Queria poder ver a cara dos invejosos que amam com pressa, peço que se quiserem falar por minha causa, que não falem, pois "assim aconteceu comigo, isso é certo!"
Queria falar dos meus sentimentos, embora eles nunca serão compreendidos, mas eles terão a sua beleza, pois para mim foram belos, porém sei que não serão belos se não puder expressá-los.
Porque assim como as raizes estão debaixo da terra, mas as flores florescem ao ar livre, meus sentimentos são assim, e quase nada os pode impedir.
Se eu morrer, leiam isso; "Nunca fui, senão um menino que brincava procurando ser gentil como o sol e a água, conheci o amor universal, coisas que muitas pessoas desconhecem.
Fui feliz ao meu modo, porque nunca pedi coisa alguma e nem quis achar nada, e nem achei que houvesse explicações, pois para mim a palavra explicação, não tem sentido nenhum.
Não desejei senão o amor, para poder estar em algum coração e amar, e meu coração só quis o amor, o carinho e a emoção.
Amei sempre, mesmo que morrendo, e nunca outra coisa, senti o calor, um arrepio, e vivenciei meus sentimentos e nunca estive longe para sentir essa sensação.
Uma vez eu amei, julguei que me amariam, mas quase nunca fui amado, talvez não tenha sido amado por uma única razão, porque não tinha que ser.
Mas ainda assim me consolei voltando ao sol e a chuva, observei os campos, afinal, eram tão verdes para os que são amados, como para os que não são, foi assim que vivi o amor, mesmo sem ser amado, agora, morrerei distraído."
®Jorge Bessa Simões
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