
Como pai, tive que aprender a lidar com o cansaço, quando meu corpo pedia uma pausa, depois de um dia, de uma semana puxada no trabalho, meus filhos precisavam de atenção, e mesmo cansado quantas vezes passei noites em claros jogando vídeo game com eles.
Outras vezes pegava o carro e os levava para passear em algum parque fazenda que tem na região onde moramos, para passear a cavalo, as vezes iamos num famoso lago perto da cidade para um piquenique em família e pescar um peixinho para assar, isso quando não saímos de bike pelas estradas empoiradas que marcaram nossa chegada por aqui para matar a lembrança.
Como pai, ainda assim tenho que conviver com a culpa, que muitas insiste em sussurrar nos ouvidos, que mesmo com tudo isso, nunca fiz o suficiente, mesmo enfrentando a exaustão, que parecia não ter fim nos dias mais pesados no início da semana.
Como pai, tive que encarar o medo, que surgia sempre que pensava no futuro deles, e em como proteger todos que tanto amava e amo, que fazem parte da minha família.
Como pai, tive que descobrir que, no meio de tudo isso, existia e ainda existe uma força que não sabia que tinha, uma força que nascia de quatro olhares que dependiam de mim, sem contar a mãe dos meus filhos, que sempre foi parte do meu suporte para enfrentar meus medos para conseguir chegar até aqui.
Como pai, apesar dos pesares, quando os vejo hoje todos encaminhados na vida, percebo nos seus sorrisos o quanto eles resgatam os momentos da infância, sinto em cada abraço um carinho e amor que sempre se renova.
Como pai, agora compreendo que paternidade é tudo isso que a vida me ensinou; "vulnerabilidade e potência, fraqueza e coragem, alegria e tristeza, dor e amor".
E mesmo com todas as marcas que ser pai me deixou, existe algo que sempre grita mais alto dentro de mim: Sim, sou pai.
®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)
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*Foto Produzida por I.A.
(*Baseada em Arquivo Pessoal)
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