
Percebo que minha mocidade já fugiu de mim há muito tempo, mas no meu íntimo, ela ainda grita!
Aos meus ouvidos o meu futuro se aproxima do fim, meus olhos mortais que antes enxergavam tão longe, agora mal consegue ver um palmo de distância com nitidez.
Por outro lado o remorso das escolhas que fiz na vida, estão se dissipando com o passar do tempo, agora derramo meus olhos por mim mesmo.
Mudo, consulto meu coração cansado, "e o que é que vejo? O que sinto? E o que me resta?. Percebo que não me resta mais nada, estou chegando ao fim do caminho que tinha de ser percorrido.
A mágoa de alguns poucos hoje já não me importa mais, o ódio de tantas vezes ter jurado o que não era preciso, me traz o horror de algumas vezes ter mentido que tudo estava bem.
Nada mais me resta nessa minha avaliação do passado, e pedir perdão, em que mudaria o restante do meu caminho? Logo só me resta prestar contas de mim mesmo, o que foi feito, foi feito. Só a misericórdia do Verdadeiro Deus me importa.
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. © 2013-2025
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2025
Nenhum comentário:
Postar um comentário