terça-feira, 28 de novembro de 2023

"As Boas Novas do Reino a pregar" (Poesia)

Ao sairmos as ruas da cidade com muita fé,
Passamos por pontes e praças com árvores aos montão,
Na cidade relativamente calma caminhamos a pé,
Falando com as pessoas sobre alcançar no futuro ricas bençãos.

Olhando nas pontes e praças vemos crianças a brincar,
Ao redor estão seus pais a ampará-las,
Porém algumas vezes tudo se torna deserto,
Ficando somente nós e os pássaros com seu cantar.

Com minha companheira de fé por entre ruas, pontes e praças,
Vemos pessoas entre suas correrias e seus afazeres,
Muitas não gostam de parar, mas somos levados a elas,
Pois temos uma mensagem de boas novas para pregar.

Mesmo que elas tenham suas fé essas famílias,
Nesta cidade parecem estar ligadas com um nó,
Compartilhando momentos de tristezas e alegrias,
Outras se esquecem que nessa vida ninguém vive só.

Sabemos que as pessoas tem suas necessidades,
Fisícas, materiais, mas buscamos ajudar na parte espiritual,
E assim nós temos de sair de casa para pregar,
Por isso nesta cidade buscamos outros para poder ajudar.

®Jorge Bessa Simões

Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2024
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

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"A curiosidade é a mãe das descobertas" (Crônica da Vida)

Muitas vezes sinto-me hipnotizado por alguns cheiros, de preferências os melhores cheiros que a vida pode nos trazer, mas em especial aqueles que me trazem lembranças e recordações dos melhores momentos que já vivi e vivo ainda.
Sou fascinado pelo cheiro do corpo banhado, cheiro do shampoo no cabelo, do creme de barbear, do perfume usado para finalizar um dos melhores momentos do dia depois de um bom banho, e mais gostoso ainda, é sentir o cheiro do perfume da mulher amada, em especial a minha que me espera todas as noites bem cheirosa.
Porém, entre tantos cheiros, um me faz retornar a infância, pode parecer bobagem, mas o cheiro de naftalinas de lavanda me faz lembrar da minha ingênua curiosidade, porque elas sempre foram um mistério pra mim quando criança.
Eu gostava de abrir as gavetas e procurá-las, enfiadas sob minhas roupas ou entre meu cobertor e minha toalha felpuda, porém um dia, eu era bem pequeno (mas isso não conta), peguei uma delas e de tão fascinado pelo seu cheiro, sem perceber a joguei para dentro da minha boca, e foi tão rápido que a engoli de imediato, ainda fico pensando se estou mesmo aqui escrevendo isso.
Porque agora, todas as vezes que abro uma das minhas gavetas e vejo as naftalinas de lavanda, (que demorei muito tempo pra usá-las), sinto o cheiro de infância e também da minha boca espumando, nem sei como ainda estou vivo.
Enfim, de uma coisa eu tenho certeza; "a curiosidade é a mãe das descobertas", e eu consegui sair vivo de uma dessas curiosidades.
Entretanto, nunca façam ou deixem alguém fazer isso, lembre-se da "mãe das descobertas."

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

"Que haja compreensão ou ao menos respeito" (Crônica da Vida)

Quando criei está página para rede social, não foi para contatar familiares e amigos distantes de outras cidades, estados ou até de outros países.
Na verdade foi para poder postar publicações que por anos estiveram guardadas nas linhas dos meus cadernos.
São poesias, poemas, crônicas ou textos referentes as minhas "Memórias Poéticas", muitas das quais contam parte da minha história, dos meus aprendizados com erros e acertos, dos meus sentimentos e das lições que ficaram de tudo isso, para que quando as lessem pudessem compreender que elas são baseadas nas minhas experiências na vida.
Respeito os que poderão não gostar dessas postagens, talvez por falta de entendimento ou compreensão, ou que poderão lançar críticas a essas divulgações, tanto que cheguei a cogitar em não fazer essas postagens.
Mas por outro lado após algumas publicações, fui encorajado a continuar, porque além de terem sido compreendidas por alguns, percebi que existem pessoas que se beneficiaram com elas após lerem minhas postagens.
Desta forma pretendo continuar fazendo isso com o máximo de critério e respeito, enquanto sentir que tenho a minha consciência tranquila nas publicações que venham ser postadas.
Porém mesmo assim, se alguém se sentir ofendido quanto as palavras que transcrevo e ou as imagens que uso para ilustrá-las, entre em contato comigo, e se mesmo assim, por esses motivos não quiserem me acompanhar nas redes sociais, e sequer ter a minha amizade , sinta-se a vontade de tomar a decisão que melhor lhes convier.

®Jorge Bessa Simões

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"Entre as linhas de um caderno" (Crônica da Vida)

No tempo em que estou vivendo percebo que tudo está em queda livre, vejo pessoas de olhos fechados e braços cruzados, dessa forma minhas lágrimas deslizam entre as linhas que escrevo e no meu devaneio absurdo apenas suspiro, sei que quase ninguém irá implorar para "Deus" em voz alta por mim.
Abro os olhos enquanto estou caindo pra ver se alguém vem me ajudar antes que toque o chão tumular que me espera, porém me dou conta de que ninguém vai aparecer, ao contrário, tenho a sensação que muitos desejam me ver cair, por consequência nem mesmo minhas experiências de vida irão amortecer minha queda.
Não preciso ver mais nada para saber que ninguém estará por perto ou que estão por ai pensando em mim, aliás é mais fácil me esquecerem, não me importo, percebo que muitos nunca me compreenderam, apenas me aceitaram por conveniência do momento.
Que fazer se nas minhas inspirações busco amar as coisas que voam livres em meus pensamentos, sei que quando morrer irei embora deste mundo sem arrependimentos, espero que de uma certa maneira, diante do que escrevo possa estar deixando ao menos minha marca.
Na minha vida inteira fui marcado pelas palavras denegridas de muitos, ganhei, perdi, amei, odiei, me perdi tantas vezes e me encontrei, e quando quiseram fui encontrado, senti desprezo e poucos foram os momentos de alegrias que me libertaram, tento ser diferente do que já fui e me orgulho de quem sou.
Mesmo que passe um tempo sem publicar minhas poesias ou poemas, eu vou escrevendo e escondendo-as entre as linhas de um caderno que sei, logo serão esquecidos e quem sabe até jogado fora por aqueles que não irão compreendê-las.

®Jorge Bessa Simões

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"Quanto tempo ainda me resta?" (Crônica da Vida)

Ao me deitar me lembrarei que poderia ter falado com alguém, quem sabe até com você, amanhã ao acordar pode ser que venha falar com algumas pessoas, porém, não será com quem queria que fosse e sequer será com você ou pode ser que não fale com mais ninguém.
Passará o dia, a vida é uma correria tão grande, mas não me acostumo ficar sem falar com alguém ou até com você, creio que ninguém, nem mesmo você se lembrou de falar comigo.
Em certo momento pensei em pegar o celular e te ligar, quem sabe te mandar uma mensagem, saber como você está, se por acaso estou em seus pensamentos, se é que se lembra de mim.
Não consigo decidir em qual resposta acreditar, tenho andado confuso vivendo minhas incertezas, tem momentos que não quero saber nem da minha própria vida.
Não, não se preocupe vai ficar tudo bem, embora não tenha tirado do meu peito a saudade que sinto de você.
Fico imaginando como poderia ser se me encontrasse com você em qualquer lugar e poder te dar um abraço, mas, no meio de tantas incertezas em meus pensamentos, me lembro que talvez só eu ame, você.
Você que tem aquele jeitinho com que havia sonhado e que em um certo momento da vida, tive certeza do seu lugar na minha vida, mas, só tenho saudades, chega ser engraçado saber que você está tão perto e não posso te encontrar.
Sei que novamente não vou falar com você, está se acabando o meu dia e já chegou a noite, cansado vou me deitar, mas não me esqueço de quanto tempo estou sem falar com você, mesmo tendo tanta gente com quem conversar.
Chega ser uma angústia essa saudade que sinto de você, mas tudo bem, vou me deitar, amanhã começará mais um dia, talvez nós não iremos nos falar mais, fazer o que? Sei lá!
Eu mesmo não sei quanto tempo ainda me resta.

®Jorge Bessa Simões

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domingo, 26 de novembro de 2023

"Gostar ou amar?" (Poema)

Qual a diferença entre “gosto de você” e “amo você?"

Bem vamos imaginar que,
Quando você gosta de uma flor,
Você à arranca da sua caule?
Claro que não!

Agora se você ama uma mulher,
Você à maltrata?
Claro que não!

Então assim como você gosta de uma flor,
E a rega todos os dias,
Compreenda que se você ama uma mulher,
Deve trata-la com todo carinho do seu coração,
Em todos os momentos da sua vida.

Pode ser que essa seja a pequena diferença,
Entre gostar e amar,
Se você entender isso,
Com certeza entenderá a vida,
E compreenderá o valor,
De ter a mulher amada ao seu lado.

®Jorge Bessa Simões

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"O outro lado da história" (Crônica da Vida)

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, e as pessoas da escola não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando seus colegas de escola o viam, franziam a testa porque a cicatriz que ele tinha era muito feia.
Certo dia, a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais a escola.
O professor levou o caso à diretoria da escola, que ouviu atentamente a situação e chegaram a seguinte conclusão.
"Que não poderiam tirar o menino da escola, mas que conversariam com ele para que fosse o último a sair da sala de aula e o primeiro a entrar, desta forma nenhum aluno veria o rosto do menino a não ser que olhassem para trás."
O professor achou magnífica a ideia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás.
Levado ao conhecimento do menino a decisão, ele prontamente aceitou a imposição da escola, com uma condição: Antes ele compareceria na frente dos alunos na sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ em seu rosto.
A turma concordou e no dia marcado o menino entrou, dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a relatar:
"Sabe turma, eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas gostaria que vocês soubessem como foi que a adquiri: Minha mãe é muito pobre e para ajudar na alimentação de casa, ela passa roupas para fora, na ocasião eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade, além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e minha irmãzinha com apenas alguns dias de vida, nossa casa era muito simples, feita de madeira, foi então que não sei como nossa casa começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora. Havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira pegavam fogo muito rapidamente e estava muito quente.
Minha mãe me colocou sentado no chão do lado de fora e disse para ficar com meus irmãos até ela voltar, pois tinha que pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas.
Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali não deixaram. E eu via minha mãe gritar: "Minha filhinha está lá dentro!"
Vi no rosto dela o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha.
Foi aí que decidi, peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse que eles não saíssem dali até eu voltar. Saí por entre as pessoas sem ser notado e quando perceberam, eu já tinha entrado na casa.
Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha, sabia o quarto em que ela estava, quando cheguei lá ela estava enrolada em um cobertor e chorava muito, neste momento vi cair alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou em meu rosto."
A turma estava quieta e atenta, porém um tanto quanto envergonhada. E o menino continuou: "Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que a acha linda, e todo dia quando chego da escola, minha irmãzinha, me beija e me abraça, porque ela sabe que a CICATRIZ que tenho, é marca do meu AMOR por ela."
Quando ele terminou o seu relato, vários alunos começaram à chorar, sem saber o que dizer ou fazer, e assim, o menino foi para o fundo da sala de aula e quietamente sentou-se em sua cadeira.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado em Texto de Autoria Desconhecida)

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"O tempo a balançar está" (Poesia)

O tempo a balançar está,
É no balanço do tempo,
Que a cada instante,
Se esvai o meu tempo.

Tempo que no seu balançar,
Me mostra a todo instante,
Que o momento do meu tempo,
Logo irá chegar.

E por mais que queira,
Fugir do balançar do tempo,
O meu momento se achega no tempo,
Tempo do meu findar.

®Jorge Bessa Simões

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"A vida não tem medida" (Poema)

A vida não tem medida,
Não cabe no tempo do nosso tempo,
A vida nunca é suficiente,
Para tudo que sonho ou busco,
Haverá sempre um livro para ser lido,
Uma conversa interrompida pela incompreensão,
Um amor inacabado,
Por que alguém não quis ser cúmplice em amar.

A vida não tem medida,
Ainda que venha haver um cheiro bom vindo do forno,
Uma música no celular ou mesmo em uma vitrola antiga,
E por que não por causa de um beijo pela metade,
E um fato, a vida não tem tamanho,
Ela é e vai ser sempre a vida,
No tempo do seu tempo de viver.

A vida não tem medida,
Enquanto houver um café novo passado no coador,
Aquele de pano que trás muitas lembranças da vida,
Pode ser que ainda tenha uma palavra nova,
De algo que me faltou dizer na vida,
E sempre haverá uma vontade,
Uma fome, uma sede, um sono,
Um carinho, um amor a ser vivido,
Uma vida que passa e que no final,
A acredito que passou tão rápido,
Que ainda falta viver muitos sonhos,
Sempre haverá algo, alguma coisa, isso ou aquilo.

A vida não tem medida,
Toda vez que vem uma nova manhã,
Com um dia de sol ou uma noite de lua enorme,
E uma segunda-feira com cheiro de domingo,
Porque a vida sempre começa e nunca termina,
E a morte é apenas um bocejo,
Um breve sono de tudo em que acredito,
Já que um dia poderei ser ressuscitado,
Para viver uma vida eterna num paraíso terrestre,
Onde a vida não tem medida.

®Jorge Bessa Simões

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"O difícil não é impossível" (Poesia)

Quem vive para o que der e vier,
Sabe que semeando a boa semente,
Ainda que seja pela umidade das lágrimas,
Um dia verá nascerem as plantas.

Pode mesmo acontecer que os outros,
Não valorizem o quanto custou esse trabalho,
Não faz mal;
Você se comprometeu pelo ideal do bem.

Não importa se nesse esforço,
Tropeçou e caiu,
Pois é aos que tombam na luta,
Que se costuma chamar de heróis.

Apenas o que se lhes pede é,
O testemunho da PERSEVERANÇA.

®Jorge Bessa Simões

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