sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

"Amigo para sempre" (Crônica da Vida)

Na minha vida gostaria de ter encontrado um amigo que tivesse sido especial, que pudesse ter mudado minha vida simplesmente por ter estado nela, e quem sabe pudesse ter sido a diferença.
Um amigo que me tivesse feito rir até que não pudesse mais parar, mesmo que me encontrasse triste, quem sabe isso tivesse me ajudado a não entrar numa depressão das muitas que já enfrentei nesses anos todos.
Quem sabe tivesse sido alguém que me fizesse acreditar que realmente tem algo de bom no mundo, e que me fizesse ver o colorido da vida, que me convencesse que nela tem uma porta destrancada só esperando abri-la.
Um amigo que quando percebe-se que estivesse pra baixo me colocasse pra cima, fazendo com que visse que o mundo não é escuro quanto as vezes acredito.
Que tivesse sido um amigo que me ajudasse nas horas mais difíceis, tristes e confusas, que me fizesse levantar e começar a caminhar em frente, mesmo depois de uma queda.
Que não me deixasse me perder pelo caminho, que me guiaria e me colocaria no caminho certo, ainda que para isso fosse preciso segurar minha mão e me dizer "vai ficar tudo bem".
Com certeza esse seria um amigo para sempre, porém sinto que, humanamente falando, nunca tive ou terei esse amigo para sempre.

®Jorge Bessa Simões

®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2023
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98

*Foto Arquivo Google Imagens.
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"Meus últimos pedidos" (Crônica da Vida)

Antes que minha morte chegue, me permitam fazer meus últimos pedidos...
Primeiro; não me tragam flores e nem velas, já que quando lançarem minha carcaça envelhecida ao solo, ela será encoberta com a terra, por isso se for possível lance as sementes das flores que me trariam ao vento para que elas nasçam e floresçam.
Segundo; não me venham com lágrimas de despedida, antes, que possam enterrar minhas palavras ásperas que um dia possa ter dito, e sei que disse, mas por favor, não enterrem meus gestos de carinho que um dia possa ter dedicado a todos durante minha vida.
Terceiro; se possível, permitam-me viver nos corações de todos que amei intensamente e que souberam me compreender e me amaram do jeito que sempre fui, apesar de tudo.
Quarto; ainda que se lembrem dos erros que cometi na vida, acreditem, na maioria das vezes não foram por maldade, tudo aconteceu na tentativa de poder acertar e deixar o melhor de mim como meu legado.
E por fim, meu quinto pedido; antes que eu me vá, levem-me ao encontro de uma janela para que possa ter como última imagem ante meus olhos, as lembranças da minha vida voando em forma de pássaros para o infinito céu azul.
Esses são meus últimos pedidos.

®Jorge Bessa Simões

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"Você, conhece a minha história?" (Crônica da Vida)

Então, antes de me apontar o dedo, porque não tenta saber o meu lado da história, os motivos e quais foram os meus pensamentos e sentimentos que me levaram as escolhas que tive de fazer, você não precisa concordar com o que digo ou com o que escrevo, tampouco me aceitar como sou, assim como não posso me adaptar com pessoas que distorcem o que digo, eu não fui criado assim!
Já vivi muitas coisas na vida e se cheguei até aqui foi tentando acertar mesmo errando e errando tentando acertar, afinal, erros, quem nunca os cometeu? Você?
Com minhas escolhas busquei aprender com meus erros desde o dia em que vim ao mundo, nele fui forjado, mesclando meus aprendizados me tornei quem sou, um homem guerreiro.
Apesar do que possa parecer, não me escondo ou me envergonho do meu passado, até porque foi através dele que consegui me superar, por isso o uso como referência para evitar os mesmos erros.
Sempre digo que o passado é o espelho daquilo que aprendi para poder sobreviver e viver o presente para poder ser o melhor no futuro, assim, me perdoe se não consigo agradar você ou aqueles que gostam de me apontar o dedo.
Por outro lado sou grato por isso, e isso é bom, porque se agradasse a todos, minha vida seria monótona e não teria sentido, desta forma, se acaso quiser conhecer a minha história e quem sabe depois gostar de mim, muito bem!
Senão quiser nenhuma dessas opções, "amém!"

®Jorge Bessa Simões

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

"Segundo tuas recompensas" (Poema)

Meu Deus!... Meu Deus!...
Quantos horrores há na terra,
Já não se fala mais de amor,
O pavor da violência e das guerras,
Da escassez de alimentos,
Doenças, epidemias e pandemias,
Vestem o mundo de dor,
Foram-se a paz e o sono,
Agora as noites são de vigílias,
Mas agradeço a Deus,
Por nessa hora tão difícil,
Encontrar um tempo para lhe pedir,
"Volte teus olhos para sua criação,
Faça-os entender as tantas injúrias que pregam,
Usando o teu santo nome em vão,
Tirando tantas vidas,
Coisas que não estão em teus mandamentos,
Para que um dia tu possas julgar cada um,
Segundo tuas recompensas."

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

"Aqui estou eu sozinho" (Poema)

Aqui estou eu jogando com minhas memórias de novo,
E de novo eu pensei no tempo em que você me libertou,
Meus pensamentos em você se mantém me provocando.

Você é um sentimento que eu nunca vou superar,
Apesar de toda e qualquer parte de mim que tentou,
Somente você preenchia esse espaço aqui dentro.

Por isto não tenho razão para mentir,
Meu coração continua despedaçado,
Desde que você partiu.

E depois de tanto tempo eu ainda penso,
Que já tinha me esquecido de você,
Eu pensei que conseguiria,
Me manter sem relembrar esse sentimento.

Mas minhas memórias vêm arrebentando,
E eu não consigo me esquecer de você,
Por mim mesmo.

Eu tentei fazer isso sozinho,
Na verdade eu fiz de tudo,
Mas não consegui aliviar essa dor.

Somente você poderia movimentar esse balanço vazio,
Já que eu não consigo deixar de me lembrar de você,
Mesmo depois de tanto tempo sinto falta de nós.

E pensar que eu tinha te esquecido,
Pensei que conseguiria não pensar em você,
Mas minhas memórias estão me arrebentando.

Sei que terei de continuar a viver sem você,
E logo eu também irei partir,
Porque não posso mais,
Ficar aqui sentado neste balanço sem você.

®Jorge Bessa Simões
(Baseado na música 'Here I Am')

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terça-feira, 28 de novembro de 2023

"As Boas Novas do Reino a pregar" (Poesia)

Ao sairmos as ruas da cidade com muita fé,
Passamos por pontes e praças com árvores aos montão,
Na cidade relativamente calma caminhamos a pé,
Falando com as pessoas sobre alcançar no futuro ricas bençãos.

Olhando nas pontes e praças vemos crianças a brincar,
Ao redor estão seus pais a ampará-las,
Porém algumas vezes tudo se torna deserto,
Ficando somente nós e os pássaros com seu cantar.

Com minha companheira de fé por entre ruas, pontes e praças,
Vemos pessoas entre suas correrias e seus afazeres,
Muitas não gostam de parar, mas somos levados a elas,
Pois temos uma mensagem de boas novas para pregar.

Mesmo que elas tenham suas fé essas famílias,
Nesta cidade parecem estar ligadas com um nó,
Compartilhando momentos de tristezas e alegrias,
Outras se esquecem que nessa vida ninguém vive só.

Sabemos que as pessoas tem suas necessidades,
Fisícas, materiais, mas buscamos ajudar na parte espiritual,
E assim nós temos de sair de casa para pregar,
Por isso nesta cidade buscamos outros para poder ajudar.

®Jorge Bessa Simões

Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2024
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"A curiosidade é a mãe das descobertas" (Crônica da Vida)

Muitas vezes sinto-me hipnotizado por alguns cheiros, de preferências os melhores cheiros que a vida pode nos trazer, mas em especial aqueles que me trazem lembranças e recordações dos melhores momentos que já vivi e vivo ainda.
Sou fascinado pelo cheiro do corpo banhado, cheiro do shampoo no cabelo, do creme de barbear, do perfume usado para finalizar um dos melhores momentos do dia depois de um bom banho, e mais gostoso ainda, é sentir o cheiro do perfume da mulher amada, em especial a minha que me espera todas as noites bem cheirosa.
Porém, entre tantos cheiros, um me faz retornar a infância, pode parecer bobagem, mas o cheiro de naftalinas de lavanda me faz lembrar da minha ingênua curiosidade, porque elas sempre foram um mistério pra mim quando criança.
Eu gostava de abrir as gavetas e procurá-las, enfiadas sob minhas roupas ou entre meu cobertor e minha toalha felpuda, porém um dia, eu era bem pequeno (mas isso não conta), peguei uma delas e de tão fascinado pelo seu cheiro, sem perceber a joguei para dentro da minha boca, e foi tão rápido que a engoli de imediato, ainda fico pensando se estou mesmo aqui escrevendo isso.
Porque agora, todas as vezes que abro uma das minhas gavetas e vejo as naftalinas de lavanda, (que demorei muito tempo pra usá-las), sinto o cheiro de infância e também da minha boca espumando, nem sei como ainda estou vivo.
Enfim, de uma coisa eu tenho certeza; "a curiosidade é a mãe das descobertas", e eu consegui sair vivo de uma dessas curiosidades.
Entretanto, nunca façam ou deixem alguém fazer isso, lembre-se da "mãe das descobertas."

®Jorge Bessa Simões

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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

"Que haja compreensão ou ao menos respeito" (Crônica da Vida)

Quando criei está página para rede social, não foi para contatar familiares e amigos distantes de outras cidades, estados ou até de outros países.
Na verdade foi para poder postar publicações que por anos estiveram guardadas nas linhas dos meus cadernos.
São poesias, poemas, crônicas ou textos referentes as minhas "Memórias Poéticas", muitas das quais contam parte da minha história, dos meus aprendizados com erros e acertos, dos meus sentimentos e das lições que ficaram de tudo isso, para que quando as lessem pudessem compreender que elas são baseadas nas minhas experiências na vida.
Respeito os que poderão não gostar dessas postagens, talvez por falta de entendimento ou compreensão, ou que poderão lançar críticas a essas divulgações, tanto que cheguei a cogitar em não fazer essas postagens.
Mas por outro lado após algumas publicações, fui encorajado a continuar, porque além de terem sido compreendidas por alguns, percebi que existem pessoas que se beneficiaram com elas após lerem minhas postagens.
Desta forma pretendo continuar fazendo isso com o máximo de critério e respeito, enquanto sentir que tenho a minha consciência tranquila nas publicações que venham ser postadas.
Porém mesmo assim, se alguém se sentir ofendido quanto as palavras que transcrevo e ou as imagens que uso para ilustrá-las, entre em contato comigo, e se mesmo assim, por esses motivos não quiserem me acompanhar nas redes sociais, e sequer ter a minha amizade , sinta-se a vontade de tomar a decisão que melhor lhes convier.

®Jorge Bessa Simões

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"Entre as linhas de um caderno" (Crônica da Vida)

No tempo em que estou vivendo percebo que tudo está em queda livre, vejo pessoas de olhos fechados e braços cruzados, dessa forma minhas lágrimas deslizam entre as linhas que escrevo e no meu devaneio absurdo apenas suspiro, sei que quase ninguém irá implorar para "Deus" em voz alta por mim.
Abro os olhos enquanto estou caindo pra ver se alguém vem me ajudar antes que toque o chão tumular que me espera, porém me dou conta de que ninguém vai aparecer, ao contrário, tenho a sensação que muitos desejam me ver cair, por consequência nem mesmo minhas experiências de vida irão amortecer minha queda.
Não preciso ver mais nada para saber que ninguém estará por perto ou que estão por ai pensando em mim, aliás é mais fácil me esquecerem, não me importo, percebo que muitos nunca me compreenderam, apenas me aceitaram por conveniência do momento.
Que fazer se nas minhas inspirações busco amar as coisas que voam livres em meus pensamentos, sei que quando morrer irei embora deste mundo sem arrependimentos, espero que de uma certa maneira, diante do que escrevo possa estar deixando ao menos minha marca.
Na minha vida inteira fui marcado pelas palavras denegridas de muitos, ganhei, perdi, amei, odiei, me perdi tantas vezes e me encontrei, e quando quiseram fui encontrado, senti desprezo e poucos foram os momentos de alegrias que me libertaram, tento ser diferente do que já fui e me orgulho de quem sou.
Mesmo que passe um tempo sem publicar minhas poesias ou poemas, eu vou escrevendo e escondendo-as entre as linhas de um caderno que sei, logo serão esquecidos e quem sabe até jogado fora por aqueles que não irão compreendê-las.

®Jorge Bessa Simões

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"Quanto tempo ainda me resta?" (Crônica da Vida)

Ao me deitar me lembrarei que poderia ter falado com alguém, quem sabe até com você, amanhã ao acordar pode ser que venha falar com algumas pessoas, porém, não será com quem queria que fosse e sequer será com você ou pode ser que não fale com mais ninguém.
Passará o dia, a vida é uma correria tão grande, mas não me acostumo ficar sem falar com alguém ou até com você, creio que ninguém, nem mesmo você se lembrou de falar comigo.
Em certo momento pensei em pegar o celular e te ligar, quem sabe te mandar uma mensagem, saber como você está, se por acaso estou em seus pensamentos, se é que se lembra de mim.
Não consigo decidir em qual resposta acreditar, tenho andado confuso vivendo minhas incertezas, tem momentos que não quero saber nem da minha própria vida.
Não, não se preocupe vai ficar tudo bem, embora não tenha tirado do meu peito a saudade que sinto de você.
Fico imaginando como poderia ser se me encontrasse com você em qualquer lugar e poder te dar um abraço, mas, no meio de tantas incertezas em meus pensamentos, me lembro que talvez só eu ame, você.
Você que tem aquele jeitinho com que havia sonhado e que em um certo momento da vida, tive certeza do seu lugar na minha vida, mas, só tenho saudades, chega ser engraçado saber que você está tão perto e não posso te encontrar.
Sei que novamente não vou falar com você, está se acabando o meu dia e já chegou a noite, cansado vou me deitar, mas não me esqueço de quanto tempo estou sem falar com você, mesmo tendo tanta gente com quem conversar.
Chega ser uma angústia essa saudade que sinto de você, mas tudo bem, vou me deitar, amanhã começará mais um dia, talvez nós não iremos nos falar mais, fazer o que? Sei lá!
Eu mesmo não sei quanto tempo ainda me resta.

®Jorge Bessa Simões

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