
Nesse momento só tenho uma certeza, as únicas companhias que terei serão a solidão, a impotência, o desespero, e o pior, a descrença de muitos em mim, minha autoestima fica tão critica que quase nem percebo que já não tenho mais para onde descer.
É ai que tento encontrar um momento para despertar, dar a volta por cima, cair na real e não ter auto piedade, embora isso possa me causar uma revolta.
Sim, revolta porque fica a impressão que estou rastejando por ajuda quando ninguém está nem ai com a minha situação.
Preciso acordar para conseguir perceber que mesmo nas minhas fraquezas, posso achar uma força imensurável para mudar as coisas.
Chega, já é hora de arranhar as paredes do fundo do poço e subir, não posso viver na escuridão desse buraco pra sempre, mesmo que tenha quem queira me manter nele.
Talvez eu esteja onde preciso estar, vivendo o que for preciso viver, mas creio que seja minha obrigação básica não querer mais continuar no fundo desse poço.
Falta muito! Oh, se falta. Mas, devagar tenho que tentar sair desse buraco psicológico em que estou, que a revolta que agora sinto seja positiva, que ela seja sinônimo de revolução a ponto de me ajudar a fazer mudanças profundas, e me lembrar de algo que nunca deveria esquecer; ninguém vale tanto a pena, a ponto de deixar de me querer bem.
Quantas vezes já tropecei, cai e me levantei, não posso me esquecer de quantas vezes já atingi o fundo do poço.
Mas foi nesses momentos que encontrei forças para enfrentar minhas batalhas, isso sempre foi minha vida, uma batalha atrás da outra, desde que nasci, e é com elas que tenho aprendido a valorizar mais a humildade, o perdão, a simplicidade, a devoção, o cuidado, a fé, o amor e a compreensão que hoje me negam.
Tudo para buscar o que deve permear minha vida, pois sei que logo vou sair do fundo do poço em que me encontro.
Ah, se vou!!!
®Jorge Luiz Bessa
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