
Na solidão noturna, triste e sombria,
Esses versos que me vieram ao pensamento.
Vagando pelas ruas em meio ao movimento,
Atravesso a noite que vai se tornando fria,
E sem olhar o farol do cruzamento,
Nem percebi quando um carro, brecando no asfalto chia!
Continuo sem ligar para o acontecimento,
E piso no passeio do outro lado, após a guia,
E continuo rascunhando antes que no esquecimento,
Se percam os versos que a minha mente envia.
Mas minha mente, tão dedicada ao sofrimento,
Me fez rascunhar uns versos que não devia,
E noite adentro em completo isolamento,
Rascunhava, sem nem mesmo saber o que escrevia!.
E varei a noite, a madrugada, e procurei o aquecimento,
Do sol que já nascia, pois frio sentia,
E olhei para o céu, olhei para o firmamento,
E dei graças a Deus pelo nascer de um novo dia!.
E graças mesmo porque com o aparecimento,
Do sol, rascunhando versos nem previa,
Que fosse aparecer após a noite, de repente,
Esse poema, reanimando meu ser que quase morria!.
®Jorge Bessa Simões
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