha,
Se de ti me afasto perco o juízo,
Se me achego acende a centelha!.

Não sei mais o que faço!.
Atendo a mente, meu coração ou minha alma?.
É neste dilema que me embaraço,
E meu coração não se acalma!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Pobre coração" (Poesia)

Do meu coração, assim como de um pecado,
Quis me esquecer e quem em mim ele vivia,
Fui com ele a um lugar ignorado,
De todos, e lá o deixei enquanto sofria.

Mas eis porém que, pouquinho caminhando,
Eu havia, talvez nem andava, corria,
Quando grande pena dele tive, pobre coitado,
Pensei; Sem mim como se arranjaria?

Parei no meio do caminho e amargurado,
Continuei pensando; Volto ou prossigo?
Pobre coração, pensei, lá sozinho abandonado,
Como haverá de viver, sem estar comigo?

O que fiz, depois de ter pensado?
O que devia? Voltei triste e arrependido,
E lá, no mesmo lugar onde o havia deixado,
Me agarrei a ele como se o tivesse perdido.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

*"Entardecer" (Poema)

Ao entardecer, finda o dia e a noite vem chegando e de repente, fico triste, pensando melancolicamente nas coisas que passaram.
E o tempo foi levando, como sempre faz com tudo, menos com a mágoa e a tristeza, com amargura e a saudade indiferentemente.
Ao entardecer o sol se põe e assim vai o dia terminando, e de repente fico triste recordando, pensativamente nas coisas que no tempo, uma a uma foram passando.
Nesse tempo que a tudo leva, menos a mágoa, menos a tristeza, menos a amargura e menos a saudade.
E assim o dia entardece a tudo indiferentemente....

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Quem disser" (Poema)

Quem disser que não falei das flores nas poesias ou poemas que escrevi,
Quem disser que não falei de amores ou tampouco das coisas que já senti,
Quem disser que não falei das dores que a danada da saudade deixou de ti,
Quem disser que do Verdadeiro Deus os primores dele nada me disse e nada descrevi,
De mim nada ouviu senão rumores e tampouco soube que vivi!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Saudades de voltar" (Poesia)

Não sei porque a saudade o meu peito invade,
De saudades de voltar...,

Voltar para onde? Não sei!.
Só sei que no tempo fiquei,
Com saudades de voltar...,

Voltar para a morte, para a vida,
Para a saudade sentida,
De saudades de voltar...,

Voltar no tempo, no nada,
Naquela eterna parada,
Onde estive a meditar...,

Não sei porque a saudade,
Esse meu peito invade,
De saudades de voltar...,

Voltar para onde parei,
Para os lugares que amei,
Ou que vivo com elas a sonhar...,

Voltar para a vida, para a morte,
Não tendo rumo e nem norte,
Só saudades de voltar...,

Voltar para onde estive,
Que em para não me contive,
Só saudades, saudades de voltar e voltar....

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Os olhos da mulher amada" (Poesia)

Os olhos da mulher amada, estranhos e profundos,
De mágoas eram tão cheios e muito tristonhos,
Os olhos da mulher amada, promessas de um novo mundo,
Lampejos de risos e povoados de sonhos!.

Os olhos da mulher amada, poderiam se traduzir em carinhos,
Saudades, doçuras ou amarguras,
As vezes revelava das rosas os cruentos espinhos,
Alegravam a vida mas demonstravam os revezes!.

Os olhos da mulher amada, profundos e estranhos,
Vê-los traduziam a mim ternura e se tornaram cheios de encantos,
Sorriram ao ver o verde dos meus olhos,
E como brilharam aqueles olhos castanhos!.

E feliz sou eu que vivo para esses olhos olhando,
Pois das mágoas me esqueço,
E nem me lembro dos prantos,
Que os olhos do mundo veem por ai derramando!.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

"Quando é preciso desapegar de alguém?" (Crônica da Vida)

Tem certos momentos na vida que é preciso aprender a nos desapegar de certas coisas, e até de algumas pessoas para aliviar nosso emocional, nossos sentimentos e nosso físico.
Assim quando for preciso desapegar de uma pessoa, por mais que gostemos dela, mas que não tem a mesma reciprocidade de sentimentos com a gente, isso significa que podemos nos liberar de um vínculo emocional excessivo ou por vezes até prejudicial.
E sem se tornar indiferente; é preciso perder a dependência e a necessidade de controle, permitindo assim que nossa vida flua naturalmente, devemos focar no próprio bem-estar, reconhecendo que o fim de uma relação que já não apresenta um futuro melhor, ou manter a distância dessa relação, não define o nosso valor.
A questão aqui não é ser frio, mas sim nos amar de forma saudável, sem sofrimentos ou expectativas que nos prendam, é como a água que flui sem se tornar gelo. Simples assim!
Ao menos por um bom tempo vai ser melhor para as duas partes, quem sabe depois de algum tempo tudo possa se ajeitar, certo?
Ou seja, as vezes é necessário nos desapegar até para salvaguardar a nossa dignidade, e não ficar nos sentindo como se fossemos um estorvo na vida de alguém ou vice e versa. Afinal, não dizem que "o tempo é o senhor de todas as coisas?".
Como diria Shakespeare; "A vida é uma experiência passageira, e o presente é muitas vezes o mais difícil, enquanto o passado e o futuro parecem melhores ou piores."
Quer dizer, "com o tempo, aprendemos a aceitar as derrotas, e a perdoar, desta forma devemos valorizar o que é essencial e a focar no hoje, pois o amanhã é incerto." É por isso que no momento seja melhor desapegar, até para a nossa sobrevivência.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

*"Ficar vulnerável" (Poema)

Quando fico vulnerável, isso me dá medo porque não sei fingir, não sei disfarçar as coisas que sinto, não sei esconder quando me entrego, já que não sei viver a vida pela metade, tudo que vivo é intenso dentro de mim.
Procuro sempre manter minha alma transparente, já que tudo que sinto em meu coração é barulhento, meus sentimentos não usam armadura, se amo, amo por inteiro, se abraço, espero que sintam o calor do meu abraço, sou o mais sincero e verdadeiro que posso em tudo que digo ou faço, ou então não digo e não tomo atitudes.
Baixar a guarda para mim é correr risco, mas as vezes é também permitir que algo bonito aconteça, como pode não acontecer, mas não depende só de mim, certas coisas na vida.
Por isso preciso ter coragem para deixar que os outros me enxerguem exatamente como sou, ou seja, no final, a minha vulnerabilidade nada mais é do que a minha coragem vestida de medo.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

*"Dias de bolor" (Poema)

As vezes o pranto embarga minha voz, as emoções em meu íntimo se confundem desordenando meu coração deixando-o sem rumo, as palavras ganham e perdem muito do seu significado.
E assim quase nada mais transmito, apenas trago em meu rosto traços lamuriento e minhas lágrimas caem, já não me consolam, e esse pranteio me faz perder a paz.
A vida apesar de tantos anos, parece muitas vezes perder seus encantos que as vezes acredito que o amor dentro de mim se esvai a cada dia, e em meio aos desenganos e desencantos me agito por causa das desesperanças, a dor dilacera meu peito com a triste certeza de que perdi tudo que amei.
Como gostaria de alentar-me e acreditar que nada perdi, mas ai estaria para mim mesmo mentindo, pois muitos se perderam pelo caminho do meu tempo.
E a dor da perda ainda marca meu coração o suficiente pra me lembrar das cicatrizes que carrego, creio que essas marcas jamais se apagarão já que deixaram no meu calendário dias de bolor.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

*"Meu silêncio" (Crônica da Vida)

Queria poder dizer as coisas que estão presas em minha garganta, minha mente e no meu coração.
Dizer das minhas dores, decepções, mágoas, tristezas e minhas alegrias, porém tenho medo de dize-las.
Pois quando tento dizer o que sinto tudo é mal compreendido ou distorcido, dizem que são coisas que não importam mais ou que pertencem ao passado.
Mas como me libertar dessas palavras aprisionadas que me machucam e ferem? Como soltar esse meu grito abafado que não se contém mais em meu coração?
Sinto que meu peito vai explodir, gostaria de gritar a todos o que sinto, de romper essa barreira silenciosa que grita dentro de mim, sobre tudo que estou vivendo.
Esse silêncio é como uma adaga que atravessa meu coração e a dor causada por ela, é como a morte que me acompanha, não gostaria de guardar esse silêncio em meu coração.
Penso que se temos um passado porque nega-lo? Não dizem que o passado é o reflexo no presente e o espelho do futuro?
Então porque devo ficar nesse silêncio se tudo o que vivi até aqui, tristes ou alegres foram momentos únicos que creio foram bem vivenciados e que retratam tudo o que vai em minhas lembranças, porém poucos tem a coragem de expor pelos mesmos medos que sinto agora, entretanto não posso ficar refém desse meu silêncio.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"Depois de tantos anos" (Poema)

Mesmo depois de tantos anos, me encontro numa situação extrema entre escolher que me aceitem como sou e depender que enxuguem minhas lágrimas por causa dos julgamentos e incompreensões que afetam as coisas do meu dia a dia.
Quero crer que se for necessário mudar, não posso demorar muito para fazer isso, já que depois desses anos todos, sinto-me bem melhor que antes, pois estou conseguindo manter algo que não quero perder, a minha essência e a minha espiritualidade.
Minha essência no sentido de manter a minha capacidade de ser como sou, sem máscaras, ou de fazer tipos para ser aceito, só assim vejo a vida um pouco mais “cor de rosa”.
Minha espiritualidade no sentido de acreditar na vida, não agora, mas num futuro paraíso que logo será estabelecido na terra, desta forma, acredito que não virei “limão”, sou e continuo sendo doce, continuo a buscar o copo do conhecimento e da sabedoria, até porque nesse momento estou “meio cheio”, porém isso para mim depois das minhas mudanças já tem sido uma grande vitória, mesmo depois de tantos anos.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Extraída do Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

*"É nas crises que a vida seleciona as pessoas" (Crônicas da Vida)

Por muitos anos tenho percebido um fato interessante na vida, algo que chama muita atenção nas lições que a vida me dá, percebi que, "quando estava bem, todo mundo ficava comigo."
É verdade! Minha casa ficava cheia, a pia tinha louças para lavar, era conversa pra lá e pra cá e todos queriam ficar por perto ou estar comigo.
Mas, bastou o avançar da minha idade e outras coisas começarem, que nessa hora tenho percebido uma das lições mais doloridas da vida, em muitos momentos dá pra contar nos dedos os que ficam ao meu lado ou que me chamam pra qualquer momento juntos.
E quando isso acontece, acreditem, na maioria das vezes é só para cumprirem o protocolo de regras das boas maneiras para não serem apontados mais tarde, por terem me virado as costas.
Percebo que o que querem é sair bonitinhos nas fotos que mais tarde serão postadas em alguma rede social, fora isso, ninguém faz muita questão que eu apareça nas fotos, aliás, se for ver, já nem faço parte das fotos da família ultimamente, fica a impressão que não me querem por perto.
Percebo que ninguém quer saber como estou ou como me sinto, quase já nem levam a sério o que digo, aliás dizem que minhas palavras são antigas demais para que deem crédito, que dirá ouvir meus choros ou saber dos meus problemas, a maioria sequer perde tempo pra me ajudar, até porque, os problemas são meus, eu que me vire!
E depois que culpa tem se sou eu que estou ficando velho! É então que começo a entender que só quem é por mim neste mundo, sou eu mesmo!
Por isso não tem como não me decepcionar depois de tudo que fiz na vida, sei que posso passar por alguma crise por causa de alguns problemas ou dificuldades até mesmo pelo avançar da minha idade, embora eu saiba que a vida seja assim mesmo.
Até porque daqui para frente não tem mais como conseguir superar minhas crises e tudo voltar ao normal, afinal a velhice está batendo a minha porta, tenho a certeza, que essa será a mais dura lição que a vida irá me dar, antes da minha partida.
Sinto que não sei o que poderá me acontecer se por acaso precisar depender da família, ou depender de certas pessoas a minha volta, até mesmo daqueles que dizem ser meus amigos.
Por outro lado tenho aprendido nesses últimos anos que não são as dificuldades que me afastam da família, das pessoas ou dos amigos, na verdade, é a vida que está selecionando pra mim alguns pouco que poderão ficar ao meu lado, por isso não me esqueço, quando mais precisar, sinto que não terei muita ajuda, pois alguns me veem com um estorvo em muitos sentidos.
Me julgam por erros passados e acham que eu deveria ser o mais perfeito dos homens, embora todos erramos em atitudes e palavras a todo instante, percebo que muitos não compreendem o que é a empatia e o perdão, mas tudo bem!
Entendo que nesses momentos tenho que tentar ser forte, e acima de tudo, continuar lutando sozinho como sempre fiz desde a minha infância, e depois orar muito ao meu Verdadeiro Deus para que venha logo seu reino prometido aqui na terra, e que a sua misericórdia me permita fazer parte das suas promessas.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Extraída do Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

domingo, 4 de janeiro de 2026

"70 anos intensos" (Poema)

Dizem que por tudo que já vivi, sou uma pessoa muito intensa a tudo que me dedico, algumas vezes achei que isso era um defeito e que deveria mudar certas atitudes na vida.
Mas não tem jeito, continuo vivendo a vida intensamente, afinal, tudo que vivo é passageiro, hoje estou com vida, mas e amanhã?
Meu tempo tem passado tão rápido nesses 70 anos que nem sei se haverá o amanhã para mim!
E já que dizem que sou muito intenso ao que me dedico, tento ser o melhor esposo, pai, tio, sogro, avô, melhor irmão e amigo, mesmo que em algumas dessas relações não tenha futuro, até porque não tenho controle de tudo e algumas vezes posso e vão me decepcionar.
Porém quero continuar vivendo o meu melhor enquanto estiver aqui, dando o melhor de mim de forma sempre intensa, talvez até possa ser chato a vista de alguns, mas que posso fazer?
Afinal não é tudo isso que será lembrado quando eu vier deixar de existir?

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Extraída do Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"70 anos e minha vida tem pressa" (Crônica da Vida)

Me lembrando dos meus 70 anos, descubro que tenho menos tempo para viver daqui pra frente, do que já vivi até agora.
Na verdade ultimamente tenho me sentido como aquele garotinho que recebeu um pacote de doces; "o primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que eram poucos, começou a experimentá-los mais profundamente."
Por isso, não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que apesar da idade cronológica ainda não cresceram, meu tempo é muito curto para ficar discutindo sobre privilégios na vida ou posições sociais.
Na verdade o que sempre quis e ainda quero, é manter a minha essência, minha vida tem passado depressa demais, percebo que já estou sem muitos doces no pacote, por isso quero viver ao lado de pessoas humanas, aliás, pessoas muito humanas.
Aquelas que sabem rir dos seus erros e que que não se incham com seus triunfos ou conquistas, e que não se afastam das suas responsabilidades, quero viver ao lado de pessoas que defendem a dignidade humana e gostem de andar do lado da verdade e da honestidade, e que deixam como legado a essência do que faz a vida valer a pena.
Quero me cercar de pessoas que sabem tocar o coração das pessoas a sua volta, e que os golpes da vida os ensinaram a crescer com toques suaves na sua essência.
Sim, é por isso que estou com pressa..., pressa de viver com a mesma intensidade que só a maturidade pode me dar, é por isso que não pretendo desperdiçar nenhum dos doces que ainda me restam, tenho certeza de que eles serão mais deliciosos do que os que comi até agora.
Meu objetivo é chegar finalmente satisfeito ao fim do meu tempo e em paz com meus amores e com minha consciência, tenho duas vidas e a segunda começou quando percebi que só tenho mais uma oportunidade na segunda parte da vida, é só tenho esse restinho do tempo para ser feliz.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas - Copyright © 2026
®Direitos Autorais Reservados Lei 9.610/98

*Foto Extraída do Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Estou me tornando um empecilho aos 70 anos?" (Crônica da Vida)

Ainda outro dia eu era só uma criança correndo pelo quintal que existiam para se correr. Agora, parece que os ponteiros do relógio giram muito mais acelerados. Aceleram tanto que o tempo está passando rápido demais levando o que restou da minha juventude.
E assim vai se escoando meu tempo neste mundo, transformando meus sorrisos em fotos arquivadas em um celular ou no notebook, são muitas fotos e poucas molduras, são tantas saudades, porém poucas certezas.
O futuro de que tanto ouvi falar chegou, o garotinho que eu era e que sonhava com uma moto para viver minha liberdade, agora é de um homem que vive enclausurado num corpo envelhecido, amordaçado nas minhas próprias palavras que já não fazem sentido para quem as ouve, e preso entre quatro paredes.
Na verdade, estou me tornando um empecilho para muitos a minha volta, meus sonhos ficaram pelos caminhos dos anos.
Meus diplomas dizem muito pouco sobre mim e minhas verdades, mas quem sou eu, afinal? Motociclista de terno e sapato? Atleta de videogame? Cantor de chuveiro? Ator de aplicativo? Ou um empecilho num canto da casa? Sei lá?!.
Porém não era isso o que respondia quando um adulto me perguntava; "o que queria ser quando crescer?" Será que sonhei alto demais ou me faltou forças para conseguir? Será que acreditei tanto nas pessoas que esqueci de acreditar mais em mim? Sei lá?!
Acho que acordei meio nostálgico, de repente, veio um turbilhão de lembranças da criança que fui e que não queria crescer, por falar em sonhos, devia ter fugido para a Terra do Nunca quando tive a chance, mas a culpa não foi minha, foi do Peter Pan, planejei tantas vezes, até deixei a janela do meu quarto aberta, esperando a sombra dele aparecer, mas ele nunca veio me buscar.
Sei lá, vai ver que Peter Pan envelheceu também e casou-se com a Wendy, tiveram filhos, e arrumou um emprego como entregador de moto e agora dividem um apartamento de dois quartos num subúrbio de Londres. Quem sabe? Pode ser.
O que eu sei é que ele não apareceu e eu fiquei por aqui mesmo, acabei crescendo e não aprendi a voar, creio que só me resta ser um pirata, quem sabe o capitão Gancho me aceite em seu navio. Mas acho que nem para isso vai dar tempo, tudo passou depressa demais, já estou passando dos 70 anos, meu tempo pode se findar a qualquer momento.
Muitos me dizem que já não posso mais correr riscos, não tenho mais idade para sonhar, e tenho que aceitar as verdades dos outros porque as minhas já estão ultrapassadas, e o meu tempo pode ser cortado num piscar de olhos.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. ©Copyright 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Ontem faz 70 anos que vim ao mundo" (Crônica da Vida)

Muitas vezes ouço pessoas me dizerem que vivo o passado, que lembrar do passado é algo desnecessário, e outras tantas coisas, mas enfim, para mim o passado é só um espelho dos meus acertos e erros, e de tudo o que vivi.
Mas quando olho através desse espelho, não é para ficar me lamuriando do que foi e que não poderia ter sido, e nem do que poderia ter sido e não foi.
O passado é o reflexo de quem sou agora, e dos momentos que estou vivendo, por isso não preciso repeti-lo para mostrar quem posso ser no futuro, tudo faz parte de um aprendizado, ainda que carregue algumas cicatrizes de certas escolhas ou das imposições que a vida me deu.
Porém não voltaria um único dia na minha vida, ainda que lembranças boas não me faltem, assim não voltaria à minha infância, mesmo porque não sinto orgulho de mim, por ter me deixado acontecer certas coisas.
Mesmo tendo me sentido muito feliz no dia em que ganhei meu primeiro carrinho de brinquedo aos 6 anos de vida, depois me deram um velocípede que saí pedalando no primeiro minuto.
Também não voltaria à minha adolescência, mesmo me lembrando de quando fiz minhas primeiras viagens sozinho com umas amigas, e foi aí que aprendi um pouco mais sobre quem eu era, e sobre quem não era.
Não voltaria ao dia em que meus filhos nasceram, mesmo tendo a certeza absoluta que foram os dias mais felizes da minha vida, e foi uma felicidade inédita.
E depois experimentei um amor que nem sonhava que poderia ser tão intenso, até porque logo ouviria as palavras que tocariam meu coração para sempre; "Papai".
Não voltaria também ao dia de ontem, até porque ontem eu era mais jovem do que sou hoje, ontem era mais romântico do que hoje, ontem nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz 70 anos que vim ao mundo.
Por isso não tenho saudades de mim com menos cabelos brancos, não tenho saudades de mim mais sonhador.
Sendo assim, não voltaria no tempo, quer dizer ao passado, só para consertar meus erros, e não voltaria para a inocência que tinha, e que as vezes tenho ainda. Terei saudades da minha ingenuidade que nunca perdi?
Bem tudo que posso dizer nesse momento é que não tenho saudades nem de um minuto atrás, até porque tudo o que já fui um dia, ainda prossegue em mim agora nos meus 70 anos.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"70 anos que podem se findar" (Crônica da Vida)

Já se passaram tantos anos na minha vida, aliás, 70 anos, porém alguns meses não passam, parece que ficam lá parados no tempo pois não chegaram a solução de algumas situações mal resolvidas, e de vez em quando eles tentam se ajeitar, mas nada!.
Tem alguns desses meses que o melhor é ficar quieto, enquanto eles se estendem como sombras nos anos que passam, é como se eles olhassem para mim de lado, tipo me perguntando; "Você já entendeu alguma coisa?."
Já se passaram 70 anos desde que você tive que escolher um caminho a ser seguido de uma forma muito dura, se foi a escolha certa ou errada? Não sei! Ainda tento entender em qual esquina da vida me perdi ou fui roubado desde a minha infância por alguns que não me permitiram viver meus sonhos.
Desde que saí da vida de algumas pessoas, poucas entenderiam o verdadeiro motivo de tão dolorido que me era tomar tal decisão, porque no final não sei quem abandonou quem, tudo que sei é que, por medo e vergonha me afastei de quem mais amava na vida.
E nesses meus 70 anos ainda tento me livrar dessa versão desastrada, que tenta amar sem aos outros magoar, mas é difícil por causa da intransigência de uns poucos a minha volta, que por não tentar me compreender, me julgam de uma forma que desvalorizam todo meu esforço ao tentar fazer as coisas diferentes.
E assim os anos ficam colados à roupa, no ar, nas xícaras de café, onde deveria estar na boca para trazer paz e tranquilidade, mas que nada, parece que o vapor que sai do café insiste em desenhar a discórdia e a insensatez, não quero voltar aos sofrimentos passados, gostaria muito de viver o que resta dos meus anos de uma outra forma, tentando ser feliz, mas parece que não querem.
Também não quero viver este vazio tão educado, que bate à porta nos reencontros, só pra me lembrar, que não posso estar na vida daqueles que buscam se distanciar de mim por causa dos meus anos que avançam, por acharem que não mereço a chance de me redimir de alguns erros.
É estranho, sabe? Porque eu busco aprender a viver de forma diferente, desde que não fira minha consciência, mas parece que nem isso tem valia. Já tentei e tento, como que aprender uma nova linguagem para acompanhar o que falam nos dias de hoje, com sotaques tortos, mas tudo que consigo é ter que ficar em silêncio que traduzem as coisas melhor do que palavras.
E mesmo usando essa nova língua, me obrigam a continuar me pronunciando sozinho, como se não tivesse vida própria ou minhas memórias, mesmo depois te terem se passado 70 anos da minha vida.
Talvez por isso continuo descobrindo muitas coisas dentro de mim que não conhecia, aprendo a observar os lugares onde estou com muito cuidado, e de forma diferente, já não presto mais atenção a corpos, agora procuro enxergar atitudes e ouvir as palavras ditas para entender mais os ecos, talvez seja esse o meu tempo que chegou nos meus 70 anos que logo podem se findar.
Talvez é chegado uma maneira elegante de deixar de insistir naquilo que já não querem mais solução, afinal, eu tentei! Então que eu comece a compreender que a distância nem sempre é sinal de abandono, às vezes é apenas o modo mais honesto de continuar sendo quem sou e pronto.
Os anos tem passado, sim. E ainda assim, nos altos dos meus 70 anos tem dias que fico surpreso, olhando para trás, não para procurar respostas do que poderia ter sido e não foi, mas para verificar que o que já vivi existiu, que eu não sonhei com isso.
Que em algum momento, mesmo nesta minha história absurda, tentei ser verdadeiro, e isso, embora doa ou quem sabe mesmo que cure, ainda tenho o suficiente, porque se não acreditar nisso, logo os meus 70 anos podem se findar e eu não vivi até aqui em vão.
Quer me compreendam ou não, me aceitem ou não, penso que até mesmo ao me odiarem e não quererem a minha presença em suas vidas, lá no fundo ainda vão me amar, mesmo depois que os meus 70 anos se findar.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

sábado, 3 de janeiro de 2026

"Quando me for" (Poesia)

Sou o retrocesso dessa vida,
Ainda não nasci e ninguém me viu,
E se disso alguém duvida,
É porque nunca chorou e nem riu.

Sou o que não teve uma despedida,
E que voltou, mas que nunca partiu,
E por mais que tenha feito algo na vida,
Nada fiz, porque ninguém sentiu.

Talvez seja a lembrança mais querida,
Que em vida alguma nunca existiu,
Sou quem nada foi e serei a mais sentida,
Saudade que jamais alguém "curtiu".

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Será que...?" (Poesia)

Será que, depois que esse pai morrer,
Um dia irão de mim se lembrar?
Ou se esquecerão de que os amei em meu viver,
E não farão uma prece de amor ao orar?

Será que irão perceber,
Que esse pai perto não vai mais estar?
E de mim não vão se lembrar e vão me esquecer?
Será que se lembrarão que na minha vida louca, vivi pra os amar?

Será que quando dessa vida desaparecer,
E deixar de ao lado de cada um estar,
As minhas lembranças de suas memórias irá perecer?
E assim não serei lembrado que vivi para os amar?

Será que...?

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026
 

"Resolução" (Poesia)

Decidi não fazer mais nada,
A não ser escrever essas palavras para você saber,
Durante minha longa caminhada tive meus filhos,
E por um deles você se apaixonou e é amada,
Fiquei feliz pois senti que completaria nossas vidas ao aparecer!

Sim, você!
Que acreditava veio ser parte de uma felicidade,
A alvorada da caminhada em nossas vidas,
Que quase esteve para desaparecer.

Porém por alguns pontos de vista diferentes,
De um momento para o outro tudo se acabou,
E mesmo tentando ceder em alguns instantes,
Por não compreender minhas palavras as rejeitou.

Queria que tudo fosse diferente,
Que se sentisse amada como é por meu filho,
Mas por mais que tente você se faz distante,
E perto do fim do meu caminho...,

Sinto que você deseja que eu perca os dois,
Eu já não tenho mais nada o que tentar,
Pois você não consegue esquecer o que já foi,
Mesmo eu querendo os dois poder abraçar.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2026