
Creio que estava ardendo em febre quando me fiz essa pergunta, talvez estivesse delirando.
Foi quando sonhei vendo você caminhando na minha direção, ouvi sua voz, poderia jurar que me chamou com ternura, mas ao abrir a porta, nada, não havia nada além do sussurro do vento.
Percebi então que não passava de um jovem apaixonado que fora ludibriado pelas falhas emocionais de um insano coração que sonhava com a mera hipótese do amor, com a saudade que crescia a cada dia por você.
Olhei para o teto do quarto em completa agitação diante daquela cruel realidade, não poderia mais te ver, te tocar, e não iríamos mais trocar palavra alguma, essa era a maior prova que meu coração enfrentava.
Minha mente torturada por pensamentos inquietantes, era tudo tão estranho sem sua presença, mas tinha que ser forte e aceitar que entre nós seria impossível estarmos juntos depois da sua partida desta vida.
Você nunca mais iria olhar para mim e eu teria que aprender a existir sem você, que como uma brisa em dia quente, só me deixou a saudade.
Queria que essa saudade fosse embora, mas você não me ensinou como te esquecer, tive que deixar que o tempo se encarregasse de cuidar das minhas cicatrizes e secasse as lágrimas que persistiam em cair, mesmo depois de muito tempo, continuo a sentir saudades daquilo que não tive de você, e de um sonho que ficou num abril distante.
®Jorge Bessa Simões
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