
Mas chega um momento na vida que temos de ser realistas e pensar somente naquilo que está ao alcance da nossa realidade, seja em que sentido for, já que muitas coisas vem sempre acompanhadas com a dor, com uma desilusão, pois por vezes a realidade não é aquilo que gostaríamos, assim deixamos de sonhar.
Por isso, preciso ter coragem ao me expor, mesmo quando os momentos possam ser frágeis ou que possa fazer outros chorarem e ficarem tristes.
Assim, não posso ficar calando tudo o que sinto, afinal ser transparente é poder desnudar-me dos preconceitos e pré-conceitos, e dos meus medos.
Não posso me esconder atrás de máscaras da hipocrisia humana, mesmo sabendo que os caminhos que agora estou seguindo podem destruir ou realizar meus sonhos.
A maioria das pessoas decidem não correr riscos, e assim continuam a fingir as coisas como se tudo estivessem bem e enganando as pessoas, porém, prefiro a dureza da razão, à leveza reveladora da minha fragilidade humana.
Prefiro o nó na garganta das lágrimas que brotam do meu coração, a me perder numa busca por respostas e simplesmente admitir que não sei nada, e que tenho medos.
Por mais doloroso que possa ser, não posso usar uma máscara para evitar magoar alguém, preciso compreender o mundo em que vivo e mostrar quem realmente sou, para manter uma imagem que me dê a sensação de cumplicidade, e que até agora me serviu de proteção, mesmo querendo ser transparente e não podendo ser.
®Jorge Bessa Simões
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