
Pai não vê seus seios sangrando pra alimentar o bebê, não vela o sono do bebê nas madrugadas passando a mão no narizinho dele 569 vezes só pra ver se ele está respirando, e não tira dúvidas no grupo de mães ou sofre com o corpo modificado no espelho.
Pai pode devolver pra mãe o bebê quando perde o fôlego ao chorar, mas é claro que o pai é importante: aliás muito importante, ele pode ser tudo de bom, brincar, conversar, carregar, embalar, dar banho, prover as necessidades físicas e mentais, participar ativamente em muitas coisas, e mata um se preciso for, transmite segurança, ajuda pra caramba, mata dois se preciso for, enfim...
Mas ser mãe, é muito diferente, muitas vezes ela está acima do bem e do mal, tem um quê de "autoridade espiritual" sobre seu bebê, pede todo dia pra Deus interceder pelos seus filhos, ela deixa os amigos, renuncia muitas vezes e acaba ficando em casa quando todos estão se divertindo, (ao menos uma mãe de verdade) a mãe às vezes deixa até de tomar banho e lavar o cabelo, seria um luxo.
Mãe vive pra sua cria, é uma pessoa boa que gosta dos seus filhos, lugar bom é onde a mãe pode ir com seu bebê, comida boa é aquela que não dá cólica, promoção boa é sempre a de fraldas.
Mãe não tem um interesse maior que não seja o bem estar dos seus filhos, ela sabe a data de cada vacina, sofre com a febre, se despedaça em mil com o choro do seu bebê, ela "lambe sua cria", sobe no lustre pra ganhar uma risadinha, não assiste um jornal sem imaginar, "Meu Deus, e se fosse MEU filho!?"
Mãe enfrenta um exército de salto alto e peito aberto, ela estará junto aos seus filhos, pois Mãe é MÃE...."simples" assim, e nessa diferença é igual ao Pai.
Poema adaptado por ®Jorge Bessa Simões
(Baseado em texto de autoria de Priscila Santos Inowe)
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