domingo, 12 de julho de 2026

"Sou pai dos meus filhos e ponto final" (Crônica da Vida)

Como pai, um dia vi nascer meus filhos, cada um do seu jeito, para mim nunca houve diferenças entre eles, afinal, são todos meus filhos, por isso tentei os criar, ensinar e os educar da melhor maneira que podia, ainda que fossem diferentes entre si.
Na educação dos meus filhos posso ter exagerado, mas isso não foi negativo, o que queria era que aprendessem a viver e a conviver, por isso os instruía, dava-lhes proteção, mas não encobria seus erros, dentro do possível os ajudava, não os substituía, os abrigava quando precisavam, mas nunca os escondia, os amei desde seus nascimentos, mas não os reverenciei.
Quantas vezes os acompanhei dentro do possível, já que como pai tinha outras obrigações, nunca os levei por caminhos difíceis, e quando preciso lhes mostrei o perigo, nunca a ponto de os atemorizar, em especial procurei a se encontrarem nos caminhos que leva ao Verdadeiro Deus.
Sempre procurei mantê-los inclusos na minha vida, jamais tive a intenção de isolar qualquer um deles, mas quando tivemos que nos separar, acreditem, isso fazia parte dos ensinamentos, até porque sempre soube que não os criava para mim.
É por isso que alimento minhas esperanças de que possam me compreender e aprender com as lições que ensinei, que nunca as descartem, não exijo que meus filhos sejam os melhores, mas que possam dar sempre o melhor para serem o exemplo de como serem filhos de verdade.
Por isso que não os mimei, dentro do possível os rodeava com meu amor, quando pedia que eles estudassem era para que pudessem preparar seus caminhos, nunca tive a intenção de lhes fabricar um castelo, mas que aprendessem a viver com naturalidade.
Nunca lhes ensinei a serem o que não queriam, mas que fossem como queriam ser dentro do caminho da verdade e da paz espiritual.
Como pai, não lhes dediquei a vida para que fossem como eu, porém espero que vivam dentro daquilo que os ensinei, e mesmo que não tenham me compreendido, que ao menos possam olhar o caminho que lhes mostrei.
E se um dia finalmente a gaiola se quebrar, que não comprem outra, pois os ensinei para que aprendessem a viver sem portas, respeitando os limites da vida, e que compreendessem o significado do que é o amor entre pai e filhos e ponto final.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2026
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Imagem Gerada por IA Baseada em Arquivo Pessoal
©Todos os direitos reservados/2026
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário