
E depois de tudo ainda tive meu corpo jogado na linha do trem como se fosse um cãozinho morto.
Busquei renascer das cinzas do passado para atenuar minhas dores, entretanto como um pirata errante não conseguia me firmar em nenhum porto, logo zarpava em busca de outros corações para aportar o meu, isso me trazia culpas, já que só queria encontrar alguém que pudesse amar até o fim da minha vida.
E navegando contra as ondas dos meus sentimentos procurava esquecer o que havia perdido, embora as feridas se fechassem, as cicatrizes, as dores e meus medos não deixavam de existir.
Porém de tanto zingrar pelos mares da vida, chegou o dia em que conheci a pessoa que mudaria minha vida, meu coração não seria mais o mesmo, em meu peito iniciou-se uma luta titânica e nessa convulsão inesperada renasceu em mim um sentimento que me arrastou para as areias do coração daquela pessoa.
Mas tive que ser cauteloso para não me machucar e nem machucar àquela pessoa, tinha que tentar esconder minhas mágoas e tristezas, mas como esconder meus sentimentos com receio de não ser compreendido?
Acabei por me tornar prisioneiro do seu coração, sentia que poderia amar já que era difícil renunciar meus sentimentos por ela, e embora me recordasse das pessoas que passaram em minha vida, percebi que essa pessoa poderia ser o remédio para o meu coração errante, e a partir daquele instante fiz minha escolha diante da força daquele sentimento que me dava uma nova oportunidade de amar, assim ancorarei minha vida à dela e deixei de ter um coração errante até os dias de hoje.
®Jorge Bessa Simões
®Velhas Memórias Poéticas. Copyright © 2013-2024
®Direitos Autorais Reservados. Lei 9.610/98
*Foto Arquivo Google Imagens.
©Todos os direitos reservados/2024
Nenhum comentário:
Postar um comentário