
Primeiro meu irmão, com sua força ele lutou anos contra suas enfermidades até não aguentar mais, tempo depois meu pai seguiu pelo mesmo caminho, ambos foram os primeiros a partir, deixando uma dor imensa e um vazio enorme no meu coração que até hoje não sei como lidar.
Outros dias a frente parte do meu sorriso também morreu, foi difícil pensar que muitas coisas poderiam ter sido feitas ou ditas de forma diferente, a vida segue e não dá tempo para que se conserte o coração não é mesmo?
Se tais perdas tinham sido terríveis na minha vida, imagine quando um dos meus pilares, minha mãe, que se fazia de durona e as vezes até um tanto brava, mas no fundo era todo amor, também me deixaria.
O vazio foi maior ainda, vazias ficaram as cadeiras que embalaram por décadas as minhas histórias, infelizmente, chegou o momento que todos sabiam que uma hora iria chegar, mesmo não estando preparado o suficiente para dizer adeus, ainda me lembro com tristeza quando minha mãe me disse na cama daquele hospital..., "Agora chega!".
Foi assim que a voz que tanto me ensinou se calou, eu não ouviria mais as palavras ditas pela pessoa mais doce, amorosa, receptiva e calorosa que a vida poderia ter me dado.
Ela fora uma mulher de fibra, guerreira, tentou me criar com todo amor, mesmo diante das adversidades que a vida lhe apresentava, e assim, restou da sua presença mais uma cadeira vazia, não sei o que a vida ainda me reserva, tudo que sei é que logo haverá outras cadeiras vazias e uma delas poderá ser a minha, sei lá?!...
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2024
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2024
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2024
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2024
Nenhum comentário:
Postar um comentário