
Mas não lute, não se pode obrigar ninguém a gostar de nós, e depois não importa se choramos, se sentimos raiva, tudo que irá nos restar é se distanciar discretamente, até porque as pessoas a nossa volta seguem seus caminhos.
E acreditem, as coisas das quais gostamos, continuarão ali no dia em que já não estivermos mais aqui, mas pouco a pouco, as imagens se dissiparão junto com as lágrimas que irão chorar.
Por isso quando alguém não nos quiser por perto, saberemos e perceberemos, ainda que enterramos esse sentimento de rejeição sob mil desculpas ou justificativas.
Assim, não se oprima, deixe-os sair, que se vão o quanto antes, e que sigam com a vida, pois quando não nos quiserem mais por perto, ainda que não nos digam, como pais nós saberemos.
Mas como esquecer quando já não nos quiserem? É simples! Que façamos o que gostamos, ir naquele restaurante que gostávamos mesmo que seja sem companhia, aproveitar a comida preferida, que nos lembra em cada bocado a vida que tínhamos antes.
Lembre-se quando uma relação está perto do fim ou já terminou, um lugar, uma imagem, uma canção, uma lembrança, tudo nos trará à mente momentos felizes e deixaremos cair nossas lágrimas. Deixe-as sair, mas dê um “basta”. Pare com essas lembranças.
Diga em voz alta, bem, acabou! Escute-se e, pouco a pouco, elas não nos causarão mais dor. Medite para esquecer e concentre-se em outra coisa, em nós mesmo como pai ou mãe.
Sinta como é ficar sozinho e aproveite esse momento, até por que quando já não nos quiserem mais por perto, ainda que não nos digam, como pais nós saberemos.
®Jorge Bessa Simões
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