
Do rádio ouço bem suave a canção de um gênio apaixonado, fico a imaginar se esse gênio triste, também viveu a glória do pecado de amar, e ninguém responde a voz do gênio triste.
Nesse momento pressinto minha alma pungente, que um dia, assim como um gênio do passado, ficou triste depois da sua trágica partida, e mais uma vez me vi sozinho e sem poder te procurar, pois foste tirada dos meus braços pela traiçoeira morte.
E com esse pensamento por tê-la perdido, minha alma se comprimia ao relembrar da nossa história, na certeza de que a partir daquele momento, tudo o que me restava era eternizá-la no relicário de ouro das minhas memórias.
Muitas vezes me perguntava, e ficava imaginando as respostas que não mais viriam, será que você me amou assim como te amei, mesmo naqueles breves momentos de ternura?
Mas de que adianta perguntar, se sofrendo tive que aprender a conviver com essa dúvida, e essa era a dor da minha tortura.
Naqueles dias, a morte nossa companheira na vida, era quem de mim ria, quando reclamava do porque ela tirou-a de mim para te esconder num lugar em que não poderia te encontrar.
E imaginar que tudo o que queríamos era ter realizado nosso sonho de nos amar para sempre, e ter escrito na vida a nossa história de amor, porém, de modo traiçoeiro a morte não nos permitiu realizar isso.
E a luz daqueles dias só me restou uma verdade, não poderia mais te encontrar, e por algum tempo teria de viver sozinho, já que não a teria mais em meus braços e nem te beijar, triste tive que buscar entender que juntos não poderíamos mais realizar nossos sonhos tresloucados, e assim tudo o que me restou, foi te guardar eternizada no relicário de ouro das minhas memórias.
®Jorge Bessa Simões
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